quarta-feira, 14 de março de 2012

Teimosia não é parente da persistência




Eu ainda não etiquetei se faz parte das minhas características, se rotulo como defeito ou qualidade, mas certeza eu tenho, não desisto fácil das coisas, vou lá e faço acontecer, persisto no que desejo, porém não sou daquelas que insisto em quantidades absurdas de tempo com pessoas que não rola sintonia fina.
Teimar em ter alguém ao seu lado não é investir, não é persistir, não é querer e muito menos ter fé em gente como propagam por aí. É ser caprichoso e flertar com a auto afirmação vestida de modelito vaidade. Vestida de Barbie modelo ilusão em dia de cegueira emocional.
Existe um prazo de validade inconsciente que serve como termômetro (ou seria bússola) para que a manutenção das relações aconteça.
Tem que fluir como via de mão dupla sem semáforo.
Quer minha amizade, tranquilo. Não me quer como amiga, tranquilo também.
E assim caminha a humanidade, né James Dean?

quarta-feira, 7 de março de 2012

Mantra do dia



Que a efeito mais que a causa seja resultado para àqueles que perdem seus minutos preciosos de vida se banhando em chuva verborrágicas de maledicência. E que a rotina seja mais atribulada para estes pequenos de espíritos.
Anseio que eles tenham agendas mais lotadas  e sendo assim não perderão seus objetivos e focos diários com os demais de forma tão miserável.
Principalmente torço para que haja alimento para saciar a gana, a fome desses seres tão carecidos de vitaminas e suplementos da alma que evolui.
E se todo este meu desejo não surtir energia positiva, levo fé de que um bom terapeuta cruzará o caminho destes famintos, para limpar a sanha que os contamina.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

No lugar certo das coisas

                                             foto do filme - Closer 

Eu entendo, mas ainda estranho quando alguém quebra o barraco e tira satisfação com quem foi o pivô da traição na sua vida a dois.
É preciso tirar a viseira de cavalo de corrida e enxergar o que não é preciso ser dito.Não denso, mas no ar rarefeito. Quase palpável.
Pra quem importa as suas formas de expressão na hora de se libertar das amarras da dor? Somente pra ti. Então use as armas que estiverem disponíveis desde que elas  minimizem o aperto, o sufoco, o machucado e não faça da tua alma um almoxarifado de amargura.
Se necessário for, grite e coloque o varal pra fora da janela, se assim quiser e for um analgésico pro teu coração, mas que o alvo seja o real causador deste seu caos emocional. Brigue com quem teve a motivação pro ato e não com quem foi só um instrumento.Ou seria entreato?
Pensa! A tua exigência pede lealdade para com a tua pessoa e relação.
Desconhecidos permanecem sendo meros desconhecidos. Apenas livros de capas atrativas e conteúdos fracos atirados em estantes disponíveis por aí para quem quiser pegar. Por um tempo qualquer.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Aguardando o filme On the Road


"Aqui estão os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de caso. Os pinos redondos nos buracos quadrados. Aqueles que vêem as coisas de forma diferente. Eles não curtem regras. E não respeitam o status quo. Você pode citá-los, discordar deles, glorificá-los ou caluniá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Empurram a raça humana para a frente. E, enquanto alguns os vêem como loucos, nós os vemos como geniais. Porque as pessoas loucas o bastante para acreditar que podem mudar o mundo, são as que o mudam."
Jack Kerouac

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O meu papel nas bolhas alheias



Sugerir direções quando um amigo precisa de um norte é ser responsável com os meus pensamentos e as minhas palavras.
O impacto da minha indução, a minha fala, o meu olhar ,como eu enxergo baseada nas minhas experiência de sucesso ou não, a percepção que nem sempre é a realidade,  pode ser um big bang ou uma revelação na vida do outro.
Quando temos consciência do fio tênue que balança  entre o caos e a ordem do que poderemos causar, aprendemos a refrear o impulso de sair soltando a verborragia.
Interferir sob o pretexto de ser um conselho é irresponsabilidade comigo e com o outro.
É preciso deixar de acreditar que palavras são como bolhas de sabão, que em segundos,estouram no ar e deixam de existir.
Elas permanecem bailando por aí.


sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Missão Possível



"Fui um cara legal em 2011..." li este post no FB há poucos dias, no mural de uma pessoa que realmente faz diferença por onde passa, aplicando de forma profissional sua expertise, sua vivência, seu carisma e a sua coerência. Disseminando o vírus da mudança, da quebra de paradigmas, da revolução de idéias e de novos conceitos. Achei muito bacana e fiquei pensando na satisfação que esta pessoa deve  sentir ao perceber que conseguiu cumprir esta meta, mesmo que conscientemente não tenha sido imposta. Melhor ainda, pois ela veio naturalmente sem script para decorar. Fluiu sem pretensões.


É isso que eu desejo para o meu ano de 2012.
Fechar assim, de bem com a vida, me sentindo cumpridora do meu papel, acertando as contas comigo mesma. Acredito que só assim impactamos. Enquanto não entendermos que tudo começa dentro de nós, que todas as  causas e ações próprias repercutem em efeitos coletivos, será difícil de mudar.
É fácil demais reclamar e querer que o mundo se transforme. A tarefa árdua é compreender que a revolução humana inicia dentro de nós e que provavelmente com a revolução virá a faxina e muitos entulhos acumularão e teremos que despachar nos intervalos das catarses.
A mudança começa no teu mundo particular, na sua cabeça, nos seus gestos e na sua conduta.
Acredito que só assim é possível sermos amigo de nós mesmos e dos outros, por tabela, e sentir a verdadeira sensação de satisfação plena  que tem como resultado final um pouco de paz e quietude interior.

Vou lá viver in loco as últimas horas de 2011 porque a vida pede que os momentos sejam saboreados devagar para apurar o gosto real de tudo.
Um abraço apertado para todos.
Boas energias e Boa Sorte na Vida!

Vejo vocês em 2012!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Replay


Quem não curte um replay não viveu os anos 80.
Não teve vitrola laranja da Phillips e não fez reunião dançante em casa com a turminha do bairro quando as férias eram longas tardes de dezembro a março.
Não gravava um monte de fitas cassetes e ouvia naquele walkman amarelo da Sony que podia entrar no mar ou na piscina.
Quem não curte rebobinar, não sabe como é libertador não se levar tão a sério ou rir de si mesmo. E claro, vai torcer o nariz ao pensar no que direi a seguir, porque os mais duros têm um código de moral próprio elaborado em cima das suas experiências baseado naquilo que ainda não conseguiram superar ou deixar de lado.Sendo assim acreditando que retroceder ou reprisar algo é nostálgico e negativo, afirmam que isto tudo está ligado a andar para trás quando a vida ainda não lhes ensinou que muitas vezes é preciso dar dez passos para trás pra avançar 20 lá adiante.
Enfim que peso tem para mim, para você ou para os outros o que é (re) vivido entre duas pessoas, além delas mesmas e de suas vontades?
Portanto, lá vai, narizes retorcidos.
Quem não curte um remake não sabe o quanto é gostoso se enroscar num antigo romance, naquele abraço conhecido, naquela intimidade decorada e naquele cheiro familiar.
Quem não curte repetição não sabe o quanto é bom namorar quem já nos namorou. Namorar quem já escreveu páginas da nossa vida, quem já foi ator principal nela e hoje é uma lembrança doce de ser revivida de tempos em tempos.
Amanhã? Depois do hoje acontecido entre risadas compartilhadas de piadas particulares, sussurros picantes, gostos nossos e beijos conhecidos é só olhar para aqueles olhos que te conhecem tão bem e com a cumplicidade que só amantes antigos têm para, sem palavras e no silêncio cômodo, nos despedirmos até o próximo delicioso replay, na manutenção do nosso, vivo, encontro de carinho, paixão e saudade comemorada.
Não é preciso dizer adeus e dispensamos as firulas das promessas vazias. Somos econômicos no disfarce e consumistas da lealdade.
Enquanto houver vontade de nós haverá o desejo de nos repetirmos.
Pelo sentimento que ainda persiste em teclar replay dentro de nós.