Acredito cada vez mais em provocações e menos em provações.
Provocar a mudança,por vez vem de outros, e em alguns casos inconscientemente provocamos o movimento.
Se você entender que o ato de provocar cria o desejo de mudanças, então você está na direção certa para que coisas novas aconteçam na sua vida. Impulsiona e não paralisa.
Que chegue logo outros lugares, novos ares e principalmente novo elenco.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Silêncios
Eu curto silêncio e me basto sozinha, apesar de gostar de gente e casa
cheia. Porém alguns momentos de isolamento é salutar, gosto de ficar com a minha companhia. Solidão não é algo pesado e triste, depende como você enxerga ( ou se enxerga).
Eu e eu nos divertimos bastante, mas existe solidão e solidão e às vezes não são legais mesmo que seja no meio da multidão.
A Lya Luft tem uma frase que sintetiza muito bem: " a solidão é um vasto campo que deve se atravessar acompanhada."
Eu e eu nos divertimos bastante, mas existe solidão e solidão e às vezes não são legais mesmo que seja no meio da multidão.
A Lya Luft tem uma frase que sintetiza muito bem: " a solidão é um vasto campo que deve se atravessar acompanhada."
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Até quando avestruz?
Na mitologia popular o
avestruz é famoso por esconder sua cabeça na areia ao primeiro sinal de perigo.
Na última segunda- feira ainda impactada com a tragédia de Santa Maria, ouvi alguns comentários (sem citar os miseráveis) de pessoas que estavam de saco cheio porque o noticiário só falava do ocorrido como se não houvesse outras notícias e blábláblá. E pessoal, era só segunda-feira, um dia após tudo ter acontecido! Ou seja, tudo estava fresco e latejante para quem acordou num domingo ensolarado lá fora e nublado na cabeça dos espectadores (sensíveis) do drama.
Fiquei pensando até onde vai o autismo social, o egoísmo latente de alguns que somente orbitam envolta dos seus umbigos. Compaixão palavra que não existe no vocábulo destes pequenos seres. Empatia então, para que? Um comentário até me chocou, pois vinha de uma pessoa descendente de um povo dizimado, um povo que sofreu atrocidades e do qual se fala até hoje, passado tanto tempo. Entenda-se aqui que lembrar é um mecanismo de gravação. Gravando, internalizamos a sensação e nos alertamos de um modo genérico para evitar um futuro semelhante.
Porque expomos as feridas, porque memoriais, porque precisamos falar incessantemente sobre estas situações que nos atingem direta ou indiretamente? Porque o esquecimento torna fácil de tudo ficar como está, porque a alienação estagna, porque o banalismo gera indiferença, porque o conformismo diante do “não vai mudar, deixa assim” faz repetir falhas, porque não esquecer, cobrar o que nos é de fato e de direito e tocar na mesma tecla é a diferença para que o acomodado se mexa. Porque um povo unido nas cobranças faz os governantes se mexerem. Porque a massa em ação traz atitudes. Porque a revolta é salutar para a mobilização e dignidade para viver. Revolucionar é importante e ela só acontece quando saímos do nosso quadradinho individualista e aconchegante. E principalmente porque desconhecemos a força do nosso poder.
Quando deixaremos de ser avestruzes? Quando assumiremos a nossa participação no ato e deixaremos de ser platéia? Uma platéia com nariz de palhaço, diga-se de passagem. Não é a toa que a maioria do povo está espantado com a outra notícia trágica da semana, olhando com o distanciamento incômodo ( ou confortável?) e inconsciente que torna a culpa dos outros e não nossa. Pura transferência de responsabilidade. Somos sim atores ativos neste resultado também trágico: o retorno do presidente do senado!
Não esqueçam, avestruzes queridos, que o congresso é feito de senadores eleitos por nós mesmos! O voto é secreto lá dentro, mas aqui na vida real o secreto passa a ser desvendado e decifrado quando o resultado é o que temos como representantes do nosso país, pessoas que NÓS elegemos. Votamos e deletamos até a próxima obrigatória eleição.
Somos nós, bichinhos enfiados na terra, e o nosso ostracismo que contribui para que tenhamos essas reações de espanto e horror em nossas vidas.
Enquanto passivos, enquanto meio vivos.
Enquanto avestruz que só fala.
Na última segunda- feira ainda impactada com a tragédia de Santa Maria, ouvi alguns comentários (sem citar os miseráveis) de pessoas que estavam de saco cheio porque o noticiário só falava do ocorrido como se não houvesse outras notícias e blábláblá. E pessoal, era só segunda-feira, um dia após tudo ter acontecido! Ou seja, tudo estava fresco e latejante para quem acordou num domingo ensolarado lá fora e nublado na cabeça dos espectadores (sensíveis) do drama.
Fiquei pensando até onde vai o autismo social, o egoísmo latente de alguns que somente orbitam envolta dos seus umbigos. Compaixão palavra que não existe no vocábulo destes pequenos seres. Empatia então, para que? Um comentário até me chocou, pois vinha de uma pessoa descendente de um povo dizimado, um povo que sofreu atrocidades e do qual se fala até hoje, passado tanto tempo. Entenda-se aqui que lembrar é um mecanismo de gravação. Gravando, internalizamos a sensação e nos alertamos de um modo genérico para evitar um futuro semelhante.
Porque expomos as feridas, porque memoriais, porque precisamos falar incessantemente sobre estas situações que nos atingem direta ou indiretamente? Porque o esquecimento torna fácil de tudo ficar como está, porque a alienação estagna, porque o banalismo gera indiferença, porque o conformismo diante do “não vai mudar, deixa assim” faz repetir falhas, porque não esquecer, cobrar o que nos é de fato e de direito e tocar na mesma tecla é a diferença para que o acomodado se mexa. Porque um povo unido nas cobranças faz os governantes se mexerem. Porque a massa em ação traz atitudes. Porque a revolta é salutar para a mobilização e dignidade para viver. Revolucionar é importante e ela só acontece quando saímos do nosso quadradinho individualista e aconchegante. E principalmente porque desconhecemos a força do nosso poder.
Quando deixaremos de ser avestruzes? Quando assumiremos a nossa participação no ato e deixaremos de ser platéia? Uma platéia com nariz de palhaço, diga-se de passagem. Não é a toa que a maioria do povo está espantado com a outra notícia trágica da semana, olhando com o distanciamento incômodo ( ou confortável?) e inconsciente que torna a culpa dos outros e não nossa. Pura transferência de responsabilidade. Somos sim atores ativos neste resultado também trágico: o retorno do presidente do senado!
Não esqueçam, avestruzes queridos, que o congresso é feito de senadores eleitos por nós mesmos! O voto é secreto lá dentro, mas aqui na vida real o secreto passa a ser desvendado e decifrado quando o resultado é o que temos como representantes do nosso país, pessoas que NÓS elegemos. Votamos e deletamos até a próxima obrigatória eleição.
Somos nós, bichinhos enfiados na terra, e o nosso ostracismo que contribui para que tenhamos essas reações de espanto e horror em nossas vidas.
Enquanto passivos, enquanto meio vivos.
Enquanto avestruz que só fala.
sábado, 26 de janeiro de 2013
Recados
Que recado você está passando?
Que mensagem o mundo traduz quando você fala ou age?
Somos feitos de códigos e mensagens subliminares.
A resposta que recebemos está ligada diretamente as nossas causas.
Os efeitos é como o mundo interage conosco.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Olhando de cá
Estou cada vez mais espectadora e menos participativa do Natal.
Foi se o tempo em que enxergava o velho Noel e sua roupa colorida no vitraux do lado da porta da minha casa de infância. Juro que eu via o vermelho de tanto olhar para lá...Eta mente infantil fértil!
O resgate deste espírito natalino retorna com o ofício materno e os encantamentos dos nossos pequenos e eles crescem e volta a ser mais um Natal em nossas vidas, mesmo com todos os preparativos e emoção de sempre.
Contudo a importância de mais um ano chegando e os projetos e expectativas para o que vem se tornou mais desejoso.
Será que toda esta ansiedade é porque com o passar dos anos temos uma urgência maior (ou pressa inconsciente) em realizar nossas metas e futuras realizações?
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Conservas
A dificuldade em nos depararmos com o passado encontra-se na ausência do que fomos com o desejo de permanecermos intactos misturados com os mitos criados e que permanecem em nós enlatados num vidro em conserva, marinado no formol.
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