sábado, 23 de março de 2013

Nossos corações


Um dia você me escreveu dizendo que o seu sumiço no FB foi porque seu coração parou (infarto)
E naquela hora o meu quase se foi.
E talvez por puro egoísmo só pensei no meu coração, que provavelmente corria o risco de nunca mais ouvir de perto o teu, de não te ver, de não olhar mais estes olhos de céu e nem ouvir essa  sua voz forte que tantas noites embalou a minha saudade doída, através de telefonemas, quando namorávamos. A possibilidade de um dia te rever sempre ficou guardada dentro de mim, afinal SP e POA não são tão longe assim. Inúmeras possibilidades existem entre dois paralelos, uma linha reta e aérea, por exemplo, faz toda a diferença... Então não é impossível esbarrarmos as nossas pessoas um dia. 
E mesmo com esta possibilidade solta no ar eu nunca mais olhei para você e isso já vai muitos anos. E mesmo assim você ainda não saiu da minha cabeça. E desconfio de que jamais sairá, mesmo que no meio do caminho tenhamos encontrado outras pessoas e vivido outros sentimentos.
O que eu sinto é de outras vidas e talvez no meio de tantas estradas e encruzilhadas este sentimento permaneça assim, para outras vidas.
Te amei, te amo e te amarei sempre.
Mesmo tão perto e mesmo tão longe. 


A Rússia Imperial

Falar da Rússia e seus tempos de czares me devolve aos 10, 11 anos quando era aficionada por tudo que envolvia estes país e este momento da sua história. 
Anna Karenina traduz bem esta época. O filme atual conta, num formato diferente porém os artistas, o figurino e as maravilhosas jóias e véus de Keira Knightley e suas perturbações me ganharam. Sem falar na fotografia linda.
Vale a pena... se você gosta de romance.
Fica a dica.


sexta-feira, 22 de março de 2013

Sonhando acordada

- Pensando na vida?
- Não, apenas tecendo objetivos em formato de sonhos...

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Oportunidade X ameaça

Acredito cada vez mais em provocações e menos em provações.
Provocar a mudança,por vez vem de outros, e em alguns casos inconscientemente provocamos o movimento. 
Se você entender que o ato de provocar cria o desejo de mudanças, então você está na direção certa para que coisas novas aconteçam na sua vida. Impulsiona e não paralisa. 
 Que chegue logo outros lugares, novos ares e principalmente novo elenco.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Silêncios

Eu curto silêncio e me basto sozinha, apesar de gostar de gente e casa cheia. Porém alguns momentos de isolamento é salutar, gosto de ficar com a minha companhia. Solidão não é algo pesado e triste, depende como você enxerga ( ou se enxerga). 
Eu e eu nos divertimos bastante, mas existe solidão e solidão e às vezes não são legais mesmo que seja no meio da multidão. 
A Lya Luft tem uma frase que sintetiza muito bem: " a solidão é um vasto campo que deve se atravessar acompanhada." 

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Até quando avestruz?


Na mitologia popular o avestruz é famoso por esconder sua cabeça na areia ao primeiro sinal de perigo.

Na última segunda- feira ainda impactada com a tragédia de Santa Maria, ouvi alguns comentários (sem citar os miseráveis) de pessoas que estavam de saco cheio porque o noticiário só falava do ocorrido como se não houvesse outras notícias e blábláblá. E pessoal, era só segunda-feira, um dia após tudo ter acontecido! Ou seja, tudo estava fresco e latejante para quem acordou num domingo ensolarado lá fora e nublado na cabeça dos espectadores (sensíveis) do drama.

Fiquei pensando até onde vai o autismo social, o egoísmo latente de alguns que somente orbitam envolta dos seus umbigos. Compaixão palavra que não existe no vocábulo destes pequenos seres. Empatia então, para que? Um comentário até me chocou, pois vinha de uma pessoa descendente de um povo dizimado, um povo que sofreu atrocidades e do qual se fala até hoje, passado tanto tempo. Entenda-se aqui que lembrar é um mecanismo de gravação. Gravando, internalizamos a sensação e nos alertamos de um modo genérico para evitar um futuro semelhante. 

Porque expomos as feridas, porque memoriais, porque precisamos falar incessantemente sobre estas situações que nos atingem direta ou indiretamente? Porque o esquecimento torna fácil de tudo ficar como está, porque a alienação estagna, porque o banalismo gera indiferença, porque o conformismo diante do “não vai mudar, deixa assim” faz repetir falhas, porque não esquecer, cobrar o que nos é de fato e de direito e tocar na mesma tecla é a diferença para que o acomodado se mexa. Porque um povo unido nas cobranças faz os governantes se mexerem. Porque a massa em ação traz atitudes. Porque a revolta é salutar para a mobilização e dignidade para viver. Revolucionar é importante e ela só acontece quando saímos do nosso quadradinho individualista e aconchegante. E principalmente porque desconhecemos a força do nosso poder. 

Quando deixaremos de ser avestruzes? Quando assumiremos a nossa participação no ato e deixaremos de ser platéia? Uma platéia com nariz de palhaço, diga-se de passagem. Não é a toa que a maioria do povo está espantado com a outra notícia trágica da semana, olhando com o distanciamento incômodo ( ou confortável?) e inconsciente que torna a culpa dos outros e não nossa. Pura transferência de responsabilidade. Somos sim atores ativos neste resultado também trágico: o retorno do presidente do senado!

Não esqueçam, avestruzes queridos, que o congresso é feito de senadores eleitos por nós mesmos! O voto é secreto lá dentro, mas aqui na vida real o secreto passa a ser desvendado e decifrado quando o resultado é o que temos como representantes do nosso país, pessoas que NÓS elegemos. Votamos e deletamos até a próxima obrigatória eleição.

Somos nós, bichinhos enfiados na terra, e o nosso ostracismo que contribui para que tenhamos essas reações de espanto e horror em nossas vidas. 

Enquanto passivos, enquanto meio vivos.

Enquanto avestruz que só fala.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Recados



Que recado você está passando?
Que mensagem o mundo traduz quando você fala ou age?
Somos feitos de códigos e mensagens subliminares.
A resposta que recebemos está ligada diretamente as nossas causas.
Os efeitos é como o mundo interage conosco.