quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Energia no ar

Alegria, encontro, rabanada, champagne, emoção, saudade, união, farofa, Família Adams, fofocas, novidades, canções natalinas, tios pentelhos e tios fofos, primos gostosos,
amiga da prima bonita, primos nerd, namoradas de irmão na berlinda, piadas sem graça, esquisitices de rolar de rir das tia doidonas, mães elétricas, avós viajandonas, fios de ovos, abraços apertados, beijos estalados, olhos cheios de água, fotos e mais fotos, parente metido a cineasta, primos vestido de Noel cheio de alegria e cerveja na alma , cerveja, calor, fogos de artifício, presentes legais, presentes bombas, bebuns, gargalhadas, agregados, lembranças, amor e carinho, uísque para a ala intelectual, paz, aconchego, loucura, fumaça, amigo secreto, sons familiares, crianças correndo
Luzes, Câmera e ....oração! É Natal!!!



Deixo pra vocês esta propaganda que sempre vem embalada em muita emoção!
Que o bom velhinho traga como presente, nesta noite, muita paz nos corações de todos. FELIZ NATAL AMIGOS!!! Bjos meus.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

DEZembro é DEZ


Cardápio do mês:

1º semana:

festas, encontros e todos os tipos criativos de reuniões
amigo secreto
abraços & beijos
bebidinhas & comilanças

2º semana

festas, encontros e afins
amigo secreto
$$$$
abraços & beijos
muita bebida, comilança
quilos a mais
questionamento: porque me sinto inchada? Porque?!
gosto de guarda chuva na boca ao acordar
sensação de porongo na cabeça

3º semana

driblar a agenda e correr pros abraços entre um encontro e outro
amigo secreto
falência na conta bancária
beber, cair e levantar
quilos a mais, olheiras ao acordar
trabalhar: cavacos do ofício
pergunta que não quer calar: o que eu fiz ontem?


4º semana

festas
risadas, choros, abraços e momentos de lembranças doces
Natal e Ano Novo - overdose familiar ( toda a família tem um pouco de Adams )
negociar com chefe a saída do feriadão
reverter o chefe
praia... com a Família Adams em peso! Um é pouco, dois é bom, trezentos é demais!!!
ufa...


Dica: dê livro as pessoas neste Natal. Caso ache caro, curta um sebo que faz bem pra alma e pro bolso.

Porto Alegre tem um que eu adoro, o Beco dos Livros na Rua dos Andradas próximo a Casa de Cultura Mario Quintana.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

A vida não se faz num click



Procurei no dicionário, procurei nas gavetas mentais, fiz enquete, procurei no arquivo morto da minha alma, naqueles espaços que deixamos frestas, lacunas que sobraram e não achei a diferença entre nostalgia e saudade. Somente encontrei entre o mofo e o cheiro do passado, aquele cheiro que nos remete imediatamente a algo ou alguém que nos mexeu em determinado momento, o gosto de fel misturado a má digestão com pitadas de desejo. Desejo de voltar atrás e recomeçar.

Desde que me lembro de ser alguém, coisa essa que me dei conta de verdade ali pelos idos dos 4 anos, que sinto isto, na hora do aperto não amarelo, mas fica martelando na cabeça o pensamento ( covarde ou ilusório) de voltar atrás e recomeçar.
Me lembro até hoje de embates que travei entre eu no mais íntimo sentido da palavra e o mundo, peleias travei, mas sempre com a vontade ali a me espremer o coração rezando pro passado voltar e tentar tudo de novo, como se num passe de mágico num estalar de dedos eu pudesse rebobinar a fita da minha vida e um novo começo com traços mais retos em linhas marcantes desenhar um futuro diferente. Mas não deu, não dá e já era. O momento de virar a chave e fazer diferente o caminho não aconteceu e agora é trabalhar com o que tenho e assim seguir a caminhada mesmo que no meio do vasto campo não consiga andar.

"Só sei que nada sei" - Sócrates

domingo, 23 de novembro de 2008

Tudo que se vende barato, se compra barato.

Ouvi esta frase a vida inteira do meu pai. A leitura dele era que se não nos valorizamos, quem nos dará o real valor? Por mais clichê que seja, é uma verdade básica.
Falando nisso, muito bom o artigo que saiu na Zero Hora, deste domingo. Um tema para debate, muito bem escrito pelo Sebastian ( garoto propaganda da C&A) sobre o vitimismo que nos impomos, pois o preconceito e o complexo de inferioridade, em alguns casos vem de dentro para fora.

Quantas vezes nos colocamos em situações de vítima porque realmente nos sentimos coitadinhos, dignos da pena alheia. Devorado pelo nosso próprio preconceito, engolido em pequenas doses de fatos corriqueiros que cristalizam a nossa idéia de que somos inferiores que cega a nossa visão real, nua e crua. Diz um ditado popular que "quem se faz de vítima, vira vítima".

Claro que estou fazendo uma analogia aqui, meramente superficial. Sabemos que no Brasil o racismo ainda persiste sim, nas mentes pequenas, raízes do racismo irracional ainda existente e profundo. Me admiro cada vez que constato isto porque somos um povo feito de vários matizes, de várias culturas e nações, um país tropical onde se mistura amarelos, brancos e pardos. Mas quando este racismo se configura em atitudes perto de mim, me lembro de uma pessoa que convivi profissionalmente e não conseguia admitir suas raízes, por mais características que ela tivesse. Sempre dizia que era indígena enquanto que seus traços revelavam a sua real descendência. Uma mulata bonita tipicamente brasileira. E pior, ela era psicóloga, formada e pós graduada. Como ela afirmava e reafirmava isto muitas vezes, se tornou vítima da piada alheia ( de mau gosto) entre muitas pessoas. Que patético ...

Segue na íntegra o artigo:

23 de novembro de 2008
TEMA PARA DEBATE
A consciência do valor dos negros no Brasil – Alforria à inferioridade, por Sebastião Fonseca (Sebastian)*

É verdade que o Brasil cometeu alguns erros históricos acerca da sua relação com o povo negro. É certo que o nosso país demorou em assinar a carta de alforria, muito embora só o tenha feito por pressões externas e por motivos mercantilistas. É, no mínimo, angustiante recordar o quanto os negros sofreram ao longo do tempo escravagista. E ainda sofrem, mesmo forros e belos, vistas as manifestações de racismo e discriminação pelo mundo afora.Todavia, não costumo comemorar o 20 de novembro como uma celebração. Prefiro lembrar da saga e a luta de Zumbi dos Palmares pela quebra das correntes. Também não defendo a idéia de que se destine, em algumas partes do Brasil, um feriado pela consciência negra. Na minha avaliação, tudo isso também pode ser discriminatório. Penso, sim, que devemos aprender com as lições do passado, sem festejos, nem fogos de artifício. Afinal, será também o Dia do Índio feriado? Por acaso este povo, que já habitava as nossas terras muito antes dos brancos, também não sofreu aberrações, estupros, contaminações e uma série de desmandos?Na verdade, já pude notar diversas manifestações de preconceitos raciais, seja de brancos a negros, negros a brancos, amarelos a brancos, brancos a vermelhos, e todo um azar de um arco-íris ilusório e malévolo. Estas práticas inconscientes não são propriedade de nenhuma raça específica, e sim de uma alma em conflito consigo mesma. A alma que deixa de ser alma para ser meramente um corpo.Será que o leitor pode imaginar o quanto um artista negro e bailarino como eu pode sofrer discriminações? No entanto, a minha postura diante da vida não admitiu que eu sofresse esses manifestos. Simplesmente não me permiti receber desafetos racistas, mesmo sabendo que muitas pessoas tentariam me oferecer. Afinal, você recebe aquilo que você se dá. Eu me dou muito bem comigo mesmo e recebo em troca e gratuitamente a simpatia das pessoas e o reconhecimento pelo meu trabalho.Quantos irmãos da mesma pele têm a síndrome do vitimismo? Muitos são olhados com admiração e respeito, entretanto a memória celular da nossa raça, às vezes, cisma que esses olhares são de desprezo e nojo. “Por que aquela pessoa está me olhando?”, dizem. E eu sempre respondo que é bem melhor serem vistos do que ignorados.Orgulho-me de ser um cidadão do mundo. E de ter nascido preto. Seria assim se eu tivesse nascido palestino, normando, japonês, anglo-saxão, tuaregue ou aborígine. A Deus agradeço por ter nascido brasileiro de Minas Gerais, mas o faria se fosse argentino da Recoleta ou espanhol de Barcelona. Minha filosofia é sentir-se confortável dentro do corpo que escolhemos para nascer.No dia da consciência negra (e que pode ter outra conotação de negro visto como sombrio) e que deveria se chamar dia da consciência do valor dos negros para o Brasil, procurei conclamar meus irmãos – nunca nos chame de “pessoas de cor”, quem tem cor é aura – a que busquem a felicidade suprema de dentro para fora. E que, verdadeiramente, conhecessem a beleza de ser um ser íntegro, e sem pele. E que, finalmente, se libertassem da escravidão interior da mentira da inferioridade.
*Artista, bailarino e garoto-propaganda

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Somos um mar de indefinições

Saiu na revista Social Indicators Research, um estudo de sociólogos da Universidade de Maryland, com base em três décadas de pesquisa, onde concluíram que os menos felizes assistem mais tv, enquanto que os que se consideram mais felizes lêem mais e têm vida social mais ativa.
Minhas conclusões com os meus botões:
1.e aqueles que gostam de tv, de ler e de sair?
2.é por isto que dizem que os mais deprimidos comem, assistem tv, comem de novo e voltam pra tv usando o sofá, a sala e a amiga tv como escudo para driblar o medo do mundo ( pulsante) lá fora ?
3.ops, alguém aí sabe o que realmente é a tal felicidade? Eureka, eles descobriram!!! Piada, né? Abafa o caso.
4.algum sociólogo já ouviu falar que ser humano é difícil de engessar e classificar, uma vez que não somos salsichas na esteira da fábrica e mudamos constantemente ( tks god!)? Somos uma coisa até virar outra coisa.
Santo Prozac, me dá um lexotan pra aguentar a caminhada com serenidade...
Tirinha: O Obama declarou que suas músicas preferidas são: Gimme Shelter dos Rolling Stones e City of Blinding Lights do U2. Agora dobrei o gosto por este moço, viu?

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Deu preguiça ...



... ou foi a loucura do dia a dia? NÃOOOOOOOOOO. Eu A-DO-RO vir aqui!

Enfim, andei faltando por estas bandas por puro cansaço que andei nos últimos dias, desgaste com a equipe de trabalho, correria nos estudos e stress direto. Mas como nada dura pra sempre, cantei pra subir e tô por aqui.

Poderia ser por preguiça, ou falta de assunto, mas não. Assunto é que não falta ( como geminiana que sou!), estão pulando aqui dentro de mim, igual pipoca, loucas pra saltar.

Tô de volta cheia de saudades.

Não, não fui embora pra Bora Bora, como mostra a foto aí em cima.

Quem sabe um dia desses, me presenteio com um período sabático e me mando pra lá de vez?

Ai "dilíciaaaaaaaaaa"...

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

O Assalto

( foto tirada do Google)

Semana passada, por vários dias fui assaltada pelo passado.
A entender: selecionei, recrutei e ministrei treinamento para pessoas que não gosto, mas por questões profissionais e estratégicas fui imparcial e passei por cima dos meus sentimentos bélicos.
Forçada a reviver aquilo que não é vivido para recordar.
Uma adaga, bem ali no meio do meu peito, a me cutucar. Fio afiado causando agitação, incômodo. Lembranças que não guardo entre bilhetes e fotos, muito menos no coração.
Lembranças que me assaltam.
Passado com cheiro de mofo, azedume, acidez.
Passado que merece lugar de destaque, no lixo. Pessoas idem.
Uma relação de custos bem mais altos que benefícios. Fatura alta.
Enfim, a semana foi passando e eu driblando a situação em nome da ética profissional.
No final bati palmas para mim por conseguir transmitir, superficialmente, uma imagem de “não tô nem aí”. Precisava me testar e talvez ali surgiu a chance. Ou está surgindo, uma vez que terei que conviver com determinadas pessoas que me lembram constantemente do que não quero lembrar.
Enfim, a roda gira e, de novo, me põe no caminho algumas provações.
Um assalto te paralisa ou te faz correr, no meu caso gostaria de disparar, mas como diz lá no interior “ já que tá, que vá”.
Que venha o touro... em forma de bifes e me coloque no olho do furacão!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Dois momentos - Uma virada

( 1968) I HAVE A DREAM - Martin Luther King, Jr

Discurso de 1963


( 40 anos depois) YES, WE CAN - Barack Obama

Campanha 2008

domingo, 2 de novembro de 2008

Nossa Senhora da Bicicletinha, me dê equilíbrio!

Eu juro que faço esforço, conto até dez, mordo a língua pra evoluir a minha espiritualidade, entôo um mantra, abstraio, sublimo, mas dá vontade de aconselhar:
- Compra um peixinho dourado, fica olhando pra ele pra ver se ele peida, tá?
Quem sabe assim pára de alugar esta pessoa que vos escreve e me erra de vez.
Porque não tem coisa mais chata do que agüentar uma pessoa bipolar e desconfio que ando, ultimamente, convivendo com um ser desta espécie. E pior ela não sabe que faz parte desta tribo! Santa alienação e falta de reconhecimento das suas limitações.
E pior ainda é que essa pessoa não escolhi para conviver, ela me foi imposta pelos desvios naturais que a vida adulta e profissional me presenteou.
Só que isto vai parar por aqui. Não vou permitir que uma pessoa incoerente me afete.
Como já disse Nietzsche: “ me nego a desperdiçar a minha inteligência” com perfumarias baratas e fedidas.
Sendo assim, passado o momento de desabafo a la desci-do-salto-não-me agüentei, neste espaço que adoro e curto com muita leveza. Sigo cantando pelo dia afora e vou me arrumar pra sair e curtir aqueles que realmente me são caros: amigos.
Valeu o momento! Agora estou de alma lavada. Agora é ponto final (.)
Amanhã volto com notícias mais pitorescas.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Previsão do tempo


O segundo turno desta relação que outrora foi marcada por temporais, ventanias e chuvas de granizo, deve iniciar com sol e calor abafado. As instabilidades, no decorrer, marcam tempo fechado com pancadas de chuvas mais intensas, dentro de você inclusive, provocando assim mais para o final da tarde enchentes de choro. Já no entardecer e durante a noite, com a instabilidade se afastando, a chuva diminui e dá espaço ao clima quente novamente.
No dia seguinte, o sol reaparece, ainda entre algumas nebulosidades, mas sem a chuva do dia passado.
No aguardo dos nossos meteorologistas e de São Pedro (rezar sempre ajuda!) para as próximas previsões... do tempo.

* Tem dias que relacionamento parece clima tempo!

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Clarice Lispector + Português = ARTE

Não te amo mais.
Estarei mentindo se disser que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza de que
Nada foi em vão.
Sei dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer nunca que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade:
É tarde demais...

* Agora leia de baixo para cima e perceba a sacada genial

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Arma poderosa: ciúmes

O que aconteceu com a menina Eloá, deixa exposto um sentimento que é destrutivo para ambos os lados. O abusado e o abusador sentimental.
Claro que existe dois tipos: ciúme normal e o patológico.
No patológico a pessoa se torna um objeto ( grifo meu)
A linha da fantasia e da realidade não existe para o doente patológico de ciúmes. O ciumento patológico tem uma necessidade enlouquecida por evidências das suas suspeitas, sendo assim começa aí uma corrida desenfreada para validar a sua loucura.

Conheço uma senhora que teve um casamento ótimo, um marido maravilhoso e detalhe: lindo, mesmo com o passar da idade era aquele tipo de homem carismático que parece que tem mel, onde as mulheres orbitam ao seu redor. Pois é, parecia um casal muito feliz e foram mesmo. Até que ele faleceu e todo mundo pensou que agora a vida dela estava acabada, que ela não se recuperaria. Pois, passado uns dois meses encontrei com esta senhora na casa de uma amiga em comum. Ela muito contente, com uma aura de paz no semblante e faceira da sua vida. Conversando com ela, falei que era bom vê-la assim seguindo adiante com força e fé. Foi então que ela se virou pra mim e disse o seguinte, cheia de sorrisos:
- Minha filha, agora estou em paz e posso aproveitar a vida sem me preocupar com aquele ciúme doentio pelo Fulano que me tirava até o sono. Eu o amava, ele me fazia feliz, mas me trazia um sofrimento danado, viu? Eu era infeliz, sempre na sombra do ciúmes. Agora tô num sossego só!

É assim, o objeto do sofrimento tem que ser “eliminado” para a pessoa doente se sentir em paz quando se vive a sombra deste descarrilhado trem em movimento chamado ciúmes.
Sentimento ruim que se apossa ou faz parte da pessoa e cega todo pensamento lógico e racional

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

A minha liberdade exige ser livre


Mãe + filha + magazine + mulher descompensada.
Pega tudo isto e bate no liquidificador.
Olha a mistura que dá:
Outro dia, eu tomando café num shopping, minha mãe num grande magazine. Terminado o café fui buscar a minha mãe, ela já na fila, dos idosos pois tem 70 anos, estava no seu direito ( que ela não leia o blog hoje!). Enquanto ela pagava a conta eu olhava as bolsas. Eis que surge do nada uma mulher com o diabo no corpo ( e este corpo definitivamente não veste Prada!) e quase me pendura no cabide das bolsas, com dedo em riste me xingando de tudo e um pouco mais ($%¨&*) porque achava um absurdo enquanto eu “saracoteava” pela loja deixar a minha” pobre mãe velhinha” ( definitivamente que ela não leia isto!) ficar em pé na fila pra pagar as mercadorias que ela dizia que eram minhas ( dedução nº 1). Detalhe: a minha mãe, fora a idade, é uma mulher que pode ser chamada de tudo, menos de velhinha. Pois é o que ela não é, mesmo!!!
Compõe a cena: eu quieta, pós tomar aquele cappuccino, feliz e faceira esperando a minha mãe pagar suas compras e aparece do nada esta criatura ensandecida, cuspindo fogo pelas ventas.
Agora eu te pergunto, num tempo em que mais gruda como chiclé nos ouvidos a música ado, ado, ado, cada um no seu quadrado, quando cada vez mais entendemos e exercitamos a liberdade de ir e vir e principalmente de ser. Falamos demais em privacidade, invasão de espaço, liberdade de expressão, ser o que se quer ser, mas as pessoas não entendem a extensão do que implica certas atitudes, a amplitude da coisa. Exageros em palavras e economia em atitudes.
Isto é normal?
Será que é muito difícil cada um se limitar ao seu espaço?
Que invasão é esta?
Será que impera a loucura no meio de tanto discurso sobre espaço, liberdade e privacidade?
Gente, tô bege... até agora!

domingo, 12 de outubro de 2008

Algodão doce, sonhos e parque de diversão


Pra criança que ainda vive dentro de mim, um abraço apertado e um beijo bem estalado. Espero que ela me acompanhe durante toda a minha vida, porque é nela que me configuro quando o jeito é rir porque chorar só vai desperdiçar energia e não adiantará nada.
É de mãos dadas com ela que me transporto para aqueles anos deliciosos de muitas maluquices com a minha turminha do colégio e da minha rua, onde o tempo era somente uma palavra solta, com importância zero e brincar era a nossa única preocupação. Porque lembranças embaladas em doçuras e travessuras, antes de mais nada é injeção de ânimo direto na veia. Recordar, ainda, é viver!
É com a menina sapeca, com asas nos pés e sedenta de conhecimento, de imaginação fértil e inquieta que percorro alguns caminhos por vezes de pedras, por vezes de montanhas. E é por ela ainda existir dentro de mim que conservo as irreverências, o jeito meio maluquete de ser e a certeza de que pra seguir adiante é preciso um bom saco de risadas ( lembram?), de algumas travessuras, muitas brincadeiras e gargalhadas. Me veio a mente aquelas s risadas que começam do nada só de olhar para a outra criança e duram um tempão. Me pego, lembrando cenas em que dava gaitadas direto com o meu irmão e a minha prima Daniela. A gente nem sabia porque começava a rir, parecíamos duas (ou três) hienas malditas.
Já que esta passagem na dita vida é somente um passeio terrestre, que seja um passeio de domingo com direito a algodão doce, maçã caramelada e parque de diversões.
Vasculhem suas gavetas emocionais e vão perceber que aquela criança não foi embora, ainda mora dentro de vocês. É só procurar com carinho e cuidado.
Desejo de coração a todos, que me presenteiam com sua presença por aqui, que jamais esqueçam a criança que foram, pois ela atravessou o tempo, faz parte do que vocês são hoje e é dela que nascem os sonhos. Aquilo que nos faz seguir adiante. Que não deixa a nossa alma morrer de inanição.
Um dia da criança MUITO FELIZ para todos!

Aproveitando o gancho vou responder ao meme da phopha amiga Claudinha http://pelefelina.blogspot.com
Chega mais.
Hora do recreio: brincar de elástico com as meninas da minha turma, correr com os garotos e trocar papel de carta.
Brincando de cozinha: quando aprendi a fazer bolo de chocolate, todos os sábados “presenteava” a minha família bancando a quituteira da casa. Depois de alguns meses ninguém queria mais ouvir falar em bolo, pudera comê-los!
Repasso, recheado de chocolate e negrinho, para as meninas do:

Boa semana para todos!

sábado, 11 de outubro de 2008

Espelho, espelho meu... ?


De vez em quando faz um bem danado pra pele e pra alma fazermos esta perguntinha incômoda ao nosso espelho interno. O efeito é milagroso. Em alguns casos, é praticamente um ácido daqueles que o dermato nos recomenda após alguns anos de vida, sabe? Apesar da lei da gravidade, requer paciência e disciplina no uso constante do produto.

Somos aquilo que ninguém vê ou somos justamente aquilo que os outros enxergam e demoramos a perceber? É problema de auto estima em baixa ou em alta?

Muitas vezes quando queremos esconder alguns lados esquecemos que a essência grita mais alto e é humanamente impossível esconder ou enganar por muito tempo. As "rugas" vão aparecer!

Ao primeiro tropeção, a gente desce do salto e roda a baiana como qualquer mortal. E aí aquela pose toda cai por terra. O machucado pode ser roxo tamanho a queda!
Fugir de si mesmo é uma tarefa ingrata porque a cada quebrada da vida a tua essência está por ali, a espreita, muitas vezes com um sorriso sardônico ( ou irônico, como queira fazer a leitura) a te saudar.

Vou fazer um paralelo: meu lhasa apso , querido Rashi, quando ganha de presente um osso fica tão enlouquecido que esconde tão bem escondido que nem ele acha depois e aí a tarefa é minha e da Vic de procurar o tal osso e ele no nosso pé, chorando feito bebê, no auge do seus 11 anos.
Assim são as pessoas e as criaturas, muitas vezes escondem tão bem seus lados mais recônditos que nem elas se acham no meio do disfarce. Se perder também requer cuidados, podemos no meio do caminho, sofrer algusn tropeços. Bater a cabeça, machucar o joelho e etc....

Outro dia numa seleção de pessoas, na empresa, observei que todos os entrevistados , quando se apresentavam, diziam assim:
- Eu sou boa mãe
- Eu sou ótima esposa
- Sou uma pessoa muito boa
- Sou ótimo filho ...
e por aí foi a reza braba de auto elogios. Fiquei bege!
Cruzes, será que as pessoas são assim mesmo ou elas se enxergam desta forma?

Quem eu sou? Esta talvez seja a pergunta mais difícil de sua vida. Muitas vezes partimos do outro para achar a resposta, nos comparando, criticando, julgando e repelindo quando a (maldita?) resposta está ali bem ao alcance de você, basta mexer nas suas gavetinhas mentais e emocionais.
Tem gente que não quer mexer, pode feder. Neste caso optam por serem tábulas rasas.
Na procura de mim posso achar outros eus bem interessantes e descobrir , no meio da busca, lados fantásticos que me fizeram chegar até aqui e que antes nem de perto desconfiava ser parte do meu eu completo e complexo. O inesperado seduz e desdobra facetas que nos conduz muitas vezes a uma liberdade ainda não saboreada..
O caminho pode ser tortuoso, mas a chegada pode ser compensadora.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Desapego não é esquecimento


Nosso amor de ontem, ficou no ontem e como tal nos permite seguir adiante sem dor, sem sofrimento, mas com a certeza de que vivemos de hojes e como tal foi boa a nossa relação enquanto preencheu as nossas vidas, enquanto cumprimos a nossa parte no trato velado de sermos fiéis a quem somos e sermos leais enquanto a palavra nós existia entre a gente, carinhosamente e sólida. Ponto.
Foi isto que vivemos e que nos permitiu chegar a outras relações prontos a nos entregar sem traumas e medos. Sem vícios de relações vividas anteriormente. Sem lados B doentios.
Não precisamos superar o passado. Como se desvencilhar daquilo que faz parte da nossa história? Daquilo que nos faz um pedacinho do que somos hoje em bagagens no nosso mapa mental de como levamos a vida e enxergamos o mundo.
Mas nós somos mais do que o passado. Somos aquela estrada que pavimentamos no decorrer do caminho e que em alguns pontos nos colocou em encruzilhadas e noutras nos deixou frente a frente com um horizonte infinito. Escolhas. Mas somos, na verdade o aqui e o agora.
Por isto se desapegar do que ficou não é esquecer. É simplesmente entender que o passado não temos controle, não somos mais responsáveis pelo que já era. Sendo assim, acabou. Foi. Sigamos em frente.
Já disse alguém que o passado é uma prisão que nós temos a chave da cela, basta abrí-la quando quiser. Faça uso da sua chave e descubra que tudo que fomos ontem não podemos modificar, mas podemos com as ferramentas certas escrever uma história diferente agora, no presente.
A vida é sua e ela está no agora! O futuro ainda é uma caixinha de surpresa ( ou de Pandora?)
Portanto, viver o nosso tempo juntos foi lindo, foi um prazer e me orgulha sim te olhar nos olhos e ver o que restou do que vivemos num passado bonito de nós dois, aquilo que ajudou de certa forma a construir o que somos hoje. O resultado do que sou hoje está diretamente ligado a uma parte das pessoas que passaram ou ainda fazem parte do meu roteiro de vida e assim é com aqueles que chegaram até mim. Nesta multidão toda estamos nós, em alguns momentos, juntos. Mas é um passado, impossível voltar atrás e sendo assim, deve permanecer naquela época.
E é importante entender que a hora é de seguir adiante. Liberte-se!

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Casamento a três

Casamento com três personas, muitas vezes, non grata : ela, ele e o tédio pesado dos dias sufocados de ranço tipo manteiga num dia de calor, fora da geladeira.

Você gosta do carinha, ele é fofo, inteligente, cheio de humor ácido e gostoso, começa a namorar e logo já quer acordar todos os dias ao lado dele, dormir de conchinha.
Junta daqui, junta de lá, stress da sacola e mochila de final de semana, casa de um, casa de outro. Depois de um tempo, coração e tesão a mil, resolvem casar oficialmente ( isto ainda existe!) de véu, grinalda, e vestido bombom. Porque desculpe meninas a porta do altar, mas o que tem de noiva brega solta envolvida em vestido repolhudo tipo: quero estender meu debut dos quinze anos... Jesus me chicoteia 10 vezes!

Depois de mais tempo, o casal muda as tais “expectativas”. Ele, aos poucos, se revela um mala-sem-alça que só curte ver tv quando chega estressado em casa, ela só reclama da jornada dupla e de que ele não ajuda nas lidas domésticas. Resolvem sair pra quebrar a rotina. Advinhem qual é o programinha? Jantar, é claro! No restaurante, de longe, mera expectadora, observo. Casal esperando o jantar, silêncios que falam, clima pesado, olhares dispersos e ponto. Assunto em comum zero, humor e risadas de alguma particularidade, mais zero.Casal mofado, né?

Visão cínica a parte, quero dizer que EU acredito em relações saudáveis e duradouras,ok.

Mas , chega mais. Vem cá, tudo tem que mudar quando a gente muda?
Vocês acham que ainda existem pessoas que se intitulam casais, que ainda se permitem viver assim?
************
Pessoal, espia aqui o meme que a ‘ miga Carrie” do bacanérrimo http://ocomplexodecarrie.blogspot.com/ me enviou:

*Quatro trabalhos que tive em minha vida:
Instrutora de treinamento
analista de RH
supervisora de telemarketing
coordenadora de telemarketing
* Quatro lugares em que vivi:
Porto Alegre
São Paulo
Curitiba
* Quatro Programas de tv que assistia quando criança:
Sítio do Pica Pau Amarelo e Estúpido Cúpido, e de vez em quando, porque não era ligada em tv. Curtia mais era brincar na minha rua que era a extensão do meu pátio. Infância saudável, viu? hehehe
* Quatro programas de tv que assisto:
Sex in The City (mania de ver reprise)
Saia Justa ( AMO)
Brothers &Sisters ( pra chorar muiito)
Jamie Oliver e Nigela Lawson
* Quatro lugares em que estive e voltaria:
Praia do Rosa-SC ( sempre)
Positano ( maravilhoso)
São Roque - SP ( pelos lembranças doces)
Firenze ( por tudo)
* Quatro formas diferente que me chamam:
Carol
Carô B.
Caro
* Quatro pessoas q te mandam correios quase todos os dias:
Dani, Régis,Cris e Fabi.
* Quatro comidas favoritas:
pão de queijo, camarão ( amo), sushi&sashimi, massa
* Quatro lugares em que gostaria de estar agora:
NY
Noruega
Bruges
Londres
* Quatro coisas que espero que esse ano eu possa:
Aumentar o meu salário
Continuar curtindo meus amigos e principalmente a minha família
Entrar numa calça tam.40( iupiii)
Fechar o ano com chave de ouro em satisfação comigo mesma!
* Quatro amigos para responder:
Vou extrapolar, o Oscar vai para...

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

No labirinto


Nossa vida amorosa, em alguns momentos, lembra um labirinto, daqueles de vidro, sabe?
As pessoas correm de um lado para o outro, quando se deparam com alguém do outro lado do vidro frente a frente, empacam, engessam e o pensamento bloqueia a ação e vem a inércia ou por impulso avançam se chocando contra o vidro, um obstáculo a transpor. Nestas horas muitos desistem, viram as costas enveredando por outros caminhos. Caminhos menos tortuosos. Será?
Entre uma caminhada e outra quando bate a dúvida de qual será a melhor saída, quando é necessário pensar em qual melhor caminho a seguir dobram a primeira esquina achando que é a resposta mais rápida para suas lógicas e conceitos pré definidos da melhor chegada ao fim do labirinto. Aquietam, ou se iludem de que assim acontece com o seu coração perturbado.
Há aqueles que martelam horas de pensamento a procura da melhor resposta de como sair do emaranhado de opções e acabam por esperar de mais e nada fazer e existe aqueles que na ânsia louca, na busca incessante do melhor caminho para chegar ao final libertador do labirinto se jogam em qualquer quebrada de esquina para encontrar vidros e estilhaços ou talvez um jardim suspenso na última estrada a caminho da saída. O que nos espera ao final da labirinto talvez recompense a caminhada. Ou não. Entre sinais e caminhos vejo aqueles que não querem realmente alcançar o tão esperado término da corrida, decerto que a estrada não está tão pavimentada.
Também tem aqueles que alcançam, com sucesso e fé, a porta de saída e são alimentados de infinita plenitude compensados pela batalha.
Vejo, na maioria dos caminhos pessoas perdidas, zonzas, tomadas de conceitos do que quer, mas sem projeto, planejamento e principalmente fé em levar adiante seus planos, tontas sem saber qual caminho a seguir, sem enxergar, na correria, aquele que passa também no corredor a procura da saída. Esbarram nos outros e não vêem o sujeito sem notar que juntos conseguem pensar mais, criar mais e talvez encontrar o final. Alguns sem saber pra onde ir e nem de onde vieram.
É somando que dividimos melhor, já disse alguém.
Todos a procura da saída, todos com um único objetivo: o amor. Artigo luxuoso que sonhamos desde que nascemos,mas que muitas vezes não conseguimos definir, objeto cobiçado, ambição de que assim sejamos completos e mais realizados, por que podemos ser o mais bem sucedido profissionalmente, mas se o coração não vai bem, o resto não vai bem.
Vejo cada vez mais pessoas reclamando da solidão, do individualismo, do viver só, mas quando ficam frente a frente com o produto tão desejado recuam, reclamam e colocam objeções para não vingar, não ir adiante. Aquelas mesmas pessoas que vivem a reclamar da sua solidão e da vontade de amar e ser amado.
Será que realmente querem o amor, será que dá mais prazer viver a procura, pelo simples desafio da aventura, do que realmente achar aquilo que dizem desejar.
Querem mesmo achar a saída ?
O que realmente existe corações covardes ou amores impossíveis?

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Metragens Curtas ( 2 )


Depois de um findi de muito frio, peguei a receitinha da vovó e fui pra perto do fogão para espantar a minha fiel e não escudeira amiga, a gripe.
Aqui no RS, temos várias receitas pra espantar a “migucha”, mas certo ou errado, pra mim funciona a seguinte: escalda um leite bem fervido na beira do fogão ( neste caso o microamigoondas está descartado) com uma gemada bem batida e sai correndo e se joga nos edredons da vida. É tiro e queda, no outro dia acorda lépido e fagueiro.

Nesta noite de invernada ( sintam o clima de gauchada nas palavras em ritmo de fandango, piquete e semana Farroupilha, tchê!) acrescentei algumas gotas reflexivas no momento íntimo entre eu e a migucha-gripe. Fiquei pensando, entre uma batida e outra na colher da gemada: se o resultado é o mesmo o que vale mais? A persistência ( devagar e sempre) nos atos ou a rapidez das ações para chegar a um resultado desejado?

------------------

Trocando de saco pra mala. Já abordei, no post Matemática Simples em junho, mas vale a reflexão de novo, de forma inversa.
Ninguém me avisou que o mundo mudou. Pára que eu quero descer.
Temos mais línguas pra falar e menos ouvidos pra ouvir atualmente?
Na pressa de se fazer ouvido atropelamos os sinais que o outro nos envia. Não prestamos atenção no que ele fala, nas mensagens codificadas através de gestos, olhares e atitudes ou até mesmo nas suas falas.
Isto é velocidade ou seria egocentrismo?

Metragens curtas ( 1 )


- Desculpem os intelectuais de carteirinha, os cinéfilos de plantão, sem generalizar, mas já puxando o fio do geral, nada contra filme brasileiro, GOSTO COM ORGULHO dos nossos atores e diretores, poderia citar aqui vários que me dão prazer de assitir e de refletir, muitas vezes, pós sessão. Mas a nova onda pegou geral, saímos dos filmes com cardápio recheado de nudez e palavrão no país das bundas e fomos cravejados de balas no cinema com favela, armas, violência e drogas.
Espera, sei que esta é a nossa realidade, este é o recado, é preciso retratar blábláblá. Mas não dá pra pensar em variar?

Era uma vez vem aí... ator ótimo ( Thiago Martins), romance no ar, público e críticos ácidos prontos pra bater o martelo já que é o 2º filme pós 1º ter sido sucesso do autor de 2 Filhos de Francisco que aliás, não vi, por puro preconceito porque não suporto a duplinha sertaneja. Nuvem de expectativa a parte, tem cara de ser bom o filme, mas mais uma vez o retrato do Brasil violento, favelas, crimes e disparidade social.
Vocês não se sentem metralhados, com bazuca, com este excesso ?

sábado, 13 de setembro de 2008

Tão longe, tão perto.


Se nos anos 80 te contassem que as relações iriam mudar, você acreditaria? Sim, o mundo já estava em plena revolução de marte, de saturno, era de aquário e etecetera

E se te falassem que as relações seriam mais virtuais que reais e que dentro duma caixa cheia de memória saísse relações com mais vínculos do que muitas de carne e osso, você acreditaria?

Pois é, em pleno anos 2000 estamos aqui, eu e você, nos comunicando, nos conhecendo e mandando energias positivas e torcendo pela alegria do outro sem nem termos nos visto uma única vez. Derrubando fronteiras e encurtando distâncias.

Pode um trem desses minha gente?

É a vida buscando novas formas de convivência afetiva que talvez tenha surgido quando algumas fórmulas antigas já não fazem mais efeito.

São as pessoas se aperfeiçoando e buscando recursos neste mundo por vezes gozo e por vezes choro.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Encontro (des) marcado


Cena 1 – sexta feira encontro com amigos num boteco pra lá de bom. Cerveja gelada, acepipes e um bom samba de raiz. Programinha legal. Entre um som e uma multidão, você esbarra em alguém que não vê há séculos. A satisfação toma conta de ti, bate um papinho, trocam os celulares e marcam de se encontrar. Com certeza pra botar a conversa em dia, recuperar o tempo perdido.

Cena 2 – na cena final do filme Separados Pelo Casamento o casal se encontra depois de um certo tempo e entre a cautela, a hesitação e a alegria de se ver, combinam um bate papo num lugar qualquer para contar as novidades das suas vidas já não mais compartilhadas. Gosto deste filme porque ele mostra, pra mim, que a velha máxima ainda está em alta, aquilo que nos atrai no início é o que nos faz separar algum tempo depois, ou seja, sem afinidades nada vinga.Os opostos se atraem somente por um tempo. Mas voltando ao encontro marcado, vai rolar? Provavelmente não!

Porque será que temos este hábito de na falta do que falar ou por puro costume, na despedida, falamos esta frase carregada de esperança no ar ( para um dos lados ou nenhum quando a fazeção é geral). Sabendo de véspera que não vamos procurar a tal pessoa que hoje já não habita nosso mundinho. Porque?

Espera aí, claro que estou generalizando porque eu mesma já fiz o papel de várias maneiras: já combinei e liguei e deu super certo, já combinei e não tinha mais nada a ver, já falei e já ouvi que ligaria e não liguei ( não ligou) e sabia que jamais ligaria, já disse por dizer. Sem compromisso.

E você, já passou por isto? O encontro marcado foi, literalmente, palavras jogadas no ar?

terça-feira, 2 de setembro de 2008

As estações e as ilusões

Tem duas coisas que são destrutivas quando começamos uma relação. Acreditar que:
- Ele vai mudar
- Ele vai ser sempre a mesma pessoa que era no início.
Pura ilusão. As pessoas mudam numa velocidade de 3º geração GSM com gprs, wi fi e tudo que a modernidade permite. Então nada mais normal que os relacionamentos tenham mudanças no decorrer das suas estações. Muitas vezes se faz inverno na vida do casal e em outras estamos em pleno verão entre uma entressafra e outra da primavera e outono (que o diga Vivaldi!)
E ninguém vai mudar por você e você não será o agente da mudança de ninguém. Aliás, solicitar isto para o outro é pura sacanagem e a conta pode ser alta no final.
Ninguém é capaz de mudar por alguém, somente nos transformamos por nós mesmos. Isto é um processo interno, sem ação externa.
Podemos ajudar nesta transformação, mas é pessoal e intransferível.
Por isto a minha dica é: cuide-se muito bem, primeiro. Tente se aceitar e o outro também. Agora se ele não quer mudar, se não se esforça para mudar e você não aceita ele como é, o negócio é consultar a meteorologia e fazer uma escolha: esperar uma nova estação ou partir pra novos lugares como os pássaros, a procura de novos climas. É um processo migratório para novos ares. Ou seria novos olhares?
Se esquentar ou esfriar muito entre as estações, o jeito é cuidar de arranjar outro "cobertor de orelhas ou um novo guarda sol"
O bom e necessário é: a opção é sua se fica ou não nesse relacionamento.

domingo, 31 de agosto de 2008

Mangá da Turma da Mônica

Nunca fui muito chegada em gibis e tv na infância. Confesso que a minha hiperatividade infantil me jogava pra fora de casa, num tempo onde a brincadeira rolava mesmo era na rua. A minha rua era a extensão da minha casa, o meu pátio. E lá com a minha turmica fui bem feliz.
Mas entre uma brincadeira e outra rolava um gibi da Mônica, Maga Patológica e etc... E eu gostava mais era da Magali e sua melancia.

Agora está saindo do forno o Gibi da Turma da Mônica Jovem em versão mangá, com 128 páginas por R$ 5,90. Olha a Mônica aí em cima, será que ela fez plástica ou está fotoshopada? Aparelho com certeza ela usou! Dá uma olhada no mangá-gibi, ela e a Magali estão até estilo gostosinhas.

Será que vão fazer o da fase adulta e da 3ºidade também??

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Receita de Sucesso

Sabe quando você faz, durante anos aquele bolo especial, todos os sábados, bate do mesmo jeito, as medidas são as mesmas e ele cresce gostosinho?
De repente, um belo sábado você resolve fazer e não cresce.
Na outra vez que tenta fazer o tal bolo refaz passo por passo e ... o bolo desanda de novo!
Pois é, a relação com as pessoas às vezes é assim, aquela receita que ontem dava certo, hoje já não faz mais o bolo ficar bonito, grande e gostoso. Já não surte efeito fazer tudo do mesmo jeito.
É nessas horas que precisamos rever conceitos e mudar as estratégias. O difícil é descobrir aonde falhou a receita...

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Panos e vassouras

De tempos em tempo é bom tirar o pó, sacudir o tapete, arrumar as gavetas, colocar papéis fora. Nada como uma boa faxina. Uma boa piaçava tira uma sujeira que só vendo, menina!
Como já falei pra vocês, num post antigo, meus momentos sempre vem em ritmo musical. O de hoje é "Levanta. Sacode a poeira e dá a volta por cima..."de Noite Ilustrada -Volta por cima, com direito a requebrar as cadeiras ( corporais)
Então nada melhor do que uma faxina mental/sentimental para retirar de cima do nosso corpinho aquele pó grosso que teimamos em empurrar pra baixo do tapete. Aquele pó que dá rinite,sabe?
Seja bem vindo o dia de Maria, pra deixar a casa, o coração e a alma lavada!
Oba.
PS* E a segunda já se foi. hehehe

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

TPS ou TPM?


Como diria as meninas do http://garotasdesegunda.blogspot.com/ hoje é uma segunda de quinta categoria, sacou?
Acordei virada com tensão pré segunda, não tô me achando nas tarefas que me propus, tô mais perdida que cusco ( cachorro) em procissão de igreja e mais a fim mesmo é de voltar pra minha cama e dormir até amanhã...Tô aqui escrevendo e olhando de ladinho pra ela. E ela me olha com braços estendidos, mas fazer o quê? Não adianta, não vai rolar, tenho que dirigir este corpinho que vos fala para aquilo que se faz mais que a metade da vida e do tempo: tra-ba-lho.

Fuiiiii. Nem todos os dias fazem sol!

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

O inverso do avesso

Simpatia é antônimo de antipatia. Mas você acha que eles são antagônicos?
Imagina uma freeway com a simpatia de um lado e a antipatia do outro, seguindo, naquelas vias que jamais se cruzam.
Pois é amigo, às vezes penso que em algum momento estas duas criaturas vão se bater. E aí não tem ré nem adianta acelerar porque o confronto é inevitável. Elas têm muito mais em comum do que a gente imagina. São quase primas de 1º grau.
Você já esteve naquela situação de não conseguir gostar do fulano e sabe o porquê, mas não adianta, não vai rolar? Respirou, inspirou fundo, pensou no Dalai Lama, na Madre Tereza de Calcutá, no teu carma pra sua próxima vida, mas não rolou!
Então te convido a expiar os seus segredinhos, aqueles guardados no teu lado B em que as portas jamais escancara, só deixa entreabertas e de repente entre as fugas e as franquezas com seus botões de cetim e seda, vai entender que muitas pessoas que não gosta te instiga, te provoca, te desacomoda, te remete e repele por puro instinto de alguma espécie de defesa.Muito do que criticamos nos outros é o que tbém temos ou quem sabe, gostaríamos de ter.
Já parou pra pensar que algumas categorias de antipatia surgem de situações assim? É um duelo entre admiração e desprezo.
Vai entender o lado avesso dos sentimentos...



sábado, 16 de agosto de 2008

Reinvenção é a pedida

No post anterior fiz meu manifesto, indireto, de que o tempo não se conta através da idade, mas do que você fez com ele. Que está na hora de quebrar paradigmas, rever conceitos e com certeza abdicar de alguns ranços cristalizados num tempo que já era. Chega de tantos rótulos, dá um basta na caretice e encara aquilo que é fato concreto: RG ( registro geral) não tem a ver com um bom espírito e vontade de evoluir. O olhar aberto, a mente esclarecida, a juventude das atitudes e pensamentos tem mais a ver com a alma do que com a figura.
Não adianta usar luz pulsada, ácidos, botox, ser de plástico e viver de alface se a cabeça travou. Não é só o corpo que precisa ser malhado todas as semanas. A cabeça e o coração são iguais a geladeira, se não mexe, oxida!

Para sintetizar este assunto nada mais justo do que falar do aniversário de um dos ícones do meu tempo. Madonna. Hoje fazendo 50 anos!. A pessoa mais a ver com a palavra REINVENÇÃO, aquilo que todos deveriam procurar pra si.
Mas que fique claro reinventar-se é um movimento revolucionário de dentro pra fora.

As pessoas são uma coisa até virar outra. Thank God!


sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Confissões de uma pós adolescente

Puxei este texto engraçado de um espaço muito legal, de uma pessoa que leio e também imagino ser bem bacana. Como a liberdade de expressão é fato e criativa resolvi fazer de conta que é uma entrevista comigo e fiz algumas intervenções cirúrgicas. Chega mais:

Reflexões perto dos 40

Você já não é mais tão jovem quanto imagina quando:


- Arranja um programa para os sábados pela manhã porque acha que é perda de tempo dormir até tarde;
Eu - AMO dormir até meio dia no sábado, mas confesso que adoro um passeio pela Feira ecológica do Brique da Redenção onde faço de conta que sou natureba, entre uma verdurinha e vááários pastéis integrais para engrenar um doce enorme pós almoço das 17h.

- Vai fazer um lanche no final da tarde no shopping e prefere ir ao Mc Café do que ao Mc Donald’s;
Eu - Ainda mais com os novos cafés que encontro por lá, mas ainda não dispensei o bom e velho BigMac.

- Ao olhar a barriga no espelho, descobre que seu umbigo não sorri mais. Pelo contrário, ele parece bem tristinho e deprimido;
Eu – Reflexões tipo vestibular, prefiro não comentar. Qual é a próxima pergunta?!

- Já não aceita mais convites para sair após dez da noite. Sair dia de semana, então, nem pensar;
Eu - Não dispenso as saidinhas de terça, quarta e quinta e se for em boa companhia de Amigos & Cia aí que não largo o osso! Eu, hein?

- Nomes como Amy Winehouse, Colbie Caillat e Rihanna soam como grego aos seus ouvidos (ainda bem que Madonna continua na moda);
Eu - Se você tiver filhos, agregados ou qualquer coisinha linda por perto que seja adolescente, pode ter certeza que você vai conhecer este povo aí de cima. Ah vai! E vamos combinar Amy
‘ Trash’ Winehouse é tuuudo de bom!

- Aceita que nunca vai aprender a falar inglês e resolve partir para outros projetos aparentemente possíveis;
Eu – Que nada, filha! Sou sedenta de conhecimento e esta fonte não vai secar.

- Nem tenta mais correr pra pegar o ônibus, porque sabe que não vai chegar a tempo e ainda vai colocar os bofes pra fora;
Eu - È vero, os bofes todos pra fora, ainda mais de salto alto e bico fino, benhê. Mas ainda tô achando que é por causa do bando de cigarros que catinguei por mais de 10 anos...

- Programa várias sessões de cinema para o final de semana e não vai em nenhuma. Fica em casa vendo TV (no máximo, um DVD);
Eu - Ainda curto ( muito) uma telona apesar de adorar um dvdezinho.

- Não faz mais festa de aniversário com lista de convidados;
Eu - Claro que faço! E sorrio o tempo todo, formando ruguinhas de felicidade por conseguir encher a mesa de amigos que ainda vale a pena estar do meu lado nesta caminhada.

- Prefere uma jantinha com os amigos a sair para dançar;
Eu - É verdade adoro um programinha aconchego só, mas dança ainda é um movimento libertador pra mim, solto os demônios enjaulados. Portanto que venha as festas!!!

- Fica pensando a quantas anda sua saúde e resolve fazer um check-up;
Eu - Nem me fala, filha! Depois dos 30 cada vez vou mais no médico. Jesus, me chicoteia!

- Suas noites deixam de ser um sono só e passam a ser intercaladas pela insônia ou mais curtas (vai dizer que você não anda acordando mais cedo?);
Eu - Não, sou do avesso. Qdo era adolescente gostava de dormir pouco pra não perder nada( criatura ansiosa euuu) agora curto mais as horas de sono.

- Sua barriga ganha vida própria e, além de crescer acima do desejado, começa a fazer barulhos estranhos como naquele comercial do Luftal;
Eu - Vamos pular esta parte?

- E, finalmente, quando você faz uma lista como esta e se dá conta que se encaixa em boa parte das categorias. ;-)

Mayday! Mayday! Fui salva! Fazendo os cálculos não me encaixo na maioria dos itens. Conclusão: ou sou um ET, ou não entreguei os pontos ou sou aquela população dos trintões que se salvaram da mesmice e daquela velha idéia de que 40 anos é ponto de partida para aposentadoria , ainda mais com toda esta cultura, atual, de longevidade que propagam por aí.
Bravo!!!

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Penso, logo questiono.

- Não sou tão amigo dela assim, não tenho esta liberdade e acho que ela não aceita muito bem certas críticas...
Papo entre um amigo para mim sobre uma outra pessoa. Fiquei questionando o que ele falou sobre a dita terceira pessoa:
1º A minha verdade pode não ser a tua. Verdade é tão relativo.
2º Percepções não são, muitas vezes, a realidade.
3º Que audácia da gente achar que pode distribuir conselhos pros outros.Quando que na maioria das vezes o que fazemos é projetar a nossa realidade em cima da dos outros.

Mas, aí logo em seguida pensei, mas se não fosse assim seríamos uma ilha. Tudo bem que vivemos em penínsulas. Mas ainda tá valendo um dos nossos propósitos, aqui nesta vida, pegar o pouquinho da nossa experiência e adicionar pitadas de conselhos para distribuir entre as pessoas que amamos e ajudá-las a seguir os caminhos que escolheram. É preciso estar atento e sinalizar quando vemos algo que está falhando com os nossos amigos. Está cheio de gente cega por aí, não querendo ver o próximo capítulo da sua novela particular...
Me senti melhor.
Boa semana para todos!

domingo, 10 de agosto de 2008

Pai.

Durante anos a sua figura colei em pedacinhos para montar uma história em quadrinhos feita de imagens, momentos nossos, visitas e aventuras de finais de semana, falas e episódios narrados pelos outros
Era uma vida tão rica de fatos: jornalista, publicitário, guerrilheiro, exilado, comunista, subversivo, utópico, idealista, carismático, QI acima da média ( como a minha vó adorava contar toda orgulhosa!), intelectual, ateu, descrente em algo maior, temperamental, popular. Um homem do seu tempo, anos 60. Cachimbo sempre na boca, cheiro que até hoje me transporta para outros lugares, só nossos.

Com o passar do tempo comecei a perceber outros matizes desta figura, umas cores não tão brilhosas e mesmo assim um coração ótimo, mas uma alma por vezes egoísta, pertubada e muito individualista. Neste período começou o meu abandono, ali resolvi ME exilar, tentativa de retirada estratégica voluntário. Me retirava da sua presença, às vezes dava certo, outras não.

Os anos passaram para nós e criou-se o abismo. Já não dava mais pra curtir relação pai e filha, agora tentávamos a amizade imposta pela lealdade dos sentimentos, do mesmo sangue, pensamentos, às vezes,parecidos e personalidades idênticas. E durante um bom tempo deu certo esta receita. Algo nos afastava e nos unia entre uma quebrada de esquina e outra. Mas já não tinha mais intensidade ou cuidado necessário, era um vai ou racha, então em alguns momentos brincamos de não existir nas nossas vidas. Era um faz de conta bom que serenava as nossas diferenças. A gente já não entendia quem estava abandonando quem, mas o movimento estava acontecendo. E nos agarrávamos na amizade que começou a crescer. Sem laços, nem nós, somente a vontade de um querer mais forte.

Entre idas e vindas houve momentos importantes que precisávamos unir a família e numa destas situações a corda, já frágil, arrebentou e me determinei a seguir o exílio desta vez mais longo e certo de que seria para sempre. E foi.
Neste rompimento houve palavras duras e conclusões pesadas. Rompi com a relação, rompi com você. O engraçado é que 'esqueci' desta última conversa, a minha mãe é que me fez lembrar deste diálogo a alguns anos. Bloquiei. Simplesmente subornei o meu coração e deletei da minha razão este último capítulo. Último sim, pois a partir daí fez inverno na nossa relação e durante sete anos não houve contato. Eu sei que tentaste algumas vezes, foram flores, bilhetes, recados, cartas, mas o meu orgulho (duro e bobo) não permitia avanços da sua parte.

Nosso último contato aconteceria no Dia dos Pais de 2000 quando combinamos um encontro eu, você e sua neta. Seria fantástico, as três gerações unidas, só faltava pra fechar o círculo da irmandade o Rodrigo, mas ele morava em Recife na época. Mas foi ele que arquitetou este (re)encontro. Você super feliz e eu receosa dessa retomada, mas satisfeita. Ciente de um recomeço ali exposto num tempo de mais maturidade de ambos os lados.
Infelizmente não aconteceu, você resolveu abandonar os palcos da vida na quinta feira ( 9 de agosto) antes do dia dos pais. Como sempre fazendo suas espetaculares entradas e saídas, só que dessa vez pra sempre. Que ironia.
Foste embora cedo, novo, mas viveste intensamente. Não fazia nada pela metade, era tudo ou nada.
Hoje só me resta agradecer por ter contribuído pra ser o que sou, sempre em contrução, mas sem vírgulas nem reticências.
Parabéns, pelo seu dia, aonde você estiver. Talvez aqui do meu lado...

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Cada mergulho ...um flash


Pra fechar a semana vou falar da figura Contardo Calligaris. Psicanalista e super carismático.
Veio a Poa, esta semana, a convite do Fronteiras do Pensamento e infelizmente não fui, mas a um tempo atrás, em SP, assisti um bate papo dele num evento onde ele falava de felicidade.
Neste dia ele disse que não se interessava pela felicidade. Que já esteve com ela, mas o mais interessante era a intensidade das emoções/experiências, boas ou ruins. Que cada dor é única e nos faz mais vivos, mais latente. E é importante viver intensamente cada sentimento se não estaremos sempre na superfície das coisas. Isto é sentir a experiência.
Concordo.
Não dá pra nadar no raso sempre, águas rasas são dúbias, de vez em quando é necessário alguns mergulhos, mesmo que seja no escuro...e ninguém avisou que esvaziaram a piscina!

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Inversão

Bate papo entre conhecidas:

C - Que bacana encontrar alguém assim?
L - Como assim?
C - Uma pessoa do bem, de sangue bom.
L - Pois é, hoje em dia é difícil encontrar alguém assim, né?

A que ponto chegamos na vida, nos espantamos quando alguém é bacana quando deveria ser o contrário. O que é a banalização das boas coisas.O bom nos espanta enquanto que o dito mal é rotineiro.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Jeito Carol de dimensionar

Tem situações que é igual chiclete:

Mastigar
sentir o gosto
ruminar
triturar
amolecer a goma
dar voltas na boca
esticar
fazer a bola
estourar
e depois?
cuspir! jogar fora!

Esperar: verbo futurístico


Esta madrugada perdi o sono e direto liguei a tv porque levo fé que muitos pensamentos na calada da noite não te levam a lugar nenhum, só te fazem ficar correndo atrás do próprio rabo igual cachorro.
Bom, voltando a tv, remédio para alguns insones, estava passando o filme A Casa do Lago que já vi zilhões de vezes, mas não me canso de olhar. Confesso, não tinha nada melhor na net! Nesta cena aí em cima eles conversam sobre espera que é citado no livro da Jane Austen (Persuasão)

Como hoje estamos imediatista ( eu sempre fui, só não sei se é defeito), é tudo pra ontem e devagar e sempre chega atrasado. Tem um tempo de plantar e colher e no meio disto tudo, um tempo de semeadura que exige doses de fé misturada com paciência, muitas vezes orgânica. Vocês conseguem aguentar este tempo de semeadura ?

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Mãe de adolescente ou Mãe adolescente?


Uma vez ouvi uma frase muito interessante de um namorado, ele era mais interessante ainda...aiaiaia. Ufa! Bom vamos voltar a frase! Ele me disse o seguinte: - ' Os pais não devem ser presentes nem ausentes demais, tem que achar o ponto neutro.' Concordo, acho que a gente passa metade do tempo tentando acertar o tal ponto.

Pois é, mas vocês já repararam que com a febre de mãe ser a melhor amigucha da filha ou querer ser ( nestas duas ações tem um looongo caminho a percorrer e ser conquistado e não é pra qualquer uma), as donas mães estão confundindo seus papéis?
Tenho presenciado cada bizarrice com mães de adolescentes que às vezes me pergunto se eu é que tô viajando...
Ainda acredito que amizade entre mães e filhas é igual lealdade, uma estrada pavimentada em cima de uma relação bem construída, jamais imposta.
Será que já ouviram falar de individualidade, privacidade, liberdade, sintonia?

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Moro num país tropical?



Eu não aguentava mais chuva e pela primeira vez na vida isto estava me atucanando, mas principalmente o que me incomoda é a umidade de 90% em média. E olha que eu a-m-o dias nublados. Prazer, me chamo Bruxa ( dizem que só bruxa gosta de dias nublados)
Hoje a esperança apareceu em forma de uma nesguinha de sol.

Como será que sobrevive quem mora naqueles países que quase não tem sol?

Será que continua chuvendo?

segunda-feira, 28 de julho de 2008

???

Uma amizade não sobrevivi sem atenção, respeito, espaço.
Um amor não segue sem cumplicidade, atenção, cuidado e amizade ( trate seu amor como seu melhor amigo!)
Um trabalho bem sucedido não vinga sem foco, disciplina e muito suor.
Um blog não resiste sem leitores, comentários que se traduz numa simples palavras: aceitação. Porque é isto que procuramos sempre, aceitação.
A idéia inicial é desovar idéias, abrir a torneira e jorrar verbo, mas sem irrigação não há o que persistir. É monólogo e como já diz a palavra tem um fim, um ponto final enquanto que o diálogo, ele se prolonga, desliza e segue o caminho em reticências.
O que me faz questionar é quando visito outros blog que é só tragédia, só baixo astral e constato que o número de comentários é imeeensooo.
Outro dia li uma entrevista do Contardo Caligaris que diz que “ as turbas adoram um espetáculo, um show de horrores”
É isso mesmo, pessoal?

domingo, 27 de julho de 2008

Resumo da vida de Edith Piaf


Non, Je Ne Regrette Rien ( canção)
Não, Eu Não Lamento Nada

Non, rien de rien - não, nada de nada
Non, je ne regrette rien - não, eu não lamento nada
Ni le bien qu'on m'a fait -nem o bem que me fez
Ni le mal, tout ça m'est égal -nem a dor, tudo aquilo sou eu mesmo
Non, rien de rien - não, nada de nada
Non, je ne regrette rien - não, eu não lamento nada
C'est payé, balayé, oublié - nem o bem que está acabado e esquecido
Je me fout du passé - eu tiro sarro do passado
Avec mes souvenirs - com minhas recordações
J'ai allumé le feu - eu acendi o fogo
Mes chagrins, mes plaisirs -minhas aflições, meus prazeres
Je n'ai plus besoin d'eux - eu não os preciso mais
Balayés mes amours -meus amores idos
Avec leurs trémolos - com seus tremores
Balayés pour toujours - sempre esquecidos
Je repars a zéro - Eu parto com nada
Non, rien de rien -não, nada de nada
Non, je ne regrette rien - não, eu não lamento nada
Ni le bien qu'on m'a fait - nem o bem que me fez
Ni le mal, tout ça m'est bien egál -nem a dor, tudo aquilo eu sou
Non, rien de rien - não, nada de nada
Non, je ne regrette rien - não, eu não lamento nada
Car ma vie, car mes joies - porque minha vida, minhas alegrias
Pour aujourd'hui - para hoje
Ça commence avec toi -começam com você
Bravo!Bravo!Bravo!!!

Domingo de chuva


Sou aquele tipinho que conforme o clima ou a estação curte determinados tipos de filmes pra assistir em casa.Vou linkando determinados filmes com o tempo, sabe? Claro que amo telona/cinema, mas tem filmes que baixo só pra ter o prazer de assistir conforme o clima e não tenho problema nenhum em ver 20mil x o mesmo filme.Sou meio possessiva com filmes e livros, quando eu gosto não me contento em pedir emprestado ou locar um dvd. Fico naquela matemática: posse + eu queeerooo = mimaaada. Claro que quando tenho din din, né?

Bom este domigo foi de sofá + filmes + matar saudade da cria que voltou de Bariloche.

Assisti este dois filmes aí em cima. Juno é gostoso porque mostra bem a dimensão de uma adolescente em encarar um problemão, isto é, tipo nada me afeta, vai passar. Quem já não foi assim, adolescêntica, que jogue a 1º pedra! Claro que mostra o lado bom da barra pesada, que nem sempre é assim cor de rosa, mas os diálogos dela são ótimos, recheados de humor e inteligência.Já Piaf - Um Hino ao Amor achei denso, pesado mesmo e por vezes cansativo e deprimente. Mostra todos os lados extremos, diga-se de passagem, desta que é digna de ser chamada de Diva com todo o peso que este título carrega. E como A-M-O as músicas dela, fechou com chave de ouro o final, com a linda e arrepiante canção Non, Je Ne Regrette Rien







sábado, 26 de julho de 2008

Hey Jude!


Não tô nem aí para os críticos oficiais e os não oficiais de plantão. Tenho a nítida impressão de que na falta do que falar sobre tal coisa, muitas vezes, falam merda. Vou dar uma dica: na falta do que fazer, não faz. O mesmo vale para escrita/fala. Alguém aí já seguiu conselho de crítico de cinema? Não descarto a opinião deles, mas sempre com cautela. Opinão é tão subjetivo...

Mais uma vez não me decepcionei com o meu feeling, fazia tempo que queria assitir, mas perdi no cinema. Portanto vou registrar aqui que A-M-E-I o filme Across The Universe com suas referência setentistas e novas versões refrescadas/repaginadas dos clássicos dos Beatles ( sempre Reis). A minha fala não é técnica, meu dever é comigo de gostar ou não de algo. Me desvencilho do lado compromissado da coisa se roteiro era assim, se a seqüência era assado, se a produção era aquilo e blábláblá
Gostei do que vi, chorei, ri e me diverti!
Vale a pena ver de novo.
PS* Queria um Jude deste aqui em casa! Jesus me chicoteia!!!

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Revista MAD


Lá em casa sempre tinha a revista Mad.

Lá em casa sempre tinha, também, champignon em conserva. Amava abrir os potinhos e comer ali mesmo, puro. Vários...

Um dia lançaram a revista Mad - Tudo o que você queria saber e nunca perguntou sobre drogas ( de rolar de rir). Algo assim.

Um dia a minha mãe chega pra mim, com a revista em punho e dedo apontando pro meu nariz, me intimando que agora estava explicado porque eu não largava os potinhos de cogumelo. Tadinha, até explicar a diferença( baita) entre os cogumelos do pote e os cogumelos alucinógenos que nascia da bosta do bichinho... afiiii foi mais engraçado ainda. Até virou piada familiar!

domingo, 20 de julho de 2008

AMIGO É CASA



FELIZ DIA DO AMIGO!!!!!

Beijos meus para todos que se encontram no meio do caminho aqui, dentro de mim, entre a razão e o coração.













Dominó de opiniões

Vocês lembram daquelas matérias que aparecia um mega jogo de dominó se propagando em tempo pré estabelecido, na tv das antigas?
Este meme não deixa de ser mais ou menos assim, uma vez que a idéia é viral e o objetivo, pode-se dizer, é espalhar o que pensamos de forma legal e dinâmica. Quem me passou foi a minha amiga Ale do http://dizerpordizer-ale.blogspot.com/

Vou tentar responder 8 coisas que gostaria de fazer antes de morrer . Na real tenho zilhões de coisas que quero fazer, se vou conseguir são outras histórias pra contar...

Então, chega mais:
* Morar numa villa na Toscana até enjoar do lugar
* Conhecer a Noruega e a Cornualha
* Escrever um livro
* Assistir, de camarote, os sonhos da Vic se realizar
* Dormir sem preocupações
* Ter uma casa no campo
* Me esbaldar numa xícara gigante cheia de MM's
* Achar aquilo que não consigo definir, mas que procuro muito

Meus convidados: vou deixar em aberto democraticamente. Quem quiser, se joga aqui na brincadeira!

Como disse a Ale, uma das regras é 'mencionar as regras' no teu blog. Então lá vai:
1) Escrever uma lista com 8 coisas que sonhamos fazer antes de morrer;
2) Convidar 8 parceiros(as) de blogs amigos para responder também;
3) Comentar no blog de quem nos convidou;
4) Comentar no blog dos nossos(as) convidados(as), para que saibam da "intimação";
5) Mencionar as regras

sábado, 19 de julho de 2008

Sopa de Letrinhas (1) - Tolerância Zero

* Porque será que tenho sempre a impressão de que quando EU peço conselho sobre determinado assunto a pessoa que solicito não dá a devida importância, quando do contrário eu dedico total empenho e envolvimento em ajudá-la? O umbigo tá maior que o coração!
* Porque as pessoas gostam tanto de fofocas? Até mesmo quando você não se envolve nas fofocas dão um jeito de TE envolver nas ditas conversinhas nem que seja pra levantar um novo assuntê. E aí te rotulam de misteriosa e metida. Afiii...
* Outro dia conversando com uma pessoa descobri várias coisas em comum além do mesmo estilo e lugares que freqüentava na adolescência.. Aí a pessoa se vira pra mim e diz assim com um certo deboche: - Bah, mas tu mudou, hein? As pessoas não mudam, o que muda é as expectativas, filho! Mas então me dei conta que ele só me olhava pela minha roupa neste dia pós reunião na empresa. Então pensei, neste quesito eu mudei mesmo, pra melhor. Bem diferente dele que vive de bolacha negresco nas orelhas ( alargador) e roupinha de dark dos nossos tempos. Estagnado no tempo que passou e nostálgico pra cacete.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Seis graus de separação


União, laço ou nó?

A teoria dos seis graus de separação originou-se a partir de um estudo científico, que criou o mito de que, no mundo, são necessárias no máximo seis laços de amizade para que duas pessoas quaisquer estejam ligadas. No estudo, feito nos EUA buscou-se, através do envio de cartas, identificar o número de laços de conhecimento pessoal existente entre duas pessoas quaisquer. Cada pessoa recebia uma carta
identificando a pessoa alvo e deveria enviar uma nova carta para a pessoa identificada, caso a conhecesse, ou para uma pessoa qualquer de suas relações que tivesse maior chance de conhecer a pessoa alvo. A pessoa alvo, ao receber a carta, deveria enviar uma carta para os responsáveis pelo estudo.

Alguém ainda tem dúvidas sobre isto?! Ainda é teoria???

quinta-feira, 17 de julho de 2008

O bichinho do suspiro

Bom, queria dizer pra vocês aquilo que todos já sabemos. Saudade é uma droga!
Incomoda o dia todo. É igual a machucado no dedo. Sabe aquele corte pequeno que a gente faz e é pequenino mesmo, mas o bicho atucana o dia inteirinho? Pois é. Incomoda e desacomoda.
Saudades é isso: você ocupa o teu dia, tem mil tarefas, vive a sua vida porque ela é sua e de mais ninguém, dá gargalhadas com alguém e de repente vira o rosto e plac... estátua! O olhar se torna vago, a mente congela e vem a lembrança da pessoa faltante. Às vezes até um cheiro te faz emitir suspiros.Na real a pessoa está ali presente o t-e-m-p-o t-o-d-o, mas a tática de sobrevivência nestes momentos é ocupar-se muito .

Acho que por isto algumas mães têm mania de dizer quando o filho viaja: - Ai vou aproveitar pra fazer isto , aquilo e aquilo outro... laialaialaia.
Pura balela, posicionamento tático para resistir a falta que o filhote amado faz quando está ausente.

Claro que a saudade é mais forte para aqueles que ficam, no quesito viagem,estou falando.
Demais categorias de saudade falaremos adiante, ok?
A saudade do viajante é mais pro final da aventura. Quando ela surge, claro. Pode ser que a pessoa viajada nem tenha a tal saudade. Aí complica, viu!

A saudade dos que esperam é mais gritante, é mais ausente, é mais sentida. Ela nos visita todos os dias, vem tomar chá com a gente nas horas mais impróprias. De vez em quando, a danada da saudade, até conversa e ri da gente.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Rapidinhas

Pra aliviar o post anterior.

Enquanto isto, no site da G1 Globo.com saiu hoje:

*Casal tem gêmeos negro e branco na Alemanha
A diversidade ainda gera incrédulos.
Um casal teve gêmeos, um branco e um negro.O pai é um alemão de Potsdam, a mãe é natural de Gana, na África.Médicos confirmaram que os dois bebês têm o mesmo pai.
Se gêmeos podem nascer diferentes física e psicologicamente, porque não na cor? Qual é o espanto?

*Miss Universo pôs silicone e 'retocou' o nariz, diz semanário venezuelano
O concurso de Miss Universo ainda gera espanto.
Diz a eleita que deu uma retocadinha no nariz e colocou silicone. Se a beleza já se tornou a muito tempo artigo a ser consumido/adquirido deixando de ser quesito natural nada mais coerente do que o concurso também. Viva a plastificação! Sendo assim, reles mortais, avante!
No próximo ano vamos nos candidatar! Pitanguy, marca na tua agenda que tô chegando para "pequenos retoques", é claro. Tem retoque pra altura também?

*Brasil registra aumento de pingüins perdidos no litoral de 4 estados.
Será só os pingüins, vindo da Patagônia, que andam perdidos por aí? Conheço tanta gente que ainda não se achou... Um passinho a frente! Bom, vamos pra próxima!

*Dieta rígida pode proteger contra o câncer de próstata.
Sem comentários. Adorei esta!

*Viagem ao espaço começa a ser vendida em SP por US$ 200 mil.
A partir desta semana, brasileiros já podem fazer reserva em agência de turismo.
Turismo espacial deve ter início até o fim deste ano nos EUA.
Me desculpem os sérios, mas a pergunta que não quer calar. Tem lojas lá?
Brincadeirinha. Amigo, amigo... Não precisa rosnar!!!

Aspirador de Pó - Palhaçada mais uma vez


Satyagraha em sânscrito quer dizer ‘ insistência pela verdade’. Língua esta construída desde os Vedas.

Qual verdade? Existe uma verdade absoluta, sua ou minha? Do povo ou do poder?

A verdade caminha pela estrada da ética, do certo e do errado, mas existe algo de absoluto, permanente nisto tudo? Quando se fala em ética ligamos o termo direto a moral, mas isto não quer dizer que são dois termos iguais. Entretanto nos instiga a pensar que os significados são intimamente correlatos e, até mesmo sobrepostos.

O esquema de poder atingiu até a blindagem dos calabouços do governo reinante.
Mais uma vez.

E agora, Zé? Vamos continuar sendo um país não sério como já dizia De Gaulle nos idos do século passado? Ou não dá mais pra segurar as sujeiras debaixo do tapete?
Até quando?

segunda-feira, 14 de julho de 2008

DIA INTERNACIONAL DA DIETA


Pára o mundo que eu quero descer, ou melhor, já desci direto numa plantação de repolhos.
Não se engane não sou a boneca Repolhinho, mas tô quase lá. Você lembra daquelas bonequinhas que teve direito, a trucentos anos atrás, a matéria no FANTÁSTICO horror da vida. Lembrou? Pois é, mas aqui a idéia é justamente o contrário, vou viver no mundo verde porque perderei estes excessos de gostosuras que habitam o corpitio que vos escreve e abandonarei no meio destes campos as ricas bochechas que me remetem a lembrança das horrorosas bonequinha made in Japão.

Viva a dieta! Adeus Mac!!!!

sábado, 12 de julho de 2008

Mulherzices em Buenos Aires

( foto tirada do Google)
Vic e suas amigas atrás de um T. Porque viver sem chapinha e secador é IM-POS-SÍ-VEL, em terras castellanas, menos ainda.
Saíram pela Florida atrás de um lugar para comprar. Pararam numa farmácia ( ?!)
Vamos dar um desconto: adolescentes – marinheiras de 1º viagem – terra e língua ( um pouco) estranha.
Primeiro comunicação : fala
O atendente trouxe um OB
Segunda comunicação : de novo a fala
Trouxeram um té ( chá)
Terceira Comunicação : gestos
Não tinha T em farmácia. Óbvio!

Solução: pegar o T brasileiro de outras meninas
Resultado: queimaram o secador.
Detalhe: é meu o secador!!!

Amo estas meninas!

Impactos da comunicação :
55% expressões faciais
38% fala
7% conteúdo

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Pérolas Nossas


Por que essa mania de fingir que não estamos vendo as pessoas quando passamos por elas ? Quem inventou este tipo de não comunicação?
Um dia cumprimentamos e no outro fingimos que não vimos a tal criatura.
Conheci, há alguns anos, um sujeito que morou muito tempo fora do país e reclamava que a coisa que mais estranhava no retorno a “Porra Alegre”, assim que ele se referia a nossa querida cidade, era que o gaúcho tem esse péssimo hábito de fingir que não vê as pessoas quando cruza com elas em locais públicos.
Realmente o que custa dar um simples oi ao passar por alguém? Não dói, não tira pedaço.
Acredito que isto aconteça em qualquer lugar porque não tem a ver com regionalismo nem Estado, mas com o estado de espírito das coisas-pessoas. Mesmo assim, tenho percebido cada vez mais, que sim é mais comum entre nós, talvez por que viva aqui, sei lá, mas é cada vez mais constante observar e presenciar as pessoas tendo este ato, constrangedor diga-se de passagem.
É chato, é complicado porque a pessoa atingida percebe que o outro está passando como se ela fosse uma planta, uma parede, um ser inanimado.É tão calculado e estudado que perde total a naturalidade do momento. E vamos combinar ninguém é uma parede!
É chato e constrangedor pra quem? Pra quem exercita este tipo de atitude ou pra quem recebe este tratamento das cavernas?
Pior é quando você está ali do lado e presencia esta cena lamentável. Você fica de platéia vendo todo o desenrolar da cena, na primeira fila.
Não estou dizendo com isto que sou a mocinha do passo certo, politicamente correta, mas é brabo agüentar ou ser atingida pelas instabilidades emocionais nossas de cada dia, né?

Pérolas de Amigos

Eu tenho um amigo que é uma mistura de Selton Melo com Luis Fernando Guimarães. Ele consegue ser hilário até nos momentos mais críticos.
Bate um bolaço no quesito momento-tensão.

Hoje falando com ele sobre relações, me larga a seguinte solução:

- Por isto faço dupla nos findis, dois ou três dias. Nos outros dias faço show sozinho.

Taí, vai ver que esta é a receita pro merengue não desandar.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Tudibom

"Filho, serzinho adorável e todo seu,
que um dia cresce e passa a ser todo dele."


PS* Será a saudade já se instalando em mim?

domingo, 6 de julho de 2008

Solo pero no mucho

Porque a gente tem tanto medo de ficar sozinho?
Todos gostamos de momentos sozinhos, fases sozinhos, mas não 100% sozinho.
Se não tem namorado tem amigos, se não tem filhos tem sobrinhos postiços ou não, se não tem pais tem irmãos, se não tem primos tem conhecidos, se não tem colega tem vizinhos, se não tem pessoas tem um cão, gato, iguana, um hamster, samambaia ou gérberas sei lá.
Mas só total ninguém quer ser.
Quando era pequena e conhecia algum adulto que vivia sozinho, solitário, logo vinha a imagem de uma flor murcha. Sem vida. Seca. Sem colorido. Imaginação de criança geminiana...
Será que é porque a gente nunca esteve mesmo sozinho nesta estrada por vezes tortuosa?
Até antes de estrear nesta caminhada já estávamos com alguém, especificamente dentro de alguém.

" A solidão é um campo muito vasto que não se deve atravessar sozinho." Lya Luft

Causa e efeito

Você já parou pra pensar no efeito que as pessoas causam em ti? Efeito mesmo, aquela sensação de prazer ou desprazer.

Tem aqueles que nos causam cansaço, só de estar perto não dá nem vontade de falar.
Tem aqueles que nos dão prazer só em estar do nosso lado, não precisam nem falar, só o seu silêncio e a sua presença já embala o nosso dia.
Tem aquelas pessoas que só num único encontro nos faz sentir "amizade a primeira vista". Aí se aplica a frase Amigos é Casa ( isto é assunto pra outro momento)

Existe também aqueles que não nos acrescentam nada, só ocupam espaço físico.
Well, poderia passar o dia listando os tipos de sensações que impactam a comunicação com as pessoas. O que as pessoas nos passam, o que querem nos passar e que leitura fazemos delas.

Mais uma vez digo, tudo é relativo. Não existe uma verdade única.Percepção é só percepção.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Milagres acontecem... ( parte II)

O milagre nosso de cada dia aconteceu no mesmo dia que fiquei sabendo que Ingrid foi solta.
E na verdade foram dois.
Claro que são milagres leves praticamente aerados como um perfuminho que passa, dá um cheirinho gostoso, mas não impregna o ar tipo Poison ( me puxei nos idos dos anos 80 agora). Ou seja, nada de grande relevância no mundo globalizado, mas pro meu mundo de eus teve grande repercussão.
Vou contar:
Já faz um tempo que tenho me sentinho uma estranha no ninho porque toda as vezes que falam no tal do Chaves, programinha, eu digo que já assisti e achei deprimente, uma bobice só... resultado detesto Chaves!
gente, as pessoas me olham como se eu fosse a própria exorcista ou no minímo um ET.
Como que tu não gosta?!?! - perguntam com uma cara de horror.
Daí, não gosto e ponto.
Como isso é praticamente a opinião da torcida inteira do Maracanã (desculpa, mas sou exagerada mesmo) comecei a me questionar que ser era eu porque quando criança também detestava Didi enquanto que o meu irmão só faltava ser abduzido quando passava o raio do programa na tv, fora o cinema no Baltimore que eu tinha que ir com ele. Bom, este babado dá outro post... mais adelante, tá?
Eis que descubro que além de outras afinidades tenho duas amigas que também compartilham da opinião sobre o tal do Chaves. DETESTAM O CHAVES!!! Olha que delícia esta descoberta. Não sou um ET sozinho neste planeta...
Aleluia! Aleluia! Deus existe!
Fiquei bem feliz.