domingo, 20 de novembro de 2011

A insustentável futilidade de alguns seres



Preciso exercitar a tolerância, um traço que confesso, às vezes some do meu vocábulo e por consequência da minha cabeça. Ou talvez seja TPM,  indignação, impaciência, sei lá...Só sei que não consigo deixar de me espantar diante da cabeça pequena de alguns. E ressalto a minha por vezes também é, mas tem gente que faz questão de ser sempre assim, oco.
Para sermos tolerantes é preciso ser empático? Nem sempre, mas é preciso aceitar (ou engolir) certos valores que para você  tem a mínima ou máxima importância. Ou seja,  para alguns o que tem valor nota 10 para você tem nota zero ou vice versa. Mas e aí qual é o problema? Nenhum! Todos podemos viver sob a mesma terra e na paz, mas eu não deixarei de olhar estupefata diante da bizarrice e da valorização fútil.
Vou elucidar os fatos:
Cena 1 : conheço uma pessoa que mesmo diagnosticada com uma doença psicológica séria, que mexe com toda a sua vida e relações trazendo além de sofrimento e certos fracassos, não tomará o remédio receitado, pois “ já ouviu falar” que este medicamento que deverá usar para o resto da vida e tem grande eficácia no seu tratamento e consequentemente na sua vida, pode engordá-lo e ele detesta ficar gordo.

Cena 2: agora no Fantástico na entrevista do Giannechini, uma pessoa posta no Facebook que elegância e delicadeza da P. Poeta em ter aparecido de cabelo preso para entrevistá-lo. Por favor! Por mais que tenha sido um gesto educado e sensível dela, pelo amor de Deus, você acha que isto vale como pauta e debate da sua percepção diante da entrevista comovente? O que isto tem de importante perante a luta,o revés e a tristeza diante do fato triste e doído que permeio toda a reportagem e principalmente diante duma doença terrível como esta? 

Se você não tem o que falar, fique quieto, poupe sua  imagem e a cabeça alheia de ler ou ouvir certas frivolidades.
Desculpa a intransigência hoje, torço para superar a intolerância e aceitar as diferenças, mas hoje foi demais. 
Impossível não pensar para aonde estamos indo diante de certos pensamentos. Longe da perfeição e dos pensamentos elevados, tenho as minhas pobrezas espirituais e mesquinharias como todo mundo, mas por vezes algumas coisas te ferem.

Amanhã,um novo dia com mais uma meta, ser paciente com valores alheios! Pauta do dia: leveza. 

"quando falares procura que as tuas palavras sejam melhores que o teu silêncio.(provérbio indiano)"






10 comentários:

Dama de Cinzas disse...

Muito bom seu post, como sempre!

Eu também tenho que exercitar muito a tolerância, mas acho que mais ainda a paciência. Sou extremamente impaciente e não gosto disso em mim.

Realmente olhar o cabelo da Patricia Poeta diante daquele lindo momento em que o Gianecchini estava abrindo o coração, é no mínimo de uma futilidade e insensibilidade total.

E vc disse tudo quando escreveu que para sermos tolerantes temos que ser empáticos, vai ver que é daí que vem minha impaciência. Não é difícil eu não entender o comportamento humano, daí vem minha irritação.

Beijocas

Debor@h disse...

Oi Carol que saudade... Nossa faz tempo que não passava apor aqui, adoro o seu espaço mas foi mesmo falta de tempo.

EU sou as vezes como você, acho que como qualquer ser humano, mas é verdade que as vezes nos deparamos com cada coisa que nos tira do sério, como esses 2 exemplos que você citou. Pelo amor de Deus, tem gente que prefere morrer do que ser curado ou engordar? Eu me emocionei muito com a entrevista ontem e não seria o cabelo dela preso ou solto que iria mudar a delicadeza da entrevista, tenho certeza que o ator nem reparou no cabelo dela, mas sim em sua gentileza com as palavras e com o carinho por ele. Ai ai cada coisa que a gente vê e ouve... Como por exemplo outro dia vi reportagens sobre um homem que arrastou o cachorro, minha vontade era de fazer o mesmo com ele que de ser humano não tem nada! Ai minha raiva voltou hahah, desculpa desabafar aqui, beijos te adoro!

Eloah disse...

Querida estou contigo e não abro.´
Eu juro que nem me preocupei em ver cabelo ou roupa da entrevistadora diante a tristeza do momento e da coragem do Gianecchini em expor seus sentimentos e a sua dor.
Considero estas pessoas frívolas, que só enxergam a exterioridade sem valorizar a beleza da alma.
Parabéns pelo teu texto indignado, com plena razão! Bjs Eloah

Lu disse...

Carol,
só posso dizer que compartilho dos mesmos sentimentos que você. A futilidade e a superficialidade que andam tomando conta das pessoas está assustadora!
Talvez tudo isso esteja saltando mais aos olhos devido às plataformas sociais, que na sua maioria, são poços de informações que não vão acrescentar nada nem mudar a sua vida.
É cada uma que leio e ouço que chega arrepiar. Tenho que continuar fazendo muita Yoga mesmo pra me controlar e não ter um ataque diante de uma coisa dessas.
Beijos

Carolina disse...

Oi Dama
é por aí, a minha empatia não conjuga com a falta de delicadeza alheia. Então risco,rabisco e rejeito a idéia de tentar entender estes atos resultando na intolerância.
bjos e tô na torcida pelo moço,viu? rs

Carolina disse...

OI Débora

ando com saudades mesmo de você minha amiga! Como vai a vida casadinha no Brasil?
Não precisa se desculpar não, minha casa é sua casa tbém,lembra? Então bora desabafar aqui tbém que este é o nosso espaço,meu e dos meus amigos queridos. Há alguns anos fui fazer um trabalho num cidade do interior e tinha acontecido um caso parecido deste do cachorro e fiquei muito chocada com a brutalidade. A cadelinha estava grávida e foi presa e arrastada num carro por várias ruas até conseguirem parar o povo da cidade estava revoltado porque queriam linchar o motorista e não deixaram. Foi chocante e ainda è pior. A pergunta lateja: aonde vamos parar?
Bjo grande cheio de saudades!

Carolina disse...

Eloah querida

Precisamos continuar levantando as nossas vozes e permanecer chocadas com certas atitudes. Enquanto nós acreditarmos que existe base por baixo dos vernizes da futilidade vazia e oca, ainda acredito que há esperança e que a banalização não tomou conta deste mundo.

Um beijo grande minha amiga
E permaneça com as tuas lindas poesias

Carolina disse...

Oi Lu

Outro dia ainda brinquei e comentei no Face que as pessoas levam muito a sério a frase "no que você está pensando agora?"
Talvez a gente não queira saber de tuuudo que as pessoas pensam,né? Se por um lado nos arrepia e nos choca por outro sempre me faz lembrar que em alguns casos a ignorância é salutar...rsrsr
Bjão querida!

Carolina disse...

Oi Lu

Outro dia ainda brinquei e comentei no Face que as pessoas levam muito a sério a frase "no que você está pensando agora?"
Talvez a gente não queira saber de tuuudo que as pessoas pensam,né? Se por um lado nos arrepia e nos choca por outro sempre me faz lembrar que em alguns casos a ignorância é salutar...rsrsr
Bjão querida!

Nine disse...

Carol, vou te fazer uma confissão: já fui muito, mas muito intolerante. A ponto de passar por antipática, antissocial, etc...

Isso não tem tanto tempo assim, mas de um ano pra cá eu comecei a me policiar e a tentar exercitar essa tal tolerância com uma grande dose de paciência. Fácil? Nada. Insuportável conviver com pessoas que nada tem a acrescentar como seres humanos que são.

Difícil engolir cometários desagradáveis de pessoas sobre pessoas (não só de conhecidos, mas de familiares muito queridos, infelizmente), mesquinharias, desqualificações. SAbe aquela história de "cada um na sua, cuidando da sua", pois é!

Hoje já estou bem melhor - curada, não - e já consigo travar uma conversa, e civilizada, tentando desviar o assunto, puxar pra outro lado, esclarecer algumas coisas, que não é assim, que devemos ser compreensivos, que nem todo mundo é igual, e até me arrisco a aconselhar essas pessoas a serem menos invasivos, e a falarem de coisas e situações gerais, ao invés de falar de pessoas. De não guardar rancor, de não misturar trabalho com pessoal.

Não somos perfeitos, também damos mancada, mas do jeito que as coisas andam... só com muito exercício mesmo! De tudo isso, tolerância, paciência...

Passei de antipática à meio querida... só não perdi a pose de antissocial, porque ainda me nego a comparecer em festinhas onde ninguém se gosta mas se faz de irmão!

Aff, falei um monte... mas sabe que quando apareço aqui, é assim mesmo, né... Carol! Tu provoca em nós essas reflexões! Bom demais!

BEijoooo