sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Missão Possível



"Fui um cara legal em 2011..." li este post no FB há poucos dias, no mural de uma pessoa que realmente faz diferença por onde passa, aplicando de forma profissional sua expertise, sua vivência, seu carisma e a sua coerência. Disseminando o vírus da mudança, da quebra de paradigmas, da revolução de idéias e de novos conceitos. Achei muito bacana e fiquei pensando na satisfação que esta pessoa deve  sentir ao perceber que conseguiu cumprir esta meta, mesmo que conscientemente não tenha sido imposta. Melhor ainda, pois ela veio naturalmente sem script para decorar. Fluiu sem pretensões.


É isso que eu desejo para o meu ano de 2012.
Fechar assim, de bem com a vida, me sentindo cumpridora do meu papel, acertando as contas comigo mesma. Acredito que só assim impactamos. Enquanto não entendermos que tudo começa dentro de nós, que todas as  causas e ações próprias repercutem em efeitos coletivos, será difícil de mudar.
É fácil demais reclamar e querer que o mundo se transforme. A tarefa árdua é compreender que a revolução humana inicia dentro de nós e que provavelmente com a revolução virá a faxina e muitos entulhos acumularão e teremos que despachar nos intervalos das catarses.
A mudança começa no teu mundo particular, na sua cabeça, nos seus gestos e na sua conduta.
Acredito que só assim é possível sermos amigo de nós mesmos e dos outros, por tabela, e sentir a verdadeira sensação de satisfação plena  que tem como resultado final um pouco de paz e quietude interior.

Vou lá viver in loco as últimas horas de 2011 porque a vida pede que os momentos sejam saboreados devagar para apurar o gosto real de tudo.
Um abraço apertado para todos.
Boas energias e Boa Sorte na Vida!

Vejo vocês em 2012!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Replay


Quem não curte um replay não viveu os anos 80.
Não teve vitrola laranja da Phillips e não fez reunião dançante em casa com a turminha do bairro quando as férias eram longas tardes de dezembro a março.
Não gravava um monte de fitas cassetes e ouvia naquele walkman amarelo da Sony que podia entrar no mar ou na piscina.
Quem não curte rebobinar, não sabe como é libertador não se levar tão a sério ou rir de si mesmo. E claro, vai torcer o nariz ao pensar no que direi a seguir, porque os mais duros têm um código de moral próprio elaborado em cima das suas experiências baseado naquilo que ainda não conseguiram superar ou deixar de lado.Sendo assim acreditando que retroceder ou reprisar algo é nostálgico e negativo, afirmam que isto tudo está ligado a andar para trás quando a vida ainda não lhes ensinou que muitas vezes é preciso dar dez passos para trás pra avançar 20 lá adiante.
Enfim que peso tem para mim, para você ou para os outros o que é (re) vivido entre duas pessoas, além delas mesmas e de suas vontades?
Portanto, lá vai, narizes retorcidos.
Quem não curte um remake não sabe o quanto é gostoso se enroscar num antigo romance, naquele abraço conhecido, naquela intimidade decorada e naquele cheiro familiar.
Quem não curte repetição não sabe o quanto é bom namorar quem já nos namorou. Namorar quem já escreveu páginas da nossa vida, quem já foi ator principal nela e hoje é uma lembrança doce de ser revivida de tempos em tempos.
Amanhã? Depois do hoje acontecido entre risadas compartilhadas de piadas particulares, sussurros picantes, gostos nossos e beijos conhecidos é só olhar para aqueles olhos que te conhecem tão bem e com a cumplicidade que só amantes antigos têm para, sem palavras e no silêncio cômodo, nos despedirmos até o próximo delicioso replay, na manutenção do nosso, vivo, encontro de carinho, paixão e saudade comemorada.
Não é preciso dizer adeus e dispensamos as firulas das promessas vazias. Somos econômicos no disfarce e consumistas da lealdade.
Enquanto houver vontade de nós haverá o desejo de nos repetirmos.
Pelo sentimento que ainda persiste em teclar replay dentro de nós.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

O Natal de nós dois




Não vem com presentes caros
não inventa nenhum roteiro de viagem pra Katmandu
não reserva aquela mesa de canto no nosso restaurante preferido
só traz o teu sorriso enviesado
os teus olhos azuis
o teu cheiro
te aguardo com champagne e morangos silvestres
velas e cheiros
o som é um sussurro
a luz é quase nada porque já anoitece lá fora
mas aqui
aqui o Natal está só começando.

Da série: Todo ano acontecem micos.



Da série: Todo ano acontecem micos.
Mico 1 - entrar no táxi na pressa e achar que errou o carro. O carro é o trenó do Papai Noel. A música é de Natal, a decoração é típica e adivinha quem está ao volante? Sim, o bom velhinho!
Mico 2 - A cada sinaleira abanos, risadas, fotos e gritos esfuziantes de carros e transeuntes. Após algumas risadas nervosas chego a achar graça diante de tanta receptividade. Como o Natal mexe com as pessoas, penso direto.
Mico 3 - ao saltar do carro - trenó percebo chocada o porquê de tanta "alegria" enquanto passávamos: o carro é TODO decorado com luzinhas coloridas! 
Eu andei foi numa árvore, ambulante, de Natal!

Sabe qual foi a melhor parte?
Ao parar o carro na frente de casa uma mãe estava na frente do prédio com seus dois filhos pequenos. 
Quando as crianças enxergaram o Papai Noel, vieram de encontro ao carro tomadas de euforia.
Ver aqueles olhinhos cheios de felicidade e esperança,deslumbrados com o sonho do Papai Noel chegando,não tem preço. É voltar a ser criança refletida ali, igual espelho,na imagem daqueles pequenos seres iluminados de esperança e ingenuidade. Porque a vida é doce!


domingo, 18 de dezembro de 2011

Do peso que realmente temos. O vale quanto pesa.

Após um telefonema e um rompante de comentário infeliz  por me sentir a vontade para tal, percebi que a amizade espontânea de apenas (?) uns 30 anos não era assim tão digamos frouxa a ponto de eu poder dizer algo e não se tornar tão indigesto para a outra pessoa. A via de mão dupla era na verdade única e sendo assim o risco de acontecer um acidente era grande e se deu a colisão.

Neste momento de rápida lucidez e percepção do que havia acontecido eu  entendi que o merengue tinha desandado.Eu sei exatamente o milésimo de segundo que tudo mudou. Impressionante isto, mesmo que só a voz fosse o fator de medição ali do outro lado da linha, na pausa, no suspiro e na modulação de voz eu percebi os atos que viriam em retaliação a infeliz colocação inocente da minha parte iludida na espontaneidade da iludida sólida amizade. Não deu outra, os 30 anos me deram a vantagem de perceber tudo aquilo que não seria imprevisível. Afinal ali encontrava-se alguém que, a priori, eu conhecia e muito bem.

Deste episódio vem o título desta postagem e principalmente o convite à reflexão do quanto aquilo que você acredita ser profundo,bem delineado e forte e constata que numa ranhura pode mostrar que não tem solidez.
Sustentar uma relação tem um alto custo de manutenção que nem todos conseguem arcar. A inadimplência é alta neste departamento.
Há de se ter constância, vontade e tolerância. E claro o nosso maior bem de todas as eras, o tão sonhado e bem quisto rei dos reis, o Sr. Amor

O quanto realmente pesamos na vida dos outros.
Somos fundamentais, importantes ou ocasionais?

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

O que me chama atenção num homem?


Inteligência
Cultura
Ironia fina
Capacidade de me fazer rir
E claro...saber dançar!
Ah um homem que sabe requebrar, que tem  malemolência e asas nos pés enquanto a música toca, com certeza magnetiza o meu olhar, esquenta meu sangue, ativa a minha energia e faz meu coração rebolar.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Fica a dica



“Essa é sua vida. Faça o que ama e faça isso frequentemente. Se você não gosta de algo, mude. Se você não gosta do seu emprego, saia. Se você não tem tempo suficiente, pare de assistir TV. Se você está procurando pelo amor da sua vida, pare; ele estará esperando por você quando começar a fazer as coisas que ama. Pare de analisar demais, todas as emoções tem sua beleza. A vida é simples. Quando você estiver comendo, aproveite até a última garfada. Abra sua mente, braços e coração para coisas e pessoas novas. Nós nos unimos em nossas diferenças. Pergunte à próxima pessoa que encontrar qual sua paixão e compartihe seu sonho com ela. Viaje com frequência; perder-se ajudará a encontrar-se. Algumas oportunidades só aparecem uma vez, aproveite-as. A vida é feita de encontros entre pessoas e criações em conjunto. Então saia e comece a criar. A vida é curta. Viva seu sonho e vista sua paixão.”

domingo, 27 de novembro de 2011

Rei coração e a Rainha Memória

Está se aproximando.
Logo logo será aberta a temporada do ano de choros mais emocionados, de abraços mais calorosos, de coração mais terno, de sorrisos mais leves, de trégua nas brigas, de recordações, de saudades mais doídas e de lembranças. Ah e claro, de voluntariado forte e pontual, esta ação importante, mas lamentavelmente feita por alguns somente neste período do ano. O exercício da empatia e da solidariedade deveria constar na cartilha das coisas básicas a serem transmitidas de pais para filhos. Atitudes que aprendemos vendo o exemplo dentro da nossa casa. As boas ações iniciam dentro delas e não na campanha da televisão ou da escola.
Do vizinho mala que você, num ataque de pelanca (e mesquinharia), apressa o passo ao avistar quando dobra a esquina, na maratona pra pegar antes dele o elevador até o desafeto profissional que você torce para arranjar um emprego na China. Toleramos, descontamos as suas loucuras e relevamos suas chatices. Periga até cair em si sorrindo aquele sorriso lambuzado de meiguice pro Ronaldinho gaúcho, na telinha, mesmo sendo um fanático gremista. Credo! Doce e açucarado Panetone Dezembro.
Enfim, mês de sentimos nobres.Parece liquidação, se passar de dezembro não adianta que não haverá desconto ou melhor,ternuras. 
É assim, mesmo que você venha me dizer que se deprime no Natal e eu acredito nisto, porque quem já teve perdas próximas, sente mais ainda neste mês. E mesmo que não tenha perdido ninguém, simplesmente sem precisar catalogar e conceituar acha triste este período. Sim, todos de alguma forma ficam mais suscetíveis as coisas do coração.
Neste mês o coração é o rei e a rainha é a memória. Você é um mero consorte a serviço de.
Não existe escapatória, mesmo que você seja cínico, ácido, debochado, escrachado, pessimista e o escambau. Mesmo que você seja ateu, agnóstico, ou de alguma religião/crença que não comemore o Natal, vai acontecer um momento inevitável e mágico  que tocará sua alma. Mesmo que você esconda de mim, sapateie ou faça juras de morte, não negue. Não negue para você, por você e somente com você.
Esta mobilização universal mexe naquela membrana que envolve a nossa mente, a nossa alma e o nosso coração. Aquilo que nos embalou junto com tantos outros fatores e nos trouxe também até aqui. A nossa memória. As nossas lembranças. Aquela caixinha cheia de recortes escondida, às vezes até de nós mesmos, nos  registros de cheiros, imagens, passagens e sons de um período que todos passamos e que quando ativado nos faz recordar de doçura nas  nossas vidas. Períodos de esperanças e alegrias.
Alerta o cérebro, sensibiliza o coração e traz de volta aquela criança que ainda mora dentro de nós ativada  por lembranças recheadas de um passado logo ali, nem perto nem longe, presente em nós. Avivada a lembrança, a memória trata de fazer conexão com o coração e com o cérebro e a emoção se instala.  E mesmo que não tenha sido uma infância de Fantástica Fábrica de Chocolate com certeza tinha a leveza que somente os pequenos têm o privilégio de ter, a leveza de quem carrega dentro de si sem se dar conta infinitas possibilidades de um futuro distante e cheio de sonhos e fantasias.  
Portanto mais do que normal, negado ou confirmado, escondido ou escancarado, concordarmos que o mês de dezembro é diferente. Ou seria mágico?


domingo, 20 de novembro de 2011

A insustentável futilidade de alguns seres



Preciso exercitar a tolerância, um traço que confesso, às vezes some do meu vocábulo e por consequência da minha cabeça. Ou talvez seja TPM,  indignação, impaciência, sei lá...Só sei que não consigo deixar de me espantar diante da cabeça pequena de alguns. E ressalto a minha por vezes também é, mas tem gente que faz questão de ser sempre assim, oco.
Para sermos tolerantes é preciso ser empático? Nem sempre, mas é preciso aceitar (ou engolir) certos valores que para você  tem a mínima ou máxima importância. Ou seja,  para alguns o que tem valor nota 10 para você tem nota zero ou vice versa. Mas e aí qual é o problema? Nenhum! Todos podemos viver sob a mesma terra e na paz, mas eu não deixarei de olhar estupefata diante da bizarrice e da valorização fútil.
Vou elucidar os fatos:
Cena 1 : conheço uma pessoa que mesmo diagnosticada com uma doença psicológica séria, que mexe com toda a sua vida e relações trazendo além de sofrimento e certos fracassos, não tomará o remédio receitado, pois “ já ouviu falar” que este medicamento que deverá usar para o resto da vida e tem grande eficácia no seu tratamento e consequentemente na sua vida, pode engordá-lo e ele detesta ficar gordo.

Cena 2: agora no Fantástico na entrevista do Giannechini, uma pessoa posta no Facebook que elegância e delicadeza da P. Poeta em ter aparecido de cabelo preso para entrevistá-lo. Por favor! Por mais que tenha sido um gesto educado e sensível dela, pelo amor de Deus, você acha que isto vale como pauta e debate da sua percepção diante da entrevista comovente? O que isto tem de importante perante a luta,o revés e a tristeza diante do fato triste e doído que permeio toda a reportagem e principalmente diante duma doença terrível como esta? 

Se você não tem o que falar, fique quieto, poupe sua  imagem e a cabeça alheia de ler ou ouvir certas frivolidades.
Desculpa a intransigência hoje, torço para superar a intolerância e aceitar as diferenças, mas hoje foi demais. 
Impossível não pensar para aonde estamos indo diante de certos pensamentos. Longe da perfeição e dos pensamentos elevados, tenho as minhas pobrezas espirituais e mesquinharias como todo mundo, mas por vezes algumas coisas te ferem.

Amanhã,um novo dia com mais uma meta, ser paciente com valores alheios! Pauta do dia: leveza. 

"quando falares procura que as tuas palavras sejam melhores que o teu silêncio.(provérbio indiano)"






domingo, 13 de novembro de 2011

Casados com quem?



Se você viu o recente filme Meia noite em Paris, se já leu Paris é uma Festa e se tem curiosidade sobre o passional  E. Hemingway vai gostar, logo de cara, do livro Casados com Paris. Muito do que se fala ali passa na íntegra por estes três exemplos citados e seus personagens verdadeiros nos anos loucos da geração perdida, como definiu G. Stein.
Agora se nada disso que listei você fez, não importa, porque corre sangue nas suas veias, provavelmente já vivenciou o amor e suas montanhas russas diárias, portanto você vai se identificar, um bocadinho que seja, com Hadley, a primeira esposa desta figura complexa e excelente escritor.
Não é fácil conviver com uma figura tão complicada e ao mesmo tempo tão carismática que te alça ao topo e te joga ao chão num estalar de dedos. Estado de paixão é um sintoma e por vezes um vírus. Não sabemos onde começa a causa e onde começa o efeito.
Este é o mote deste livro comovente baseado na história de amor que desconfio, como simples leitora/observadora, o mais verdadeiro amor de Ernest.
Ele é escrito na primeira pessoa e rapidamente, pela leitura simples e digestiva, você se vê emaranhada nas trilhas daqueles anos loucos que o casal vivenciou. Sentindo empaticamente e sofrendo por pura solidariedade, você acompanha a cada virada de página, a vida pulsando de forma tão visceral num  casal que se apoiava onde terminava a força de um e começava a fraqueza do outro e vice versa. 
Envolvida na intensa batalha de Hadley quando der conta acabou o livro e você ficará olhando o nada da última página a espera de mais.
Não é preciso ser velho cheio de experiências nem o mar com sua imensidão e infinito para entendermos um bocado dos embates e prazeres das relações. Basta estarmos aí vivos.
Fica a dica!
Boa leitura.



domingo, 23 de outubro de 2011

Nem mais nem menos


Eu recebo de braços abertos  a paixão como forma de impulso, como alavanca para nos levar adiante.
Sem ela não há projeto, não existe objetivo que se alcance. Sem esta dose extra de energia/ adrenalina que a paixão nos injeta não é possível obter resultado naquilo que nos propomos.
Agora, não aceito fanatismos, radicalismos e engessamento de pensamento.
Viseira quem usa é cavalo de corrida e mesmo assim tenho restrições quanto ao uso,  minha opinião é negativa sobre o fato.
Pra mim é indigesto conviver com pessoas que fazem de seus projetos uma tábua de salvação, tornando-se pessoas cansativas e repetitivas, camufladas sob o nome de paixão, como se só aquilo fosse o certo, correto e o coerente no mundo.
Parafraseando a famosa frase de Descartes " penso, logo existo" ... e sendo assim mudo constantemente. 
Idéias, conceitos e definições são transformação, não estagnação.
Não exija fidelidade nos meus pensamentos, me autorizo a ser leal comigo mesma e com minhas atitudes,mas a revolução está em mim portanto pode acontecer mudanças no meio da caminhada.
Existe outros conceitos válidos e bons para refletir além daqueles que pra você são únicos.

domingo, 9 de outubro de 2011

Meu tempo é quando



Eu te procuro há tanto tempo que às vezes até duvido desta minha certeza de que você existe.


No imaginário meu você é carne, osso e coração. E me procura por suas andanças, sendo assim somos dois perdidos que por pequenos ajustes ainda não se esbarraram numa esquina qualquer, mas tudo bem precisamos nos experimentar por aí para chegarmos neste enfrentamento e reconhecimento, fortes e decididos do que queremos para então escrevermos juntos a nossa história.

Eu tenho uma saudade de você sem saber a cor dos teus olhos, o cheiro do teu corpo, o som da tua risada muito menos o sabor dos teus beijos.

Mas o meu corpo pede pelos teus abraços faz anos.

Tem dias que eu desisto de ti e te confesso que até vivo bem sem a tua presença não vista ou sentida. E sigo entre beijos roubados e prazeres fugazes, com outros corpos.

Noutros a tua falta é doída. Lateja a tua ausência dentro de mim e a espera por ti me impacienta e me deixa ansiosa questionando o senhor (maldito) destino quando você virá. Chego a ter diálogos hipotéticos na nossa relação ainda não vivida.

Acelera os teus passos que ando precisando de ti de forma urgente, mas não tem desespero nesta urgência sentida somente a antecipação de uma vontade, apenas um amor guardado esperando pra ser dividido com você. Um tal de amar e ser amado,sabe? Aquilo que é o sonho dourado de todos.
Pois é, ando com o meu por ti a explodir, acho que chegou a hora.

Não me tortura mais com a tua falta, vem logo, para juntos sermos realmente felizes.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Para curtir com seus botões

"eu enterro o que lamentei,
eu não me desgasto mais com o que é imutável,
meu olhar está voltado para o que ainda é possível!"
Ulrich Schaffer

Encontrei esta frase num FB bem bacana. Compartilho por aqui e encaro na maior humildade que apesar dos esforços ainda não consigo passar para a fase dos enterros. Em alguns casos quiçá para a missa de sétimo dia. Portanto permaneço em luto, sigo vestida de mortalha preta mesmo em alguns terrenos (digamos que movediços) da minha vida. O exercício é diário e não desisto fácil na ação de sublimar.

Mas aprendi a não me desgastar com o que é supérfluo e diferenciar o que é importante do fundamental e no meio disso curtir o prazer da forma mais literal possível. Correndo entre a poesia e a realidade sigo por caminhos verdadeiros, colhendo a delícia do que é pra mim e para os demais a verdadeira essência. Não desperdiço a minha inteligência com o desnecessário, já dizia Nietzsche.

E por fim o meu olhar é feito de fé. E onde existe a fé encontra-se a esperança. E ela é composta do desafio diário. Enquanto respiro existe possibilidades. Só existe o possível quando desafiamos o impossível.



domingo, 25 de setembro de 2011

Domingueira

Parque da Redenção - Foto tirada hoje do iPhone

O dia surgiu cheio de sol, céu de brigadeiro, ventinho básico em clima de primavera. Confesso que só constatei o fato lá pelas 12h, hora que empurrei o edredon de lado.
Então é nestes dias embriagados de luz que a  gauchada que anda pelos tubos de galochas, sombrinhas e vida de sapo invade os parques (quando não parte para a serra ou praia) para tirar o mofo do corpo, matear seu chimarrão e bater papo com os amigos.
E foi assim que ao acordar tarde, almocei mais tarde ainda e rumei ao parque que muito brinquei na minha infância, o Parque da Redenção onde fica o Brique da Redenção. Este na foto aí em cima.
Moro bem pertinho do Parcão, mais um espaço verde legal na cidade, mas não pensei duas vezes quando a minha filha me convidou pra comer um churros e caminhar na Redenção, num dos bairros mais alternativo de Porto Alegre, o Bom Fim.
Ao voltar pra casa me sinto energizada e aquecida depois de ser abraçada, por algumas horas, pelo Rei Sol e pela natureza.
Embora começar a segunda-feira!

domingo, 18 de setembro de 2011

A quem possa interessar

Eu ando assim, querendo me perder nestes teus olhos de mar, de céu e de convite.
Então segue a música que eu gosto muito e que traduz alguns detalhes.



Tradução:
É um pouco engraçado Esse sentimento aqui dentro
Eu não sou um daquelas que facilmente conseguem esconder
Eu não tenho muito dinheiro, mas garoto, se eu tivesse
Eu compraria uma casa grande onde nós dois poderíamos viver


Então me desculpe por esquecer mas eu faço esse tipo de coisa
Você vê, eu esqueci se elas são verdes ou azuis
De qualquer forma, isso é o que eu realmente quero dizer
Seus olhos são os mais doces que eu já vi

E você pode dizer a todos que esta é sua canção
Pode ser bastante simples, mas agora que está feito
Eu espero que você não se importe
Espero que você não se importe que eu coloque em palavras
Como a vida é maravilhosa enquanto você está no mundo

Se eu fosse um escultor, mas novamente, não sou uma garota que faz poções em um show intinerante
Eu sei que não é muito mas é o melhor que eu posso fazer
Meu presente é minha canção e é só para você

E você pode dizer a todos que esta é sua canção
Pode ser bastante simples, mas agora que está feito
Eu espero que você não se importe
Espero que você não se importe que eu coloque em palavras
Como a vida é maravilhosa enquanto você está no mundo

domingo, 11 de setembro de 2011

Com ele. Voltando pra casa

Ela pulou da cama num movimento rápido. Silenciosamente enfiou o blusão grosso de lã, raspando a pele nua e delicada. Calçou as botas e foi em direção a escada. Não virou para olhar àquele que deixava emaranhado entre os lençóis.

A cada passo um pensamento: volta pra cama, segue adiante, volta pra cama, segue adiante...

A casa dormia. Todos, enroscados ou não em outro corpo, sonhavam suas intimidades e mistérios. Ouvia a respiração ritmada como canção leve. E ela sonhava acordada com o que antecipadamente previa. A expectativa e a excitação tomando conta do seu corpo. Tudo pulsava.

E assim de rompante, para aumentar a coragem, abriu as portas duplas da grande sala e deixou o vento da madrugada beijar sua face e dançar seus longos cabelos.

Lá fora o amanhecer iniciava. O vento, o frio e a neblina enfeitiçavam o seu corpo. Um chamado urgente sibilava os sons da mata logo ali. Um choro, um lamento. Um ir e um ficar, um risco e um prazer. Tudo misturado oxigenava a sua mente e seu corpo. Magia e feitiço. Sempre seria assim quando o assunto envolvia ele.

Seguiu adiante. O coração orientando o corpo, norteando a alma. Precisava seguir. Sabia que não tinha mais volta.

Adentrou o estábulo, o cheiro forte de madeira e cavalos entrando em seus poros. E com agilidade montou no cavalo amado. O bichano que era mais que um companheiro,cúmplice dos intermináveis momentos deles. Só deles. O segredo compartilhado, os gemidos ouvidos, as conversas e risadas, as trocas de olhares e de sensações ali expostas, nuas e cruas sem disfarces.

Virou em direção à mata cerrada e quanto mais galopava mais firme se sentia. Este era seu destino, o seu momento. O que, com paciência, aguardou por um longo tempo.

Enquanto seguia pela trilha e irrompia a mata o cenário foi mudando e seu estado de espírito também. Estava em seu elemento. Amava aquela parte da floresta intocada. Ali vibrava as histórias não contadas.

Apeou.

De longe ouviu o piar de uma coruja. Prenúncio de que alguém se mexia entre as folhas.A sua espera.

Ela e o cavalo esticaram o corpo em posição de alerta. Esfregou o pescoço do animal com o nariz disfarçando o nervosismo e o desejo por aquele homem que chegava. O cavalo resfolegou e sacudiu as crinas, agitado em sintonia com o que sentia sua dona. Ela ouvia o coração martelando nos ouvidos, as pernas trêmulas, um filete de suor escorria pela suas costas sentindo as próximas horas de amor. O tempo parou, na escuridão e no silêncio. Era sempre assim quando ele estava por perto. Magnetizava o ambiente. Magia e feitiço. Tensão e tesão latente no ar. Somente ouvia o que emanava daquele ser.

Ouviu o baque seco dos passos pisando as folhas em sua direção. Passos determinados. Transmitiam urgência em encurtar a distância e a saudade. Imaginou àquelas longas pernas se movimentando, lembrando como se enroscavam nas suas... O cheiro másculo cada vez mais intenso daquela carne tão familiar e desejada, maculando a sua mata intocada.
Não virou, não precisava. Sabia o que viria a seguir.

Curto circuito no corpo, arrepio antecipado. Ele puxou seus cabelos e mordeu a sua nuca, o corpo grudado nas suas costas, moldado no seu. Traduzindo naquele ato o quanto ela era bem vinda e desejada. Ela não duvidava disso e de mais nada. Tudo era certeza, nada era jogo.

Virou lentamente e sem sair do abraço, perdendo-se nele, aconchegou-se mais ainda naquele corpo sólido e grande, ciente de que era só dela. Ele pressionou mais e ela gemeu de prazer. Ficaram assim, abraçados, quietos e tranqüilos. Prontos pra seguir adiante.

Ela devagar passou os dedos entre aqueles cabelos dourados e se perdeu naqueles olhos de céu.

Não falaram, não havia necessidade. Nada precisava ser dito.

Estavam em casa.

Todos mudamos

" Fiquei muito mais consciente da fragilidade da vida humana, da importância dos relacionamentos e da necessidade de ter e cultivar amizades sólidas. Também me conscientizei da necessidade de defender a democracia. Não podemos mais acreditar que ela exista naturalmente. Ela precisa ser defendida.A liberdade política e reigiosa e as oportunidades econômicas que as pessoas desfrutam são conquistas pelas quais temos de estar dispostos a lutar. Pelo que vimos em 11 de setembro,sempre haverá gente disposta a destruir essas conquistas." Rudolph (Rudy) Giuliani, prefeito da cidade de New York, já celebrado pela suas lutas contra a violência na cidade anos antes.  

domingo, 4 de setembro de 2011

Agir ou reagir?


Contra o mau humor, o ranço e o azedume alheio só existe duas saídas: ser fisgado ou passar por cima, fazer de conta que não é com você.


Difícil tarefa? Todas as duas são.

Quando algo já não está legal dentro de você era o que faltava para sentir que grudou chiclete na cruz. Santa, me dá sossego,não força nesta hora!
Perfeito, a cereja para enfeitar o bolo do dia ruim que você está passando, assim o sangue toma conta dos seus olhos e as palavras se tornam adagas afiadas na língua chicote. Você é a personificação do ninja Sakocheio Estopim. Era tudo o que você precisava para atacar e tornar o que podia ser nada em algo tudo. Você reage, responde e ataca sem dó nem piedade. Foi, já era. Estrago feito, a sensação é de balão murcho, a energia foi descarregada, literalmente.Não se iluda, tranqüilidade não vai surgir em você, a sensação ruim não passará, vai coçar como aquela que dá na garganta, a cada cinco minutos. Arranhando, irritando e perturbando.

Agora se você está de bem com a vida, fortificado, vitaminado e amado por você mesmo ao ser atacado por alguma fera ferida, por que sim estes tipos azedos nada mais são do que animais agonizantes pedindo socorro de forma torta, então você olha placidamente pro sujeito seco de humor, dá uma risadinha de lado, sacode o cabelão e manda mentalmente ele para aquele lugar.Porque nada (e nesta hora ele é um nada mesmo!), nenhuma sombra vai nublar o seu dia de sol interno.

E por aí seguimos a trilha no esquema geral das coisas.

Podemos ser pegos de surpresa com a grossura do outro, ficarmos espantados nos tons que vão de nude, bege ou  marrom conformeo tamanho da agressividade recebida.Paralisados diante da violência alheia. Constrangimento pode surgir, raiva pode nos envolver e ação podemos ter, mas o sentimento e reação independe do outro e não é proporcional ao valor que damos ao estúpido da hora.

O sentimento é do tamanho do valor que está pesando em nós mesmos naquele tal, maldito ou não, dia.

domingo, 14 de agosto de 2011

Mães-pai

Parabéns papais amigos, mas hoje a minha homenagem será para as mulheres, que por opção ou por contingências da vida, exercem o papel de mães-pai.
Parabéns para elas! Dignas de aplausos.
Atravessam a estrada sozinha, neste vasto campo de altos e baixos que é criar outro ser. Entre acertos e erros, sucessos e fracassos, dúvidas e certezas, administrando frustrações, degustando prazeres e alegrias, lá vão elas pavimentando o caminho, cimentando a coragem, a integridade e o amor com uma única certeza: estão dando 100% do melhor de si.
Palmas para estas guerreiras que além do papel de mulheres, são mães e exercem com maestria a excelência de ser também grandes pais.

domingo, 7 de agosto de 2011

Curiosidade é sobremesa. A parte mais gostosa da refeição chamada vida.

Torço para que permaneça em mim  a surpresa diante de certos fatos, no meu olhar e na minha  alma, e se necessário for que eu me espante na dose certa e me revolte com firmeza e lucidez. Porque quando eu me aquietar é porque parei no tempo, estagnei e sequei. Neste dia amargarei recheada de fel e virarei pó.

Que o tempo não diminua em mim a sede de conhecimento, a curiosidade pelo novo, a surpresa diante do inusitado, a adrenalina do risco e o gostar de gente.

Porque é disso que eu vivo, não com sanha, apenas faminta. Com fome de me experienciar no jogo de xadrez chamado dia a dia.


Estar aberto para a aprendizagem, seja ela de que forma se apresente, é um exercício de plena satisfação interna.

sábado, 23 de julho de 2011

Não seja dono disso



Abandonar é verbo?

Se sim, pra mim é complicado de conjugar

Não dá, é difícil

Vivenciar o ato de abandono, pior ainda

Se é tudo uma questão de posse ou de saudade ou de carência, sei lá

Não é coisa pra mim.

Não tenho esta elevação da alma

Este desapego físico

O caráter ainda é faminto

A sede ainda é forte

E dentro de mim a devassidão faz sala e quarto no conjugado da miséria espiritual

Se isto quer dizer que é preciso desaprender a segurar as pessoas, que tudo passa e todos são transeuntes na vida da gente

Ainda não elaborei o processo

Porque as quero aqui, agora e pra sempre

Porque permaneço repetindo que abandono eu não sei conjugar, menos ainda ...vivenciar.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Um minuto do seu tempo para bons anos de prática como pais

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Ser pai não é simplesmente colocar alguém no mundo, torcer pela sorte e o resto que se dane desde que o " bichinho" tenha saúde.
Terceirizar a educação não dá, transferir os problemas que vem no pacote junto aos prazeres e as alegrias menos ainda.
Então dá uma espiada neste texto aqui e pensa no que nele contém. Eu sou suspeita, gostei demais.

domingo, 12 de junho de 2011

Ficar sozinho, é opção? - Parte I


Na contramão do dia oficial do amor, do tão incensado amor, quero falar sobre a outra ponta do iceberg. Vou falar sobre opção de ficar sozinho ou não.

Fala-se muito sobre a independência que conquistamos e seus bônus e ônus para as mulheres e os homens e respectivos resultados. Como nos acostumamos mais conosco e nos tornarmos mais seletivos, criamos assim inconscientemente uma lista de coisas das quais não abrimos concessões. E aí talvez se encontra, um dos causadores da nossa ineficiência em manter uma relação, da nossa intolerância imediata. Do lado indigesto e difícil de engolir sem causar uma certa azia.

Vou mais além, somos casadoiros por natureza, acasalar, seja de que forma for, é básico como respirar, mas não questão de vida ou morte. Claro que daí pro desespero há uma grande distância, ou não. Vai de cada um. Mesmo assim hoje além de currículo para vida profissional, a maioria cria um CV fictício e se torna o RH da sua empresa pessoal. E cá entre nós, andamos super craques em entrevistas e seleções para os candidatos a fazer parte da nossa equipe de dois. Nos tornamos PHD no negócio!

Fala-se por aí que antes concedíamos o tempo todo pra não ficarmos solteiras (os), a velha máxima “acima do bem e do mal” vigorava. E digo mais, não é tão velho, conheço mulheres que ainda se sentem mais confortáveis com o fato de serem  divorciadas do que solteiras, porque para elas este é um rótulo mais consolador. Quem quer consolo nesta vida, galera! Se sentem mais pesadas como solteiras no CV do que Jesus carregando a cruz na via sacra. Credo! Em contrapartida, conheço homens que após se separar logo casam de novo e dizem tranquilamente que não sabem viver sozinhos, entre goles de cerveja e risadas satisfeitas, como se tivessem acabado de trocar de pneus. Vai daí que muitos homens se separam e se não casam de novo, em seguida voltam pra casa das mamães, por um tempo que seja. Enquanto que muitas mulheres, após a separação aceitam cuecas em sua casa somente por dias contados. Isto daria outro post sobre comodismo feminino e masculino e não desejo ser sexista agora. Mais tarde, talvez.

Voltando para os tais rótulos: isto não era ontem, ainda ocorre sim, por mais que me espante. Vejo pessoas se submetendo a certas coisas (algumas baixas diga-se de passagem) pra não ter que encarar a vida sozinha, como se ao romper, além do machucado e da dor, o que incomodasse e machucasse mesmo fosse o carimbo que a sua vida recebe na separação, como se quando estamos com alguém ainda não fossemos sozinhas, de certa maneira. E mais, se ficar sozinha traduzisse, para tais pessoas : estou no deserto do Saara sem nenhum camelo! Solidão para a maioria é sinônimo de baixo astral, de cachorro abandonado na estrada,de esquecido no mundo. Entenda-se que estar com alguém não te impede de estar sozinho na sensação, até em alguns casos fisicamente. Em alguns momentos, mesmo numa casa cheia não é um fardo pesado. É salutar para todos, a intimidade e a privacidade agradece. Concordo quando a Lya Luft fala que a solidão é um vasto campo que não deve se atravessar sozinho. Sim, ter pessoas ao seu lado nesta imensidão alivia os quilômetros, mas nada vai impedir esta estrada. Em alguns momentos você vai atravessá-la. Com alguém é mais mamão com açúcar,concordo. Claro este é o lado bom da solidão, mas quando tudo está ruim e estamos no sentindo pra lá de cachorro abandonado na chuva é pesado, mas o peso vai sufocar de imediato, vai doer com certeza, mas você tem que decidir quantos quilos quer dar a este peso.O tempo que você vai chafurdar na lama é com você!

Claro que uma vez que tomamos posse da nossa vida e descobrimos que somos inteiros, não existe o tal do chinelo velho ou metade da laranja, àquela velha história que nos alimentaram é engodo. A vida se torna mais prazerosa e descobrimos pequenos deleites na possibilidade de achar alegria em fazer muitas coisas sozinhas, mas para estar ciente disso é preciso algumas catarses como: amadurecimento, autoconhecimento, independência e amor por nós. E um item valioso: amigos! Amigos também é amor. E temos vários tipos de amigos...rs

É aí que entra a descoberta de nós e de nosso poder interno e é nesta hora que a ação e a reação começam a conspirar a nosso favor. A vida então começa a sorrir e sem desespero, sem placa de neon em nossa testa gritando os nossos desejos íntimos em corpos que falam, sem atitudes carentes e desesperadoras. As pessoas começam realmente a fazer parte da nossa vida. É um paradoxo? Talvez, mas as nossas histórias são pontuadas desta palavrinha. Já percebeu?

Paralelo ao ficar sozinho fala-se muito em encontrar alguém. Em manter uma relação legal, sem toques pesados, porque a vida já anda muito heavy. Não estamos falando aqui sobre a vontade de ter um namoro de novela Malhação e sim de uma parceria bacana, do agora, do ficar quando se quer,sem laços nem nós, apenas vontade. Do estar com ele (a) porque ele(a) me faz bem e ponto.Sem mais delongas.

Aí então podemos realmente comemorar com alguém este dia queridinho que o mundo instituiu e que os casais batem palmas de felicidades.

( Estamos apresentando.Continua nos próximos capítulos.)

domingo, 5 de junho de 2011

Que venha a resposta.

Via blog Hannah and Brian


De que forma a resposta venha, não importa. Agora prefiro que se apresente logo.

Eu desejo com fome algo. Não com sanha, apenas faminta.
Mas nos últimos anos coloquei como condição que isto somente iria acontecer se eu fizesse outra coisa. O que você faz sob esta condição? Realiza o mais rápido possível a tal tarefa. Certo? Pois comigo foi ao contrário. Durante muito tempo empurrei com a barriga esta meta imposta. Postergando,adiando, colocando desculpas para iniciar no outro dia o tal projeto de vida. E os dias viraram noites e daí para meses e anos foi um salto. A essa altura você deve estar pensando: então ela não queria tanto a tal coisa. Sim, eu queria, eu desejo com todas as minhas forças! Faminta e sedenta. Mas quem é o nosso maior sabotador, quem nos engana com a maior facilidade para em nome do tal instinto de proteção se jogar em desculpas e ilusões em nome da sua própria preservação? Nós mesmos, os nossos melhores amigos e nossos piores inimigos. A dúvida é,fui minha amiga impondo regras porque no fundo eu sei que não conseguirei o tal desejo ou fui minha inimiga arrastando através de desídia e desculpas o objetivo final?

A meta em si não é impossível de ser realizada, mas quantas vezes posterguei e deixei de lado porque no fundo tinha medo de encarar que ela era só uma desculpa caso eu viesse a não conseguir o meu objetivo? E então fiz dela não apenas uma pedra,mas uma montanha,o meu monte Everest particular e inatingível.

Hoje percebo que inconscientemente fiquei transformando esta meta como algo difícil somente para dar razão a minha sabotagem pessoal,para reafirmar a cada momento que eu não era digna daquilo que eu tanto queria.Talvez com medo de enfrentar a verdade ou de encarar o desconhecido e ir a luta. Não sei, o que importa é que hoje comecei o processo de libertação das cláusulas impostas com roupagem ilusória sob o nome de “meta”’. Estou me desautorizando de realizar a tal meta escapatória e tentar achar a verdade por trás de tantos subterfúgios velados.

E que venha o que tiver que vir, mas não em silêncio acanhado. Com barulho, anunciando de vez a sua chegada, para que o embate seja mais prazeroso.

domingo, 22 de maio de 2011

Da série: Eu não sabia, mas antes tarde do que mais tarde.

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Eu namorei um ET! E pior eu não sabia!

Quando você fala “ o meu mundo” pra lá e pra cá, nesta cantilena tediosa, sai na voz um rasgo de arrogância e eu aqui fico com outro rasgo de ignorância pendurada no meu cérebro reverberando ecos como se o ponto de interrogação fosse um gancho indagando que raio de orgulho tens desse tal mundo. Mundo vazio.

Existe realmente mundos diferentes?

E se sim, o que difere o meu do teu?

O que distancia os nossos mundos seja talvez as nossas contas bancárias.

Os lugares que freqüentamos. Por opção.

O carro que temos.

O teu pró-labore e o meu salário mensal.

Mas estamos falando aqui, cá entre nós, do lado fútil/ material das coisas que são somente coisas no esquema geral também das coisas da vida. Redundância é meu sobrenome.

Então se for isto a que você se refere, sim vivemos em mundos diferentes. E ressalto que talvez só você e os ETs habitantes do seu mundo dêem valor a estes itens. O pessoal aqui da minha terra valoriza fatos e pessoas bem mais interessantes. Coisas essas que sabemos que é o que no final levamos dessa vida. Aqui no calendário anual das nossas inexplicáveis vidas nos divertimos pra caramba.

E sim você continua pendendo para uma tábula rasa. Infelizmente.

A vida te acenou com adversidades, te cobrou em algumas delas faturas altas e pior, ou melhor, te deu segundas oportunidades (coisa rara e não pra qualquer vivente) e você lamentavelmente não deu a devida importância e mais deprimente ainda, continua com aquele discurso velho e rançoso de garoto preocupado com as aparências. Você sofisticou seus defeitos e eu ainda custo a enxergar alguma coisa boa nisso.

Tentei sublimar. Tentei ser civilizada, ser politicamente correta com você.

Façamos o seguinte, vamos agendar pra outra vida. Nessa não vou ter mais espaço pra te agüentar. Nem o budismo está me dando paciência e sabedoria para aturar. A cover da Madre Teresa cantou pra subir.

Fui.

Beijo não me liga.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Invernaço, aqui vamos nós!


Gaúcho que se preza curte o inverno. Reclama, xinga, faz buchicho,mas sabe que sempre vai estar entre nós este tempo de frio, neblina, umidade, ventos e chuvas. Mesmo que o nosso inverno já não seja mais tão pontual e nem tão rigoroso, recebe esta estação de forma natural, apesar do ranço para deixar de lado o travesseiro e o edredon na hora de ir trabalhar ou de estudar. Mesmo que com o frio vem junto no pacote um belo resfriado. Já faz parte do nosso corpo alguma "ite": rinite, bronquite, sinusite etc...Faz parte do cenário da gauchada nesta época do ano. E dê-lhe limão, mel e bolsas de água quente. E claro, muita estufa.

A parte boa do inverno é:

Comer bergamota e tomar chimarrão com os amigos na praça numa bela tarde de domingo de sol. Chamamos isto de lagartear.

Calçar aquela bota salto agulha exalando cheiro de couro, puxar do cabide aquele casacão ainda com cheiro do perfume que tu usavas no inverno passado.

Dobrar a esquina e sentir o vento te beijando a face. Segurar os cabelos e sentir o gelado da noite te roçando a nuca.

Subir a serra em dias nublados (sim, eu adoro dias nublados na serra!) e fazer aquele tour das calorias: chocolate quente, fondue e muito vinho. Bem acompanhada.

Banhos demorados com o chuveiro no grau máximo de uma sauna caseira, escaldando a pele avermelhada para depois tomar outro banho de creme, sem um pingo de suor, tão típico dos verões abafados.

Voltar pra casa ao anoitecer após passar a tarde no lombo do cavalo cavalgando pelos campos, acalorada e feliz, mesmo que esteja fazendo 5 graus nos pampas.

Dormir de conchinha com o bem querer, ouvindo o silêncio da noite e os resmungos do vento nem tão minuano nos últimos tempos. Me faz um bem danado ouvir a cantoria chorosa de um vento forte.

Vestir um short jeans velho, um moletom bem quentinho, tênis e passear na praia ouvindo somente o barulho das ondas. A praia só tua e dos surfistas que não largam as ondas nem em finais de semana gelados.

Taí época gostosa do ano...Concorda?

sábado, 23 de abril de 2011

Querida danadinha mamãe


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Porque as panelinhas ainda existem?
Porque as meninas permanecem desunidas?
Porque as meninas ainda fazem o joguinho da exclusão dentro do seu próprio grupo?
A culpa é da mãe!

Porque ali, no meio daquela menina tola que só quer a amiga pra ela, que tenta com velhas e desgastadas fórmulas manter suas amigas só pra si e fechar o “clubinho”, bem no fundo existe uma mãezinha mal resolvida pra cacete que projetou na filha as suas idéias mal construídas do que são relacionamentos. Dignas de pena. Provavelmente uma infeliz que não teve amigas na sua época dourada da infância e adolescência ou por que direta ou indiretamente quer que a filha engula goela abaixo a sua torta forma de enxergar as dinâmicas relacionais e inconscientemente quer ver a filha repetindo seu script fracassado. Fracassado sim, pois se pesquisarmos um pouquinho descobriremos que em volta desta pobre mãezinha provavelmente não exista um círculo de amizades. Pelo menos se tivesse, ela deixaria de alugar a fofa da filha, deixava ela respirar por conta própria e não ficaria tentando reviver a sua pobre vida naquela que tem um mundo rico de descobertas pela frente.

Percebo que isto é repassado quase por osmose pelas mães frustradas, que uma vez fizeram este joguinho e acham até hoje que o mundo funciona desta forma. Talvez venha daí esta necessidade de sair fomentando a rivalidade e a discórdia, alimentando a segregação, quando o que deviam fazer é incentivar as meninas a agregarem cada vez mais amigas(os) nos seus grupos. Somando que se divide de forma justa. Porque, garotas, sempre há espaço para novas amizades, novas idéias, novas cabeças pensantes. É saudável incluir novas pessoas no seu rol de amizade. Conhecer pessoas é tudo de bom!

Estou sendo radical? Sim, talvez. A minha experiência diante de algumas ações que observo no dia a dia explica a idéia que formei. Claro que vou elucidar aqui somente um tipo de garota, sua mãe e seus resultados. Poderia discorrer de outras situações que a mãe não é a codjuvante (ou atriz principal?). Isto é só um tipo de garota que produz desunião entre seu grupo. Há outras viventes e suas formas doentes e suas causas e efeitos, mas hoje quero falar especificamente desta garota. Parece simples demais esta teoria? Sim, mas tenho visto muito disto.

Quanto mais observo as meninas, mais reforço esta opinião. Gosto de manter um olhar isento, distanciado e tentar entender por onde se nutre esta tradição tão miserável que passa de geração em geração,como água que quando cai do vaso, ocupa todos os buracos.

O que me consola é que esta mesma menina, que tem todas as oportunidades de crescimento, muitas vezes enxerga além do círculo vicioso que sua querida mãezinha teima em alimentar  e consegue quebrar este padrão, romper a ditadura maternal, cortar o cordão umbilical e criar um novo padrão, uma nova postura diante da vida. Claro que isto requer personalidade e lucidez. É possível sim quebrar velhas regras!

Ou lamentavelmente a vida vai sapatear com ela, e com dor e sem amor, enxergará em algum momento o que lhe aconteceu. Porque é fato, esta mesma garota que segrega será segregada. As pessoas do próprio grupo cansam e cospem de alguma forma ela, cedo ou tarde. Ou na pior das hipóteses, seguirá com este script doentio e solitária, ingenuamente ou não, sem perceber. Como sua mãe provavelmente faz.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Abstrair

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Sonho com ele em São Paulo.

Acordo atrasada.

Derramo pasta de dente na camisa branca. Derrubo a bolsa no elevador.

Tiro o sapato e coço o pé no meio da videoconferência na frente de todos colegas e ainda solto um palavrão pra fechar com chave de ouro enquanto o colega pomposo do nordeste está falando, para delírio dos demais colegas dos outros estados e suas risadas e caretas na tela.

Só lembro que a aula é de ritmos quando a salsa já está alta no meio da aula, na academia. Socorro cadê o jump ???

Perco meu horário de almoço roendo um naco de salsão e ouvindo do outro lado da linha a moça querendo vender leitura dinâmica pra euzinha que sou viciada em e-book e leio mil páginas em dois dias.

O computador da minha sala me deixa na mão no meio da tarde e o bicho tá pegando mais forte que bolsa de valores.

Chego em casa e tem um baita brownie na mesa da cozinha. Passo reto.
Nem curto chocolate, viu? Juraaa.
Força e fé, este é meu mantra.
Vou curtir uma saladinha de trigo com pimentões.

Coloco John Mayer pra tocar.

Vou tomar um banho gostoso.

E deixar o tempo passar.

Amanhã tem mais um dia.

Amanhã vai ser melhor.

domingo, 27 de março de 2011

De volta pra casa

                                                                      Google

Frio na barriga.
Quando ela saiu do carro e olhou longe, parece que o vento ficou mais forte. A natureza conspirando, pensou.
Ela quis congelar o tempo ali naquela imagem. Ela descendo do carro, ele encostado na soleira da porta. Observou aquele homem que já não era mais o mesmo e ao mesmo tempo continuava igual. Tão familiar. Foi subindo o olhar. Um pé descalço apoiado no outro, a calça jeans cobrindo aquelas longas pernas, a mão na cintura, a camisa xadrez jogada naquele tórax que ela tanto se abrigou um dia. Subiu mais o olhar e encontrou aquele sorriso enviesado em conjunto com aquele pedaço de céu chamado seus olhos. Paralisou o tempo, nem o som dos pássaros ela ouvia. Atraída por aquele cenário, não sabia onde terminava a natureza selvagem em volta e onde começava o homem. Ele estava em seu elemento, em seu habitat.
Foi descendo lentamente, se deliciando assim como quando comemos algo gostoso, cada passo suspenso, bem devagar.  Já prevendo o que estava por vir, degustando o desejo ali latente, aquele olhar cheio de convites e promessas, aquele reencontro depois de tantos anos, a saudade guardada. A vontade exposta, crua.
Ele estendeu os braços.
E ela automaticamente pensou naquela música "...estamos indo de volta pra casa..." enquanto sentia aquele perfume tão dele,enquanto se jogava em seus braços.
Finalmente estava voltando pro seu lugar.

terça-feira, 22 de março de 2011

A Pessoa Errada - Luis Fernando Veríssimo

Nota da blogueira:  eu não sei se realmente é dele, mas li num casamento e gostei. Vale a pena publicar aqui neste espaço, porque no esquema geral das coisas é um pouco do que todo mundo quer...

A Pessoa Errada
Pensando bem, em tudo o que a gente vê, e vivencia, e ouve e pensa, não existe uma pessoa certa pra gente. Existe uma pessoa, que se você for parar pra pensar, é na verdade, a pessoa errada. Porque a pessoa certa faz tudo certinho: chega na hora certa, fala as coisas certas, faz as coisas certas.Mas nem sempre precisamos das coisas certas. Aí é a hora de procurar a pessoa errada. A pessoa errada te faz perder a cabeça, fazer loucuras, perder a hora, morrer de amor. A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar, que é para na hora que vocês se encontrarem a entrega seja muito mais verdadeira.A pessoa errada, é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa. Essa pessoa vai te fazer chorar, mas uma hora depois vai estar enxugando suas lagrimas, essa pessoa vai tirar seu sono, mas vai te dar em troca uma inesquecível noite de amor. Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado, mas vai estar toda a vida esperando você. A pessoa errada tem que aparecer para todo mundo, porque a vida não é certa, nada aqui é certo. O certo mesmo é que temos que viver cada momento, cada segundo amando, sorrindo, chorando, pensando, agindo, querendo e conseguindo. Só assim, é possível chegar aquele momento do dia em que a gente diz: "Graças a Deus, deu tudo certo!", quando na verdade, tudo o que Ele quer, é que a gente encontre a pessoa errada, Para que as coisas comecem a realmente funcionar direito prá gente.
Nossa missão: Compreender o universo de cada ser humano, respeitar as diferenças, brindar as descobertas, buscar a evolução.






terça-feira, 15 de março de 2011

Concedido

Quando você percebe que está sendo ou foi  usada para alguma finalidade.

Quando alguém manipula alguma situação e você passa a ser o instrumento central para que haja sucesso no final da “operação”.

Você concorda que inconscientemente houve uma autorização passiva da sua parte neste ato de violência emocional?

terça-feira, 1 de março de 2011

Drogas Injetáveis

                                                                           Filme Meu Malvado Favorito

Faz uns meses que ando me drogando.
As drogas do momento são:
Sublimar - remédio antigo repaginado para dar sentido a purificação, a dignidade e a grandeza. São recomendadas doses fortes injetadas diariamente.
Redenção - este remédio tem até sentido bíblico. Um  "farmacoterápico" que  tem servido de ponte ou instrumento para o uso (in)devido de alguns para o resgate.
A posologia indica que o uso deve ser contínuo, de 12/12horas.
São drogas pesadas com alguns efeitos colateriais.
O resultado, digamos, que seja rápido. Quando as drogas são bem aplicadas, seguindo todas as orientações descrita no manual de sobrevivência da sua inexplicável vida. Com humildade.
É importante salientar a permanência do uso por um bom tempo.
O  prazo de validade indica que, bem conservado em lugar arejado, pode durar por períodos  longos.
Não há contra indicação, mas é necessário estômago forte para  aguentar as doses diárias.


sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Quem planta coragem, colhe Victoria


Há 18 anos ganhei o melhor dos presentes.

 Pra sempre.

Vicky, continua assim, sempre evoluindo.

Não mudaria nada em ti!

Te amo, filha! Parabéns!!!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Noites de tormenta



Hoje sonhei com o término de uma relação. Tenho sonhado de tempos em tempos com isto. Alguns junguianos de plantão dirão que ando com medo, que é meu inconsciente sinalizando ou se anuncia por aí uma separação e blábláblá.
Não, queridos pseudo psicos, estamos bem. Muito bem e ponto.
Sonho por sonhar, sem neuras porque como diz o ditado sonhar não custa nada.
Sonho com separação, mas não com o ato em si, mas com a sensação.
Aquela sensação ruim na boca do estômago, pânico, vazio na alma que acompanha os primeiros dias, aquela ausência do corpo do outro não mais perto do seu corpo, a falta da voz, do cheiro, do tudo. Dos dias nublados, das reticências, dos questionamentos no ar, da ansiedade que fica, da angústia pelo reparo de danos que não acontecerá. Aquela dor no peito, aquela coisa toda doida ou doída.
Aquele dia que já amanhece desbotado, sem cor.
Aquele tempo de recomeço, empurrar fotos pro fundo da gaveta, doar os objetos comprados nas viagens idílicas. E aquela camisa que ele esqueceu, na saída apressada do apê e da sua vida? Tratamos de enfiar num lugar que jamais vamos cruzar, mas não jogamos fora. Quem sabe um dia a gente consiga olhar com indiferença aquele trapo de lembrança remendada de alguém que já passou? Usamos de todos os mecanismos de auto defesa para seguirmos adiante.
E dormir junto? Esta com certeza é uma das partes complicadas de não ter mais o outro, porque é um ritual do bem dormir enroscada, quentinha, apaziguada. Este é um quesito que precisa-se urgentemente de um manual de como ocupar o espaço vazio daquela king size vazia no escuro da sua noite. Agora me puxei na dor da ausência gritada e sentida (risos).
Já não se pode pensar em nós, em perguntas banais como quando um amigo pergunta, nesses tais dias nublados : - Você vai na festa do Bruno? E automaticamente você responde que sim, nós vamos. Para também automaticamente cair em si que só você vai na festa do amigo. Plurais são descartados, com uma fisgada de dor.
Um tempo de tristeza, de ausência, de falta, de readaptação e de desintoxicação.
Não lido bem com fim de relação. Quem lida? Conheço gente que cai em pé, tipo gato, mesmo sofrendo. Eu não. Emagreço, arrasto correntes, durmo mal, penso mal, vivo mal. Pode ser um dia ou um mês, mas é uma temporada no umbral. Abandonos em definitivo não é a minha praia, não importa de que lado for. Claro, já saí de uma relação para outra e mesmo assim por maior que tenha sido a dose de paixão do momento, senti a falta do outro. Porque quando falo em dor de separação, não falo só quando você entra com a bunda e o outro com o pé. Quando você dá o cartão vermelho e pede pra sair, também dói e muito.
Saibam que não só o que leva é o que toma. O inverso é verdadeiro. E muitas vezes paulatinamente. Sou daquelas que vou até o fundo do poço, comigo mesma. Sem melodramas que não sou chegada na latinidade da coisa. O drama fica no meu interior, eu com eu. Até que um dia consigo emergir e aí sim viro a página, enterro, rezo a missa de sétimo dia, tiro o luto e volto pra luta, com o perdão do trocadilho. E aquele ser que me fez sofrer ou aquela relação que a fatura foi alta fica totalmente no passado. É uma catarse particular. Necessária. Mas neste processo enquanto não se dá o tal impulso pra sair do poço fico mal, não posso negar. É praticamente uma dor física, crispada e traduzida na leitura dos meus olhos.
Então é isso, tenho sonhado com esta incômoda sensação do outro afastado, da relação quebrada feito bolacha cream cracker.
A única sensação boa, em sonhos ou na vida real, é a certeza de que é sempre passageira, não vivem em nós por muito tempo. Um dia acordamos e descobrimos, cheios de prazer e surpresa que ela foi embora junto com a pessoa. Alguns masoquistas estalam os dedos, assobiam por ela, mas não adianta ela pegou as malas e partiu. Não está mais lá.
E vamos embora recomeçar. Tudo de novo.
Amar tem destas coisas.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Um lado negro e outro branco

Branco pluma e  poesia
Negro força e técnica no auge da interpretação
Dois lados de uma mesma história
Música de qualidade como pano de fundo
Lago dos Cisnes
Um tour de force
Peça clássica e sonho de toda a bailarina, também clássica
Bastidores de um corpo de ballet e suas peculiaridades
A cortina de fumaça entre profissionais incansáveis
Vaidade e vontade
Ególatras e obsessivos
Uma relação neurótica entre mãe e filha
Projeções
Fragilidade da alma
Firmeza de caráter ou não
Perseguição ao perfeccionismo
Distanciamento de emoções
Técnica versos dramaticidade
Paixão ou ausência de
Duelos
Tensão
Travas
Competição interna e externa
Jogo
Medo
Sedução
Mistura todos estes temperos e temos um excelente filme
Black Swan: te prende do início ao fim.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Quase um salmo.

METADE -  Oswaldo Montenegro

Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio

Que a morte de tudo em que acredito não me tape os ouvidos e a boca

Porque metade de mim é o que eu grito, a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe seja linda ainda que tristeza

Que a mulher que amo seja pra sempre amada mesmo que distante

Porque metade de mim é partida, a outra metade é saudade.

Que as palavras que falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor

Apenas respeitadas

Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos

Porque metade de mim é o que ouço, a outra metade é o que calo.

Que a minha vontade de ir embora se transforme na calma e paz que mereço

Que a tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada

Porque metade de mim é o que penso, a outra metade um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste

E o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável

Que o espelho reflita meu rosto num doce sorriso que me lembro ter dado na infância

Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria pra me fazer aquietar o espírito

E que o seu silêncio me fale cada vez mais

Porque metade de mim é abrigo, a outra metade é cansaço.

Que a arte me aponte uma resposta mesmo que ela mesma não saiba

E que ninguém a tente complicar, pois é preciso simplicidade pra fazê-la florescer

Porque metade de mim é platéia a outra metade é canção.

Que a minha loucura seja perdoada porque metade de mim é amor

e a outra metade também.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Mãe no pedaço

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Não acredito que você nasce com instinto maternal, por mais bonecas que tenha acumulado nos natais da sua infância. O instinto acontece quando você vira mãe. Ou não. Simples assim.
Quando nos tornamos mães, entre o deslumbramento e a incerteza, você olha aquele pacotinho fofo de pele alva e bochechas rosadas e não sabe se vai dar conta do recado. Devora com os olhos aquele presente que Deus te deu e se sente em alguns dias onipotente e noutros impotente, sem saber como vai exercer esta  tarefa tão honorável, tão nobre.
O presente cresce, expande os horizontes e você continua sendo a pessoa mais especial. O super herói desta revistinha em quadrinhos chamada vida a dois, desta curiosa relação.
Tem dias que você está lá concentrada em alguma coisa e de repente ouve aquele criaturinha que tem asas nos pés e muitos cachos de anjinho, correndo e gritando: - mãe, mãeeee, manhêeeee!!! Você para tudo e pergunta o que aconteceu. Ela ofegante somente te olha, aquele olhar de danadinha e com adoração simplesmente diz: - nada. Nestas horas o mundo congela e você se sente beijada por Deus rodeada por  aqueles bracinhos queridos e miúdos num anraço forte de amiga. É ali naquela fase de tantas descobertas que você alicerça a sua relação, pavimenta a estrada e dá o tom desta relação tão delicada. A base da sua relação é a soma do dia a dia, da convivência e dos momentos que rechearão mais tarde as lembranças do seu, até então, pequeno ser. O vínculo está latente pedindo pra ser firmado no contrato desta relação onde reza a lealdade e não há espaço para a quebra de cláusulas.
Há um tempo em que você entende que do nada, numa virada de noite, de um dia para ooutro, sem pedir licença e nem dizer adeus você deixa de ser o tal ídolo do gibi da vida a dois. E se você for sábia saberá entender que o seu presente com asas nos pés tem que conhecer outros mundos e lidar com outras pessoas. E é neste tempo que você deve compreender que estar atento não é ser invasivo, que apoio moral não é impedir o sofrimento e sim estar ao lado nas horas ruins e melhor ainda, nas horas boas. Mas os momentos não serão só com você, haverá em alguns, outras pessoas. E talvez em outros você não será incluída. Preste atenção, o contrato lá atrás foi assinado e ninguém, e grifo esta palavra, tirará o seu lugar. É pátrio poder puro, embora seu filho antes de ser seu filho é um indíviduo de carne e o osso e vai escrever a sua história com suas próprias mãos. Mas você também tem a sua vida, certo? A sua história não pode parar enquanto mãe, enquanto mulher, enquanto profissional.O desafio está em saber lidar com cada face que compõe você, pessoa única.
Há um tempo em que seu filho está testando o mundo como um grande laboratório de Dexter e você de certa forma está SE testando nas situações diárias no fantástico mundo da adolescência alheia tão próxima de você. Falo fantástico porque o seu filho em algumas situações será um espelho de você, ele te forcará inconscientemenete a viajar de volta  para um passado logo ali, ainda fresco na sua memória, onde mudando a roupagem e o cenário os questionamentos, os dilemas e as dúvidas são idênticos. Por isto se você é mãe não banque a falsa moralista e nem tenha amnésia cômoda fingindo que não entende seu filho.Você já viveu e arrisco dizer que ainda vive em algumas situações semelhantes àquelas que seu filho vive hoje. Sim, na banque a adulta rançosa e arrogante nestas horas. Isto não reza no contrato, lembra? O que distancia vocês é somente o tempo que te deu mais oportunidade de acertar ou errar e já saber o resultado de antemão, em alguns casos. Talvez tenha agido diferente, tomou outro caminho. Beleza. Bom pra você? Não sei que resultado deu no final... Mas lembre-se cada um cada qual, somos um boi não uma boiada. Nada é mais triste do que uma mãe (pessoa)  que engana a si mesma. Pior, nada mais lamentável do que um adulto fazendo de conta de que nunca foi adolescente com todo o seu kit existencial. Talvez a vida se torne mais leve quando somos fortes o suficiente para nos encararmos, quando olhamos pra dentro e não escondemos de nós mesmos as nossas verdades íntimas, o nosso lado B, o lado negro da força. Admitindo num silêncio respeitoso as nossas fraquezas e limitações.
E por fim, como ainda não entrei na fase adulta da minha garota que permanece com asas nos pés, mas já não tem mais cachinhos, cá estou eu aqui, em pleno domingo de garoa, contando os dias para que chegue o próximo final de semana  e assim  matar a saudade da minha pequena grande mulher, que anda viajando e logo voltará para casa.
Risos antecipando o momento.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Da série: fora de série

Agnes - Filme Meu Malvado Favorito

Pessoas queridas, eu acho que vivo num mundo paralelo.

Desculpa, mas com todos os adventos da mulher moderna, igualdade de direitos, globalização e era digital ainda existem homens que proíbem suas mulheres de usar mini-saias ou esmalte vermelho? Pensei que isto acontecia ultimamente lá no Afeganistão.

Ou pior, ainda tem mulher que se sujeita a isto?

Não lembro de ter um namorado assim nem na adolescência, mas lá vai  minha teoria que os afins se acham, se não sou assim como acharia um seguidor do talibã assim pra mim? E olha que sempre fui namoradeira. Lembro de uma amiga, aos 17 anos, dizer que não podia colocar roupa transparente porque o namorado não deixava. Eu dei risadas na época e não levei a sério, até que o namorado trocou ela pela mais dada do colégio e estão casados até hoje. E com certeza a dada usava muita roupa transparente...

Pensei que um cara que te cerceia, nestes pequenos detalhes,  fosse um sinalizador de que desta relação só vem encrenca.

Estou errada ou eu que sou um ET?

domingo, 9 de janeiro de 2011

Esta Senhora nos olha, de algum lugar...

Esta Senhora, maldita senhora.
A morte não pede carona, vem dirigindo o seu possante escuro, tomada de fúria. Abre a porta no meio do nada e nos engolfa, sem pedir licença, sem nos dar chance. Nos abraça, aquele abraço sem calor, bafo gelado. Frio, medo. Nos arranca do tudo para o talvez nada.

Ela não fica à espreita, ela nos espera numa quebrada destas, de uma esquina qualquer de algum momento da nossa simples vida.
A morte não manda sms, não avisa pelo MSN, não deixa pista no twitter nem no facebook.
Ela dá as caras de cara mesmo. Audaciosa esta Senhora!
Chega chegando sem deixar nada em pé. Achaca, brutaliza, arrasa e destrói.

Um verdadeiro tsunami para os que ficam, um legítimo big bang familiar.
Interrompendo a história de quem vai. Ceifando de quem fica neste mar de interrogações e incertezas imediatas.

Ela nos olha de algum lugar e ela virá nos visitar.Não resta dúvidas sobre isto. Um dia ela vem certa como só ela é. É a maior certeza que temos. Um dia ela vai estacionar perto de nós. Inevitavelmente.

Ela, Senhora impiedosa, corta com uma adaga afiada o destino de quem ali for a sua vítima da hora. Não tem negociação, não tem barganha.

Pode passar os anos, posso experimentar muitas coisas, tentar com toda a minha vontade entender e estudar o que nos é reservado, já que nada é certo, portanto tudo é possível como já disse Margaret Drabble, mas ainda me abalo de forma arrasadora quando alguém próximo se vai.
Mesmo que digam que o caminho é de luz, ainda assim sofro e paraliso impressionada.

( Vai em paz, Débora.Que Deus te acompanhe.)

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Janeiro


07:57 acordei com a batida seca de uma porta de carro. Soube que era você naquele exato instante, entre sonada e desperta, traduzindo o seu jeito decidido naquela batida estrondosa da porta. Você é assim, nada pela metade, tudo rápido e firme. Sempre bate a porta e eu nunca gosto, mesmo quando o objeto da agressão é aquele teu Volvo tão adorado.
Atenta ao barulho do elevador, percebi quando girou a chave e fiquei na expectativa da porta abrir. Ouvi os passos na curva do nosso quarto. Era você, não havia dúvidas. Fingi que dormia só pelo prazer de você me "acordar" com aqueles teus beijos demorados. Ah como são bons, adicionados àquele abraço no qual me perco, coisa dos deuses.
O silêncio era confortável. Pra que falar? Tantos desejos no ar.O meu, o teu e a nossa ausência sentida nos últimos dias.
14:09 acordei com o som do Kurt Cobain. É, definitivamente você estava em casa.
Caranguejos na panela, nosso mojito na coqueteleira antiga que compramos no brique da Redenção.
Nos atiramos na rede e conversamos aquele papo de preguiçoso que não leva a nada e ao mesmo a todas as curvas deliciosas de uma boa insinuação, de um outro sentido no meio de tudo. Benzadeus que temos as nossas conversas, loucas de vez em quando, sérias demais às vezes, pois como diz um amigo o que sobra é isto no final da vida a dois. Se conversa não rola,que tédio a velhice...
Ao fundo um som caribenho das nossas andanças pelo mundo.
Calça jeans surrada, camiseta branca, pés descalços. Aquela dobra das costas onde termina as costas, aparente ( latente?), me convidando a passar a mão numa leve carícia.
Não requebra, meu amor, porque aí não resisto a sua dança viril e charmosa. Você esbanja seu poder e como ótimo estrategista sabe exatamente quando deve usá-lo. Você dançou, bem ali na minha frente com a mão estendida me convidando a participar. No olhar um convite... para depois da dança. Ali explícito. Uma dança sempre  a dois, a participação ativa  meio a meio.
Encaixe dos quadris, sussurro no ouvido, promessas no ar, sensações, sol de final de tarde.
Você e eu. Cheios de intenções e ações.
Primeiro dia do ano.