quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Olhando de cá



Estou cada vez mais espectadora e menos participativa do Natal.
 Foi se o tempo em que enxergava o velho Noel e sua roupa colorida no vitraux do lado da porta da minha casa de infância.  Juro que eu via o vermelho de tanto olhar para lá...Eta mente infantil fértil!
O resgate deste espírito natalino retorna com o ofício materno e os encantamentos dos nossos pequenos e eles crescem e volta a ser mais um Natal em nossas vidas, mesmo com todos os preparativos e emoção de sempre.
Contudo a importância de mais um ano chegando e os projetos e expectativas para o que vem se tornou mais desejoso.
Será que toda esta ansiedade é porque com o passar dos anos temos uma urgência maior (ou pressa inconsciente)  em realizar  nossas metas e futuras realizações?


segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Conservas

A dificuldade em nos depararmos com o passado encontra-se na ausência do que fomos com o desejo de permanecermos intactos misturados com os mitos criados e que permanecem em nós enlatados num vidro em conserva, marinado no formol.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Joguei a toalha pra sempre


Mais uma vez percebi que conosco tudo está perdido, não tem diálogo, não tem entendimento. Está tudo azedo e mofado. Enquanto eu falo A você fala B. E os nossos conceitos em relação a nós não vão mudar. Tivemos tempo suficiente para engessar idéias e pensamentos e em definitivo não vamos alterar o que pensamos um do outro. E mais, não queremos.
Chega de ilusão, existe um abismo entre nós difícil de ser rompido.
Não existe o que fazer. Percebo que você projeta nos outros, " próximos", as idéias que tens de mim e que confesso não estou interessada em reverter, de tentar fazer com que você pense diferente. Foi se o tempo em que eu queria que você pensasse diferente sobre mim! Passaram-se vinte anos desde esse desejo despretensioso e sem esperança de ser.
Eu sempre vou ter raiva da pessoa interesseira que etiquetou sendo parte do meu currículo e você sempre vai achar que de alguma forma é o que "nós" queremos de ti. Qualquer fala, qualquer atitude será pautada na desconfiança e nas segundas intenções que não existem, mas que teima em achar que moram em mim.  Isso fica muito claro nas tuas falas e atitudes. Porque por incrível que pareça é isso que sobrou entre nós, falas ásperas e restos de mágoas soltas no ar. Você fala que eu bato na mesma tecla em determinados assuntos,porém não percebe que o nosso contato é construído somente de falas, não temos o dia a dia para exemplificar as nossas atitudes e percebê-las. Portanto, é lógico que minha única ação e movimento com você é a maldita fala. Contudo lembra sempre que a interesseira aqui nunca te procurou, nunca te pediu nada e nunca te abandonou por homens mais ricos, essa sim você deveria tratar muito mal. Então não desconta o teu receio e paranóia nos "outros implicados". Deixa só para mim o título. Eu aguento e já me acostumei, apesar de  não sustentar esta maledicência. Que fique claro isto.
Chega, larguei de mão e pelo bem da minha inteligência não quero mais conviver com nada que te diz respeito. Eu vivia bem enquanto foste apenas um fantasma e para mim é para lá que voltas, pro reino dos que habitam os nossos piores pesadelos.
Não quero lidar com você, não quis antes, não quero agora. Você me faz mal e me traz o mal.



domingo, 4 de novembro de 2012

Gosto Amargo

É nas decisões, nas escolhas e na dor que na maioria das vezes crescemos.
No início só sentimos dor e ela é interminável. Gosto amargo que teima em permanecer em conexão direta da boca ao coração.Gosto das palavras que não gostaria de proferir,mas saíram obrigada vindas da razão misturada com a emoção pesada instalada no meu peito. 
Depois nos espantamos com a força que nasce da nossa coerência com o que acreditamos e enfim aceitamos e nos adaptamos ao caminho escolhido pelo que nos convém porque provém dos nossos valores e conceitos e principalmente da fé em nós mesmos. 
Ao apostarmos em nós é que entendemos como somos nossos melhores amigos. Desta crença vem a superação e a certeza de melhores dias.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Sonhos são possíveis

Dizem que para lembrarmos dos nossos sonhos, devemos nos perguntar o que sonhamos nos primeiros cinco minutos despertos.
Essa noite eu tive um sonho que ao acordar não precisei lembrar dos detalhes de tal forma que ele estava vivo dentro de mim, tal era a sensação plena de felicidade e paz no meu coração. Mas ao invés de lembrar nos primeiros minutos sobre o que era,  me veio a resposta para que este sonho torne-se realidade.
Insight? Não sei, sei lá e nem questionei. Só sei que acordei feliz com a certeza de que os sonhos são possíveis.
Não sei por onde vou iniciar esta caminhada, mas tenho  certeza de que vou conseguir. Isto está certo pra mim.
Convicta e determinada logo logo estarei na vida real feliz como no sonho.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Letargia...Não!

Insatisfação não é ruim.
O problema é o que você faz com ela. Se o corpo paralisa e a cabeça anestesia, oxida.
O lance é usar este sentimento inquietante a seu favor.
Aja!

domingo, 30 de setembro de 2012

Ao pé da nostalgia

A minha saudade não é de quem eu fui lá atrás, mas das infinitas possibilidades sob a veste do otimismo que se apresentavam a mim. Vestes estas que já não estão dentro do meu closet.

sábado, 18 de agosto de 2012

Nem aí


Acho engraçado quando alguém diz:
- Esquece o passado. Não adianta mais lamentar o que aconteceu. Viva o presente. ( e blábláblá)
Em 90% dos casos esta fala é de quem foi o causador do estrago.
Baita sacanagem.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Gangorra de pensamentos

Enquanto a gente se espreme nesta caixola, desvia o olhar  e suspira, sei que o  teu e o meu pensamento são um só: - Para agora este elevador e nos deixa presos e amassados aqui, por tempo indeterminado.
Entre o silêncio, o desejo e a vontade ele vai  subindo. Levando nós, literalmente, pra cima.

domingo, 24 de junho de 2012

A revanche no formato de um doce café


Ela foi etiquetada como golpista, amargou em doses cavalares deste café amargo por muito tempo, uma vez injustiçada e rotulada como  pessoa  interesseira e banida de vez daquela sociedade secreta cujos membros eram apenas pessoas  autistas de caráter, orbitando envolta de seus umbigos. O maior prejudicado? O  fruto desta pseudo relação ( se assim pudermos definir aquele ocorrido caso de alguns meses).
Essa pessoa foi com certeza a única lesada, por esta parte, pois de seu lado materno teve todos as formas de amor expressas e vividas, porém passado um breve período esta mãe e este pseudo-ausente-irresponsável-pai tornaram-se meros estranhos criando aí um abismo colossal.
Após longos anos este homem (ou fantasma?) retornou, com que propósito ela até hoje não soube decifrar: se foi impulsionado pela vaidade,curiosidade ou consciência pesada. O mais estranho foi perceber o quão torpe ele era ao pensar que vindo depois de anos, como num passe de mágica apagaria as lembranças nítidas do seu descaso e egoísmo. Como resgatar algo com alguém que nunca se teve nada para recuperar? Mãe ou filho? Novamente ela percebeu ali a sua vaidade mais forte do que sua boa ação. E mesquinho e vaidoso  como sempre, achou que chegando mais tarde não haveria elos entre mãe e pai nesta relação que iniciava com seu filho. Ela ficou de espectadora daquela figura repetitiva, vigilante quanto ao seu rebento e mediadora perante os dois.
Mas mal não houve ao observar de perto que este mesmo homem que prejudicou seu filho durante anos em doses de descaso e indiferença por culpa de um suposto interesse em golpear seu baú (que antigo isto, me senti na era do Rei Arthur) era o mesmo homem que foi trapaceado, enganado e motivo de risada entre seus “amigos” pela mulher que ele escolhera para casar e que o largou por outro homem com MAIS dinheiro. Demorou para escolher a sua amada e foi logo escolher uma mulher fútil e interesseira, justamente os “atributos” que lhe foi designado no passado.Talvez  ele tenha visto ali alguém parecido com ele mesmo e sendo assim os afins se acham.
A vida realmente te faz engolir remédios amargos quando trata de fazê-lo deglutir os próprios julgamentos e condenações.
Ela, a mãe, se sentiu tranqüila ao perceber que não precisou vir de sua mão a receita desta medicação.
A revanche pode ser um café doce, tomado em goles de pura doçura (ou  travessura?)

segunda-feira, 11 de junho de 2012

12.06.12



Quero um batom vermelho para beijar a tua boca,

trilhar teu corpo e incendiar teu coração.

24 horas a mil de comemoração no dia do amor!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

"Sou mulher e sou livre"



Em pleno século XXI tem gente chocada com peitos a mostra em um protesto, onde se luta pela liberdade de expressão. Onde vale (quase) tudo, para que justamente as pessoas se choquem diante do fato de uma mulher não poder andar com uma blusa mais decotada, uma saia mais curta, pernas a mostra a ponto de se tornar um convite a um estupro. Mulheres ofendidas com essa causa não consigo entender. Mostrar os peitos é como um homem andar na rua sem camisa! Direitos iguais, não? Não, a sociedade não consegue absorver a idéia de que é um protesto, mais uma forma de se expressar, na qual se luta por liberdades iguais, onde uma mulher pode ter o mesmo direito em todos os sentidos que um homem, sem ter que sofrer esse tipo de repressão. Em um país que é conhecido mundialmente por bundas, mostrar os peitos em um protesto, é tão chocante?
O protesto vai muito além de ir contra a violência a mulheres, é pra fazer com que todas as mulheres acordem e saiam dessa posição de aceitar tudo que nos é dado e oferecido. Sair dessa submissão que muitas se colocam. As mulheres podem tanto e quanto os homens podem. O problema é quando as próprias mulheres são machistas a ponto de achar que tudo tem que ser aceito. É com mulheres com essa mentalidade, que faz com o machismo permaneça na sociedade. "Sou mulher e sou livre!"


Victória Favero

domingo, 20 de maio de 2012





Se for fazer o bem e a sua intenção é a retribuição, melhor que não faça nada por ninguém.
O que necessitamos é de reconhecimento quando temos uma atitude bacana com alguém. E deve fluir, vir naturalmente sem alertas e sinalizadores. Ato pensado não vem carregado de reais boas intenções. De nenhum dos lados.
Se você espera submissão do outro quando lhe fizer o bem, isto tem a cara do poder traduzido como seqüestro e o que você deseja é de um refém pra chamar de seu.
E o poder é somente mais um código para a manipulação, para a relação bichada, mofada e rançosa.
Seqüestrar atitudes, assaltar a individualidade e invadir pensamentos é tornar o outro refém e você o algoz da relação. Fracasso é o que reza o contrato de vocês.

Se ao receber o bem, você for grato e reconhecer a boa atitude e mesmo assim o benfeitor exigir mais do isso, desconfie do produto ofertado e principalmente do vendedor-benfeitor. A fatura será alta.
Desconfie de certas liquidações.

sábado, 19 de maio de 2012

Fight





Desistir não implica ser fraco ou não ser persistente, mas requer sabedoria entender que o melhor é sair de lado em algumas situações onde teimar resultará somente em desgaste e perda de tempo.
Se soubéssemos de antemão a hora certa de desistir de algo nos pouparia rugas e stress.
Eu sei, você vai dizer que se fosse assim a vida seria fácil.
Mas quem foi o estraga-prazer rabugento que inventou que a vida deve ser este eterno ultimate fighter, este eterno jogo difícil de perder?
Joguei a  toalha. 

terça-feira, 8 de maio de 2012

Opcional de fábrica




Em alguns momentos você vai optar, inconscientemente talvez, pelo caminho mais longo.
Vai percorrer estradas de chão batido, curvas duvidosas e quebradas suspeitas para voltar na encruzilhada e retornar ao núcleo, ao centro, ao ponto de partida.
Muitas vezes é preciso andar mil quilômetros para compreender que o melhor já estava do nosso lado há muito tempo. 
Na vida optando, com amor ou com dor. Escolhas e opções. 

terça-feira, 1 de maio de 2012




Patinando sob uma fina camada de gelo, em cima de um lago. Assim parece os momentos, às vezes.
À deriva de algo. 

domingo, 15 de abril de 2012

Bons finais



Bons finais são possíveis
Estava curtindo uma historinha a dois já fazia uns dois meses quando, de repente, descobri que ele não estava tão a fim como eu.
Numa manhã de sábado, depois de revirarmos os lençóis noite adentro, entre um café e uma torrada ele me falou que não estava rolando. Assim. Na lata, feito tapa. Como quem pede para passar o pote de açúcar, abre o jornal e troca de assunto.
Antigamente eu me esforçaria para que desse certo, inventaria desculpas, maquiaria a verdade e buscaria feito doida teses, gestos e falas que convencesse o tal fulano de que fomos feitos um para o outro, de que daríamos certo, acima do bem e do mal. Exaustivamente. Sob a luz da ilusão e do capricho sou uma advogada em ação das melhores, as minhas defesas são dignas de estudos aprofundados. Defesas vestidas sutilmente de manipulação.
Antigamente me seguraria em 1% de chance como um náufrago.
Dessa vez, me concedi a carta de alforria, passei o pote do açúcar e fui atrás de algo mais doce.
E como previsto ele nunca mais me procurou. E nem eu.
Fiquei satisfeita no final quando percebi que poupei o meu tempo, economizei no trabalho de 24h somente meu e na velha sensação de buracos repetitivos de finais já previsto.
Encurtei a distância entre o que seria e o que é. Bati a porta suavemente com as minhas bagagens bem mais leves. Deixei lá no apê dele várias peças emocionais e fui viver sem excesso de bagagem emocional.
Parti sem um quilo de frustração e dor nas costas, na alma e no coração. 

quinta-feira, 29 de março de 2012

Porque errar se o resultado final é o arrependimento?



Existe um tempo que é preciso se ter cuidado para não errar. Um tempo onde as quadras são mais longas e as esquinas mais curvas e sendo assim as encruzilhadas não se apresentam claras , mas veladas com contornos de  mais interrogações do que reticências.
Hoje estou feito panela de pressão resistindo a emoção e racionalizando ao máximo para que as encruzilhadas não se paresentem para mim e junto com elas eu não caminhe com passos trôpegos e coração partido.
Existe um tempo onde virar o pescoço e olhar para trás só te trará angústia, pois não haverá lados alternativos.
O tempo de errar ficou perdido num ano qualquer de uma vida que necessita persistir no andar, no seguir em frente.

domingo, 25 de março de 2012

Nem tão doce como um merengue



“ – Que chato – eu falei, escolhendo cuidadosamente minhas palavras e percebendo que essa era a maior qualidade de uma amizade genuína: poder dizer exatamente o que estamos pensando.”

Li esta frase, folheei mais um pouco o livro de onde vinha este diálogo e fechei pensando naquelas amizades que temos que fazer manutenção sempre pisando em ovos pro outro não se melindrar com a nossa espontaneidade. Masoquismo  ou falsa amizade? Prefiro dizer que é desgaste, perda de energia, erro de direção, falta de foco. 
Todos temos nossos momentos de verborragia infeliz, ruídos na comunicação em dupla, acertamos na mesma proporção que erramos nas amizades verdadeiras, mas a nossa salvação é que o outro nos conhece, nos aceita e melhor, sabe quem somos. Então uma colherada de relevância sempre cai bem. É salutar. Recupera o que ficou como fio solto. O exército da salvação da besteira alheia está sempre de prontidão nestas horas. 
Claro que quando se ama, a gente cuida, já dizia o Caetano e sua música, mas quebrar o ovo e não separar a gema da clara, ao fazer um merengue, acontece. Com você, comigo, com um amigo. Errar na fala e  cair numa frase desajeitada para um amigo não é motivo para ele fechar a cara no ato e bancar o emburrado silencioso contigo. Todos sabemos que uma batida errada faz o merengue desandar na hora, porém a tal espontaneidade tem que ter liberdade. Espontaneidade conquistada , espaço concedido. Concordas?
Pois é, fiquei pensando nisso e já faz um tempo que algo me incomoda numa certa amizade.
Tenho uma amiga há uns 25 anos, no mínimo, e sei exatamente o momento que o nosso merengue desandou e perdeu a mão. Numa frase boba e sem intenção nenhuma, escorreguei e foi ali que ela se melindrou de vez. 
Num primeiro momento me espantei com a via de mão dupla não ser tão dupla ( quanta hipocrisia todos aqueles discursos anteriores e modernos), depois deixei o esquenta  passar pra ver se as coisas se ajeitavam por si só, mas com o passar do tempo e de algumas tentativas, concluí que realmente dali não saía mais um merengue aveludado. Foi então que me espantei com aquilo que achava , mas não era, depois seguiu-se o lamento pela perda e por fim a intolerância com a pequenez mental e  claro seguido de frustração resolvi desligar a  batedeira  e joguei pelo ralo os tais ovos nem tão nevados nem tão firmes e sólidos como um merengue cru.  

quarta-feira, 14 de março de 2012

Teimosia não é parente da persistência




Eu ainda não etiquetei se faz parte das minhas características, se rotulo como defeito ou qualidade, mas certeza eu tenho, não desisto fácil das coisas, vou lá e faço acontecer, persisto no que desejo, porém não sou daquelas que insisto em quantidades absurdas de tempo com pessoas que não rola sintonia fina.
Teimar em ter alguém ao seu lado não é investir, não é persistir, não é querer e muito menos ter fé em gente como propagam por aí. É ser caprichoso e flertar com a auto afirmação vestida de modelito vaidade. Vestida de Barbie modelo ilusão em dia de cegueira emocional.
Existe um prazo de validade inconsciente que serve como termômetro (ou seria bússola) para que a manutenção das relações aconteça.
Tem que fluir como via de mão dupla sem semáforo.
Quer minha amizade, tranquilo. Não me quer como amiga, tranquilo também.
E assim caminha a humanidade, né James Dean?

quarta-feira, 7 de março de 2012

Mantra do dia



Que a efeito mais que a causa seja resultado para àqueles que perdem seus minutos preciosos de vida se banhando em chuva verborrágicas de maledicência. E que a rotina seja mais atribulada para estes pequenos de espíritos.
Anseio que eles tenham agendas mais lotadas  e sendo assim não perderão seus objetivos e focos diários com os demais de forma tão miserável.
Principalmente torço para que haja alimento para saciar a gana, a fome desses seres tão carecidos de vitaminas e suplementos da alma que evolui.
E se todo este meu desejo não surtir energia positiva, levo fé de que um bom terapeuta cruzará o caminho destes famintos, para limpar a sanha que os contamina.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

No lugar certo das coisas

                                             foto do filme - Closer 

Eu entendo, mas ainda estranho quando alguém quebra o barraco e tira satisfação com quem foi o pivô da traição na sua vida a dois.
É preciso tirar a viseira de cavalo de corrida e enxergar o que não é preciso ser dito.Não denso, mas no ar rarefeito. Quase palpável.
Pra quem importa as suas formas de expressão na hora de se libertar das amarras da dor? Somente pra ti. Então use as armas que estiverem disponíveis desde que elas  minimizem o aperto, o sufoco, o machucado e não faça da tua alma um almoxarifado de amargura.
Se necessário for, grite e coloque o varal pra fora da janela, se assim quiser e for um analgésico pro teu coração, mas que o alvo seja o real causador deste seu caos emocional. Brigue com quem teve a motivação pro ato e não com quem foi só um instrumento.Ou seria entreato?
Pensa! A tua exigência pede lealdade para com a tua pessoa e relação.
Desconhecidos permanecem sendo meros desconhecidos. Apenas livros de capas atrativas e conteúdos fracos atirados em estantes disponíveis por aí para quem quiser pegar. Por um tempo qualquer.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Aguardando o filme On the Road


"Aqui estão os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de caso. Os pinos redondos nos buracos quadrados. Aqueles que vêem as coisas de forma diferente. Eles não curtem regras. E não respeitam o status quo. Você pode citá-los, discordar deles, glorificá-los ou caluniá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Empurram a raça humana para a frente. E, enquanto alguns os vêem como loucos, nós os vemos como geniais. Porque as pessoas loucas o bastante para acreditar que podem mudar o mundo, são as que o mudam."
Jack Kerouac

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O meu papel nas bolhas alheias



Sugerir direções quando um amigo precisa de um norte é ser responsável com os meus pensamentos e as minhas palavras.
O impacto da minha indução, a minha fala, o meu olhar ,como eu enxergo baseada nas minhas experiência de sucesso ou não, a percepção que nem sempre é a realidade,  pode ser um big bang ou uma revelação na vida do outro.
Quando temos consciência do fio tênue que balança  entre o caos e a ordem do que poderemos causar, aprendemos a refrear o impulso de sair soltando a verborragia.
Interferir sob o pretexto de ser um conselho é irresponsabilidade comigo e com o outro.
É preciso deixar de acreditar que palavras são como bolhas de sabão, que em segundos,estouram no ar e deixam de existir.
Elas permanecem bailando por aí.