Ele sumiu do mapa (dito mais antigo esse) depois de uma conversa mais quente no FB. Acho que ela deixou um gosto de quero mais no corpo dele ou vai ver ficou assustado com a ousadia da moça.
Ela não entendeu porque, até porque o porquê não existia.
Pena, eram tão bons os encontros virtuais sem promessas nem esperanças, apenas dois amigos que a uns 20 anos se amaram (pelo menos ela amou).
Ela pensou que era bom tê-lo mesmo tão longe, apenas nos teclados da vida.Ela imaginava a voz dele a cada conversa.Dava até a impressão que faltava uma cervejinha gelada, um vinho tinto ou uma olhada naquele olhar azul do céu dele.
Aonde ele estiver ela deixou um beijo por aqui.
terça-feira, 30 de julho de 2013
sexta-feira, 26 de julho de 2013
Velhinhos amados
Meus avós eram diferentes, sob vários aspectos. Com certeza na receita familiar, alguns ingredientes eram ricos em histórias e trajetórias e vitaminados em personalidades. Valeu queridos pelo que construí através dos olhares, concepções e exemplos que vocês me presentearam enquanto convivemos e pelas memórias de momentos que herdei. Muitas escolhas vieram dessa bagagem recheadas de momentos especiais. Aonde estiverem com vocês estou. Sempre.
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Perdeu o endereço aqui de casa?
E se você demorar para dar as caras por aqui vou começar a acreditar que é tudo invenção das cabeças inocentes e românticas que vagam por este mundo afora.
Felicidade, aparece por favor?!
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Leitura dos ventos
Importante estarmos atento como marinheiros experientes ao menor sinal de ventos e tempestades que afetarão o mar. Isso me lembra também a inquietação dos bichos na floresta ao menor sinal de mudanças climáticas.
No filme O Curioso Caso de Benjamim Button tem uma cena que mostra bem o que é isto.
Como num olhar atravessado, uma palavra errada, uma atitude infeliz pode criar uma catarse em segundos e o que era calmaria e aparentemente sólido torna-se o caos e castelos de areias despencam literalmente num piscar de olhos ou girar dos ponteiros de um relógio.
Quando menos se espera a casa cai. Esteja preparado, esteja atento as adversidades que podem surgir.
Sinal de que nada é concreto, mas com certeza algumas relações são frágeis mesmo.
Seguir
E de flores vou viver, porque dentro de mim existe cores, perfumes e delicadeza.
Espinhos não me representam.
Gosto do que me faz e me causa o bem.
quinta-feira, 27 de junho de 2013
Tchau.
- Amiga, tá tudo bem?
- Tá, tá tudo bem apesar da pá de cal que você colocou nas minhas esperanças. Apesar da tua boca irresponsável, das tuas atitudes impensáveis vestidas de religiosidade, está tudo bem. E ficará bem mesmo se tu manteres a distância da minha pessoa com a tua sensibilidade zero pseudo vidência ou algo assim.
Quando precisar de achologismo no meu futuro vou procurar alguém que eu pague para isso.
Cartomantes que tiram o mistério do nosso futuro no grande barato que é viver, tem aos montes. É só bater numa árvore que cai vinte de uma vez só.
Beijo. Não me liga.
- Tá, tá tudo bem apesar da pá de cal que você colocou nas minhas esperanças. Apesar da tua boca irresponsável, das tuas atitudes impensáveis vestidas de religiosidade, está tudo bem. E ficará bem mesmo se tu manteres a distância da minha pessoa com a tua sensibilidade zero pseudo vidência ou algo assim.
Quando precisar de achologismo no meu futuro vou procurar alguém que eu pague para isso.
Cartomantes que tiram o mistério do nosso futuro no grande barato que é viver, tem aos montes. É só bater numa árvore que cai vinte de uma vez só.
Beijo. Não me liga.
sábado, 15 de junho de 2013
Cansada
Um dia parou de remar.
Entre ondas, tempestades e mar bravio ela largou os remos.
Com os braços amortecidos, com o sabor salgado nos lábios rachados, com os ombros doidos do sol e fritando os miolos percebeu que as braçadas intermináveis não a estavam levando a nenhum lugar. Flutuou. O mar batia no casco do barco como uma cantilena lamurienta. Puro reflexo do choro contido e projetado.
Ouviu o silêncio da imensidão, comungou com a solidão, sentiu o sol abraçar seu corpo e sem pensar mais racionalmente decidiu que era a hora do coração falar mais alto. Foi nesta hora, de trégua compartilhada, que entendeu que precisava dar espaço pro universo. Deixe ele conspirar de forma livre, pensava ela.
E resolveu ficar à deriva, com a vela rasgada, sem controle de navegação.
Foi neste momento que compreendeu a verdade daquela frase dita por alguém sei lá quem: “a felicidade não é para os covardes.”
Entre ondas, tempestades e mar bravio ela largou os remos.
Com os braços amortecidos, com o sabor salgado nos lábios rachados, com os ombros doidos do sol e fritando os miolos percebeu que as braçadas intermináveis não a estavam levando a nenhum lugar. Flutuou. O mar batia no casco do barco como uma cantilena lamurienta. Puro reflexo do choro contido e projetado.
Ouviu o silêncio da imensidão, comungou com a solidão, sentiu o sol abraçar seu corpo e sem pensar mais racionalmente decidiu que era a hora do coração falar mais alto. Foi nesta hora, de trégua compartilhada, que entendeu que precisava dar espaço pro universo. Deixe ele conspirar de forma livre, pensava ela.
E resolveu ficar à deriva, com a vela rasgada, sem controle de navegação.
Foi neste momento que compreendeu a verdade daquela frase dita por alguém sei lá quem: “a felicidade não é para os covardes.”
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