domingo, 1 de fevereiro de 2009

Tô me sentindo assim ( hoje)


"A Janela dos outros.
Gosto dos livros de ficção do psiquiatra Irvin Yalom (Quando Nietzsche Chorou, A Cura de Schopenhauer) e por isso acabei comprando também seu Os Desafios da Terapia, em que ele discute alguns relacionamentos padrões entre terapeuta e paciente, dando exemplos reais. Eu devo ter sido psicanalista em outra encarnação, tanto o assunto me fascina.

Ainda no início do livro, ele conta a história de uma paciente que tinha um relacionamento difícil com o pai. Quase nunca conversavam, mas surgiu a oportunidade de viajarem juntos de carro e ela imaginou que seria um bom momento para se aproximarem. Durante o trajeto, o pai, que estava na direção, comentou sobre a sujeira e degradação de um córrego que acompanhava a estrada. A garota olhou para o córrego a seu lado e viu águas límpidas, um cenário de Walt Disney. E teve a certeza de que ela e o pai realmente não tinham a mesma visão da vida. Seguiram a viagem sem trocar mais palavra.

Muitos anos depois, esta mulher fez a mesma viagem, pela mesma estrada, desta vez com uma amiga. Estando agora ao volante, ela surpreendeu-se: do lado esquerdo, o córrego era realmente feio e poluído, como seu pai havia descrito, ao contrário do belo córrego que ficava do lado direito da pista. E uma tristeza profunda se abateu sobre ela por não ter levado em consideração o então comentário de seu pai, que a esta altura já havia falecido.

Parece uma parábola, mas acontece todo dia: a gente só tem olhos para o que mostra a nossa janela, nunca a janela do outro. O que a gente vê é o que vale, não importa que alguém bem perto esteja vendo algo diferente.

A mesma estrada, para uns, é infinita, e para outros, curta. Para uns, o pedágio sai caro; para outros, não pesa no bolso.

Boa parte dos brasileiros acredita que o país está melhorando, enquanto que a outra perdeu totalmente a esperança. Alguns celebram a tecnologia como um fator evolutivo da sociedade, outros lamentam que as relações humanas estejam tão frias. Uns enxergam nossa cultura estagnada, outros aplaudem a crescente diversidade. Cada um gruda o nariz na sua janela, na sua própria paisagem.

Eu costumo dar uma espiada no ângulo de visão do vizinho. Me deixa menos enclausurada nos meus próprios pontos de vista, mas, em contrapartida, me tira a certeza de tudo. Dependendo de onde se esteja posicionado, a razão pode estar do nosso lado, mas a perderemos assim que trocarmos de lugar. Só possuindo uma visão de 360 graus para nos declararmos sábios. E a sabedoria recomenda que falemos menos, que batamos menos o martelo e que sejamos menos enfáticos, pois todos estão certos e todos estão errados em algum aspecto da análise. É o triunfo da dúvida.- Martha Medeiros"


quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Preguiça


Pra quebrar a semana, com a equipe, após bater a meta do mês.
Sombra e água fresca.
Tudo de muito bom no meio de uma quarta feira qualquer.
Amanhã voltamos a nossa rotina: trabalhar, trabalhar e trabalhar.
Já tô com saudades da preguiça deste nosso dia bom dimai da conta ( como diz a minha colega mineirim, nemêzzzz?)
Até a próxima City Park.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Um Segredo Entre Nós



Boa pedida pra um domingo, de calor na cidade e sem vontade de fazer nada, somente exercitar a preguiça...

Me emocionei com o filme, me vi em vários papéis: pai, mãe, filho. Santa Trindade das loucuras cotidianas...

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Contra dados e fatos não há argumentos



Tirando a lógica e a matemática, a própria psicologia já baixou o decreto e entregou os pontos:

números ímpares não casam!

Definitivo e irrevogável.
Quer ver?

Três amigas. Um lado sempre se sente prejudicado, diminuído, desfavorecido. carente, sei lá.

Triângulos amorosos acabam em pizza ou coisa pior. Dois se amam, um é só tesão ou vive versa ou mescla tudo que dá um bom caldo.

Três colegas não combinam. Dois se afinam, um não se encaixa ou dois não prestam e trabalham da mesma forma ou vira tudo e começa de novo pra ver quem é o mocinho e quem é o vilão.

Três bichos na mesma casa não dá certo. Um sai no prejuízo entre tapas e carinhos.
Enfim, são só exemplos citados acima, tudo pode ser bem mais complexos do que é, afinal de perto ninguém é muito normal, né?

E fica cada vez mais certo o velho ditado:
Um é pouco
Dois é bom
Três é demais!


terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Só para as moçoilas

Segue um site bem legal com dicas interativas de maquiagem.
Vai lá: http://www.marcoscosta.com.br

domingo, 18 de janeiro de 2009

Nada estático, tudo dinâmico




Outro dia uma pessoa me disse que assim que o marido se formou, em direito, as coisas começaram a mudar entre eles e o casamento chegou a balançar, mas após algumas idas e vindas, alguns arranhões e mais uns tapinhas e beijos, a carroça voltou a andar e as melancias se ajeitaram no meio do caminho.
Será que as pessoas mudam? Não creio não. Levo fé que as expectativas mudam sim, mas a sua essência permanece lá, no teu fundinho, no meio da rotatória da avenida entre o lado A e o lado B. Novos olhares surgem e é inevitável que as percepções sofram alterações sem caráter indenizatório. A conta é alta e alguém vai pagar, seja o tomador de decisões ( novas ) ou o sujeito que se vê de repente ( ou não) atropelado por novas situações ou melhor, desacomodado, saindo da zona de conforto, disparado pelo parceiro camaleônico. Mas este risco é previsível e todos sabemos que nada é estático nesta vida. Graças a Deus! Que chatice seria o contrário!
Será que todos estão preparados para este momento ? Ou as pessoas, ainda pensam que é casar e pronto: viver eternamente com o mesmo ser?

domingo, 11 de janeiro de 2009

Um vampiro me mordeu e eu amei...

No feriado de final de ano, fiz de tudo o que gaúcho faz quando o clima não colabora e chove torrencialmente e faz até frio nas nossas praias queridas. No menu: comilança, chimarrão na casa de amigos, muita canastra, dormir e entre chuva, frio ( acredite se quiser) e até lareira acesa (só por não ter mais o que fazer) me vi devorando, comendo os livros da Stephenie Meyer. Durante o ano ouvi falar muito sobre os livros e confesso que tinha um pé atrás, pois achei que seria leitura de adolescente ... sem preconceitos, mas ainda não estava no ritmo pra ler e atolada de outros livros com prioridade na fila. Hoje estou dividindo esta leitura com a minha filha de 15 anos...
Baixei o 3º e o 4º volume porque ainda não tem nas livrarias, mas entre uma tarde e outra comi, na íntegra, todos eles. Comi com gosto, degustando aos poucos cada página, sentindo os gostos variados em forma de diálogos inspiradores.
A história de um vampiro apaixonado de mais de cem anos e sua família estranha até para o mais vampiro dos vampiros e uma adolescente atrapalhada faz a gente se envolver de um jeito que não dá pra parar de ler. Fica parecendo vício de chocolate, sabe? No tempero dos diálogos segue misturada a atração, paixão e amor doses altas de desejo de morder, de morrer, de matar e com pitadas sexo sutilmente ali exposto. Tudo junto ao mesmo tempo agora dá um jantar de 500 talheres com direito a salivar só de pensar. Ui, delícia!
Vale a pena.
Fico aqui esperando a versão de Edward sobre os fatos, o 5º volume da série.
As papilas gustativas aguardam ansiosamente.