
Tem momentos que pensamos, analisamos e tentamos uma saída para determinada ação que seja a menos dolorida para quaisquer das partes implicadas. Mas não tem jeito. Alguém vai se machucar ou já está se machucando. Não sou Deus, a minha mão não é divina, mas conheço as leis de boa convivência de trás pra frente e a minha paciência não é do Dalai Lama. Me perdoe, mas uma hora a fonte seca.
Toda ação tem uma reação e vivemos no mundo dos adultos onde devemos ser, antes da mais nada, coerente e cautelosos com os nossos atos e pensamentos para tomarmos a melhor atitude perante o que a vida nos apresenta.
Sendo assim reza aí uma das mais importantes cartilhas: a fala é sagrada e os ouvidos são depositórios de de lixo ou luxo. O filtro destas informações é nosso, depende exclusivamente de nós. Mesmo assim ainda levo fé que falar é um dos atos de maior responsabilidade e de efeito meteórico onde ao cair por terra pode ter efeito benéfico ou devastador. Ou pode ficar no ar, flanando, vadiando, fazendo pressão atmosférica. Sua fala reverberá. As falas dos outros também. É dado concreto. Ponto.
Hoje, após calcular todas as saídas de uma situação que vem acontecendo há um bom tempo, resolvi abandonar a tolerância e a empatia e tomar uma atitude. Esta ação pode ser de alívio no final ou um tiro no próprio pé, mas não estou mais com vontade de ficar sentada embaixo da árvore no meio da encruzilhada. A hora é de ação.
Quem sabe aí está a chance de determinada pessoa levar uma lição e aprender com erro. E veja bem, eu também levo na bagagem o episódio como aprendizado, mesmo sendo o algoz. O lado negro da força neste ato.
Apesar de que, cá entre nós, acreditar que este ser não tem um horizonte de compreensão vasto onde posso enxergar nisto uma chance de mudar.
Enfim, vamos tentar, ok?