
Procurei no dicionário, procurei nas gavetas mentais, fiz enquete, procurei no arquivo morto da minha alma, naqueles espaços que deixamos frestas, lacunas que sobraram e não achei a diferença entre nostalgia e saudade. Somente encontrei entre o mofo e o cheiro do passado, aquele cheiro que nos remete imediatamente a algo ou alguém que nos mexeu em determinado momento, o gosto de fel misturado a má digestão com pitadas de desejo. Desejo de voltar atrás e recomeçar.
Desde que me lembro de ser alguém, coisa essa que me dei conta de verdade ali pelos idos dos 4 anos, que sinto isto, na hora do aperto não amarelo, mas fica martelando na cabeça o pensamento ( covarde ou ilusório) de voltar atrás e recomeçar.
Me lembro até hoje de embates que travei entre eu no mais íntimo sentido da palavra e o mundo, peleias travei, mas sempre com a vontade ali a me espremer o coração rezando pro passado voltar e tentar tudo de novo, como se num passe de mágico num estalar de dedos eu pudesse rebobinar a fita da minha vida e um novo começo com traços mais retos em linhas marcantes desenhar um futuro diferente. Mas não deu, não dá e já era. O momento de virar a chave e fazer diferente o caminho não aconteceu e agora é trabalhar com o que tenho e assim seguir a caminhada mesmo que no meio do vasto campo não consiga andar.
Me lembro até hoje de embates que travei entre eu no mais íntimo sentido da palavra e o mundo, peleias travei, mas sempre com a vontade ali a me espremer o coração rezando pro passado voltar e tentar tudo de novo, como se num passe de mágico num estalar de dedos eu pudesse rebobinar a fita da minha vida e um novo começo com traços mais retos em linhas marcantes desenhar um futuro diferente. Mas não deu, não dá e já era. O momento de virar a chave e fazer diferente o caminho não aconteceu e agora é trabalhar com o que tenho e assim seguir a caminhada mesmo que no meio do vasto campo não consiga andar.
"Só sei que nada sei" - Sócrates



